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Só Renato Maurício Prado para me fazer vencer a dor nos ombros dessa maldita LER e escrever um texto novo no OV.

Vamos lá, Redação SporTV, 10h30 da manhã. O assunto, claro, é Roman. O consenso da mesa é que não foram dados dois pênaltis para o Cruzeiro. É até uma opinião razoável, se comparada à do Godói ontem à noite, pela Bandeirantes, que viu uns quatrocentos.

Na minha opinião um o Roman poderia ter dado. Talvez o do Jumar (aliás, medo do Jumar agora é nada perto do Marcão), que foi imprudente e atropelou, embora o cruzeirense já tivesse isolado a bola antes. Aquele do Wendell no Kleber ninguém dá, o Obina já levou uns dez desses no campeonato e devem ter dado um.

O problema é que a atuação do Roman nessa partida foi precedida por uma história tortuosa, que ninguém pareceu lembrar. E, ao não lembrarem, fica parecendo, aos torcedores de outros times, que há um complô a favor do Palmeiras. O único a se lembrar da história mais ou menos da história foi o Noriega. E de um jeito meio estranho, meio que fingindo que não se lembrava. Sabe aquela vergonha de saber algo? Aquela que vem antecedida com uma desculpa do tipo “ah, eu estava passando em frente à TV e vi no Gugu…”. Ou “essa música não é daquela dupla lá, Leandro e Ronaldo, Leandro e…”

Bem, a história. Roman tem péssima atuação no jogo Leonores x Cruzeiro. É punido, a pedido do Cruzeiro. Roman tem péssima atuação em Goiás x Palmeiras, dando um pênalti mandrake para o Goiás. Palmeiras reclama, Belluzzo afirma que Roman não apitará mais contra o Palmeiras. Nada acontece, nenhuma punição a Roman. Ao contrário, Roman volta a ser escalado num jogo decisivo como Cruzeiro x Palmeiras. A torcida do Palmeiras esbraveja, já antecedendo uma tragédia.

Ora, até a minha vó consegue perceber que Roman entrou pressionado. Simplesmente não deveria estar no sorteio, seja por Palmeiras ou pelo Cruzeiro.

E também minha vó, se acompanhasse futebol profissionalmente, saberia dessa história toda, poderia repeti-la na bancada do SporTV e dar sentido para a coisa toda. Mas a bancada lá não se lembra. Deve ter passado a semana vendo a Champions League.

Mas tem o delírio, que é a parte divertida da coisa. Adilson Batista fez a reclamação dele na coletiva. Falou em três pênaltis e disse que certos estados são sempre prejudicados. É claro que estava se queixando do poder de Rio e de São Paulo, nhenhenhé generalizante constante entre gaúchos e mineiros (uma outra hora trato disso, na minha visão eles confundem o poder de certos times com o favorecimento de uma região toda).

Aí entra R. M. Prado para dizer: “é verdade, os times de São Paulo são sempre favorecidos em detrimento dos times de Minas e do Rio”. AHAHAHAHAHAHAAHAH! Sério! Ele, flamenguista, falou que os times do Rio são prejudicados! AHAHAHAHAHA. Só se for o Botafogo.

Em resumo. Meu medo é que esse tiro saia pela culatra. Essa “compensada” do Roman vire contra nós, que seremos “descompensados” nos próximos jogos, só para provar que ninguém está nos ajudando. Intencional ou não, seria um belo desfecho para uma comissão de arbitragem irritada com as reclamações palmeirenses.

II – Entrevista ligeira

Dando sequência aos posts sobre a reunião da diretoria com gente da Mídia Palestrina, agora é a hora da entrevista ligeira.

Isso geralmente rola quando, depois de algum encontro com uma fonte primária, voltamos à redação com um material que, interessante, tem uma ou outra arestas.

O que pega é que, às vezes, a conversa com a fonte não é tocada como uma entrevista comum, “pergunta-e-resposta-e-pergunta”. Ou, quem sabe, a coisa até tenha sido feita dessa maneira mas, no fim, não dê muita liga nesse formato.

Pra soltar o negócio rapidão, o que a gente faz? Pega o material, dá uma repassada do que foi falado, levanta alguns pontos de pauta interessantes e monta uma espécie de painel com as aspas do entrevistado.

Esse tipo de matéria já pede um jogo de cintura maior, uma agilidade na angulação e edição de conteúdo. Quando é bem feito, fica muito muito bom. Certamente, melhor do que o que tá aí embaixo:

Diretoria palmeirense traça panorama do futebol do clube

Em coletiva exclusiva para sites independentes voltados à cobertura do Palmeiras (representantes da chamada “Mídia Palestrina”), membros da diretoria e da coordenação de futebol do clube abriram o jogo sobre a reestruturação desenvolvida na equipe profissional e nas categorias de base.

O encontro teve a participação de Marco Antonio Biasotto (coordenador das categorias de base), Toninho Cecílio (gerente de futebol), Savério Orlandi (diretor do departamento de futebol) e Gilberto Cipullo (vice-presidente). Além destes, participaram da conversa Genaro Marino (da diretoria de futebol profissional), e Lourival Silvestre e Ademir Prevelato (da diretoria de futebol amador).

Em pauta, contratações, jovens talentos e a parceria com a Traffic, entre outros assuntos. Confira abaixo mais detalhes.

Categorias de base

Marco Biasotto: “Estamos completamente de acordo com as determinações do Ministério Público no que diz respeito ao cuidado com nossos jogadores da base. Pode parecer essencial, e é, mas infelizmente nem todo mundo pensa assim por aqui. Há pouco tempo, Atlético-MG e Cruzeiro tiveram problemas nesse sentido. E no próprio futebol paulista há equipes com adequações a serem feitas”.

“Foi criado todo um processo, desde o garimpo de jovens talentos, passando pelo acompanhamento nas divisões de base até o estágio final, que é a possível venda do atleta para um clube do exterior. As indicações vêm de parcerias com olheiros e equipes menores espalhadas pelo país. Há, nesse trabalho, uma atenção especial com o sul do país – geralmente, os nascidos lá tem maior chance de conseguir cidadania europeia, o que facilita sua inserção no mercado europeu”

“É importante que os nossos atletas da base tenham boa formação, que estudem, para que rendam melhor em campo e na vida. Para continuar no Palmeiras, os jovens sob cuidado do clube devem render bem na escola. Queremos que, mesmo na eventualidade de uma carreira bem sucedida, eles, ao se aposentar, não sofram o mesmo que alguns dos atletas de minha geração, que passam por problemas psicológicos e financeiros”

“Nossa participação em competições é adequada ao calendário dos atletas. Se as datas de algum campeonato atrapalharem o rendimento escolar dos meninos, não entramos. Por conta disso, deixamos de jogar alguns torneios. Ainda assim, o nosso rendimento nas competições de que participamos tem sido muito bom, geralmente disputamos as primeiras posições”.

Unicef

Biasotto: “O trabalho que desenvolvemos nas categorias de base, após a reformulação recentemente implementada, chamou a atenção da Unicef, abrindo as portas para uma possível parceria como a que fizeram com o Barcelona. Do decálogo de obrigações que nos foi passado pela entidade, temos apenas dois itens a ajustar. Existindo o acerto, o Palmeiras teria grandes vantagens, podendo captar novas verbas para o investimento nas categorias de base e ganhar em exposição e imagem”.

Palmeiras B/Pressão

Toninho Cecílio: “O Palmeiras B foi reformulado, e hoje cobre um vácuo entre a idade limite da Copa São Paulo e o piso do profissional. A ideia é que os jogadores joguem a terceira divisão paulista para adquirirem experiência e corpo, aprendendo a lidar com a pressão. Isso porque, mesmo sendo uma divisão inferior, ali eles enfrentam, em sua maior parte, jogadores mais velhos e rodados. O importante, no caso, é dar bagagem, e não disputar o ascenso. O Souza, por exemplo, passou por essa preparação”.

“Normalmente, contratamos alguns jogadores mais velhos, dois ou três, para jogarem a A-3 do Paulistão com os meninos no Palmeiras B. É uma maneira de dar equilíbrio para o time. Tudo bem que nosso interesse ali não é o título, mas também não queremos cair”.

Integração entre base e profissional

Cecílio: “Os coordenadores e treinadores da base e do profissional estão em contato permanente, sempre trocando informações. No profissional, os responsáveis pela comissão técnica acompanham o desenvolvimento dos garotos, buscando integrá-los ao time principal passo a passo, sem queimar etapas. Do mesmo modo, os treinadores da base estão em contato com os métodos e o estilo de jogo do Muricy, para adaptá-los nos treinamentos com os garotos. Queremos criar uma cultura na qual, na eventualidade de algum atleta jovem ser chamado ao time principal, ele já esteja ciente do que esperamos”.

Figueroa

Cecílio: “Já esperávamos que o Figueroa precisasse de um tempo de adaptação maior. Se pararmos para lembrar, o Valdívia também demorou alguns meses para engrenar no Palmeiras. No Chile (Figueroa jogava no Colo Colo) costuma-se treinar apenas um período, então era natural que demorasse um pouco para que estivesse fisicamente pronto. Não queremos apressar sua preparação ao estilo de jogo brasileiro, nossa ideia é que, quando entre em campo, ele tenha um rendimento satisfatório e não corra o risco de lesões. Além disso, ele acabou pegando uma gripe muito forte, e infelizmente se machucou nos treinos – o que, no fim, estendeu ainda mais o tempo de sua preparação”.

“Seu estilo é diferente daquele do Wendell. Figueroa tem um vigor físico menor, mas tem uma boa técnica no apoio ao ataque. A vinda de um jogador não exclui o outro, na verdade eles se complementam por serem distintos. Queremos que o Muricy tenha mais opções para a montagem do time”.

Transição de diretorias

Gilberto Cipullo: “Tivemos dificuldade para colocar algumas informações em dia na transição entre a gestão atual e a anterior. Algumas frentes foram especialmente trabalhosas. Por isso, a sistematização do que estamos fazendo é uma de nossas preocupações – queremos que, na eventualidade de uma próxima gestão, os futuros responsáveis pelo futebol tenham acesso fácil e rápido aos dados e ações em curso”.

Sem revanchismo

Savério Orlandi: “Em meio à reestruturação da assessoria jurídica do Palmeiras, decidimos continuar com os serviços do escritório contratado pelo Mustafá para nos representar no Rio de Janeiro. Afinal, ali o trabalho, no caso, vinha sendo bem feito e não jogaríamos tudo por terra por revanchismo, nunca tivemos essa intenção”.

Luxemburgo

Cecílio: “O Wanderley Luxemburgo sempre teve boa relação com a diretoria e a coordenação de futebol. Ele era receptivo às nossas opiniões, dialogava de forma aberta, nunca deixou de levar em conta a opinião e as necessidades do clube colocando a si em primeiro lugar. Ele errou em algumas coisas, como todos erramos. Não havia necessidade, por exemplo, de criar alguns atritos com a torcida, provocando possíveis instabilidades no elenco e na comissão técnica. Mas é inegável que também trouxe coisas boas. Afinal, ganhamos um título com ele”.

Mercado

Cecílio: “Construímos um sistema para o garimpo de atletas tanto no campeonato brasileiro quanto nas competições da Europa e da América Latina”.

“No Brasil, acompanhamos as séries A, B e C. O trabalho é escalonado levando em consideração o cronograma de cada campeonato, nos deixando com uma margem bastante interessante para tentarmos a contratação do atleta, antecipando o resto do mercado. Aí, o acordo pode dar certo ou não, como é natural nas negociações. O importante é que, com esse sistema, aumentamos nossas chances de sucesso”.

“No caso dos campeonatos de fora, criamos um banco de dados com os atletas brasileiros inscritos nos campeonatos estrangeiros, com período de contrato, características etc. É a partir dessas informações que entabulamos as negociações. O Edmilson e o Vagner Love foram contratados assim”.

“Na América Latina, fazemos uso de com um sistema parecido com o utilizado para a Europa. Mas ainda não é o ideal. Nesse caso específico, estamos trabalhando na construção de uma rede que possa nos indicar jovens talentos, como fazemos no Brasil para nossas categorias de base. Nossa intenção no mercado latino é descobrir o Valdívia antes do Colo Colo, por exemplo.”

Traffic

Cipullo: “O Palmeiras não é o único clube a ter uma parceria. Diversas outras equipes têm parceiros para a contratação de jogadores. No nosso caso, a parceria com a Traffic é muito interessante, abre boas possibilidades tanto para a construção do elenco quanto para outros negócios. Não podemos esquecer que trata-se de uma empresa consolidada, fortíssima no mercado de marketing esportivo e detentora de um bom know-how para gestão esportiva. Algumas das ferramentas de banco de dados utilizadas para o acompanhamento de nossos jogadores, por exemplo, nos foram cedidas pela Traffic”.

“Não é do interesse do clube depender exclusivamente da Traffic para a construção do elenco. Queremos ter, também, nosso próprios atletas. Mas não temos do que nos queixar, a parceria é transparente, e nunca houve pressão para vender atletas à revelia do interesse do clube. Do mesmo modo, não há qualquer ingerência técnica da Traffic no departamento de futebol”.

I – Nota ligeira

Bom, tinha prometido que publicaria as infos da apresentação da diretoria aqui, mas não estava muito certo a respeito de como fazê-lo. Porque nosso negócio no OV não é fazer o jornalismo em si, e sim sua análise dentro do esquema da comunicação.

Sabe como é, talvez uma matéria no esquema clássico ficasse um pouco deslocada de nossa linha editorial.

Então, depois de quebrar um pouco a cabeça, cheguei a um meio termo: usarei o conteúdo da apresentação pra, de alguma maneira, ilustrar o modo como se faz jornalismo quanto à sua linguagem, possibilidades e tal.

O negócio é o seguinte: pegarei as infos e as publicarei ao longo de três textos, cada um num estilo diferente. Junto às matérias, explicarei como e quando as usamos, quais as circunstâncias nas quais geralmente se encaixa uma ou outra e tal.

Pra começar, a reportagem ligeira.

Sabe aquele texto que o repórter, depois de chegar da rua, precisa entregar quinze minutos atrás? Então, é mais ou menos isso. Basicamente, trata-se de pegar algumas informações interessantes e construir um relato do fato reportado, algo mais próximo da documentação que da reflexão.

É o estilo mais comum, o do dia a dia. De vez em quando, corre-se o risco de tocar o negócio meio no automático, e um ou outro erro acabam aparecendo. Mas quando é bem feito, dá conta do recado sem firulas.

E agora, ao que interessa:

Palmeiras apresenta novo projeto para o futebol

Em iniciativa inédita, diretores e coordenadores do futebol palmeirense apresentaram, em evento destinado a editores de sites independentes, dados sobre a reestruturação do futebol do clube.

A reunião, que contou com a presença de Toninho Cecílio, Savério Orlandi e Gilberto Cipullo, entre outros, trouxe boas novidades sobre o trabalho de garimpo e preparação de jovens atletas, além de esmiuçar em detalhes o trabalho de planejamento realizado pelo departamento de futebol profissional.

Base

Usualmente vista com reticência pelos torcedores, as categorias de base foram motivo de atenção especial na apresentação. O trabalho, atualmente comandado por Marcos Biasotto, que já teve passagem por Atlético-PR e Paulista de Jundiaí, vem promovendo reformulações em diversas frentes.

Os ajustes se estendem às tradicionais “peneiras”, agora organizadas em períodos de uma semana ao longo da qual os jovens atletas são testados. “Construímos um sistema de triagem dos garotos que os avalia em diversos critérios, não apenas físicos e técnicos, mas também psicológicos”, explica o coordenador.

Os jogadores são indicados ao Palmeiras, em muitos casos, a partir de parcerias com olheiros e equipes menores espalhadas pelo Brasil, sem custo para o clube. O processo é adaptável às necessidades de cada menino.

“Se o jovem é de longe, pedimos a autorização dos pais e da escola, e arcamos com passagens e hospedagem. Existindo algum impeditivo, como uma semana de provas, por exemplo, reagendamos a sua vinda, para que ele não tenha prejuízo nos estudos”, diz Biasotto.

Ao fim da semana de testes, fica a cargo do Palmeiras a decisão sobre a integração do atleta ao elenco. Uma vez no clube, o jogador é amparado por uma estrutura multidisciplinar, envolvendo médicos, psicóloga e assistente social.

O clube mostra especial cuidado na relação dos atletas com os estudos. O coordenador da base explica que,“no caso dos meninos alojados pelo clube, há a necessidade de certo aproveitamento escolar para a sua manutenção em nosso elenco”.

Profissional

O futebol profissional, que também tem seu departamento reorganizado, conta com estrutura um tanto mais enxuta que a das categorias de base. Até bem pouco tempo apontada como inflada e muito cara aos cofres palmeirenses, a comissão técnica foi especialmente reduzida após a saída de Wanderley Luxemburgo.

“Quando contratamos Luxemburgo, sabíamos que ele vinha com sua própria comissão técnica”, falou o gerente de futebol, Toninho Cecílio. “Ao mesmo tempo, sabíamos que os seus profissionais eram bons. Então montamos uma equipe própria, do clube, para que fosse formada por esse pessoal e, após a saída do Wanderley e de sua equipe, continuasse por aqui em caráter permanente”.

Cecílio explica que, com isso, o Palmeiras deu fim ao vácuo, há muito apontado, relativo à existência de uma comissão técnica fixa. “Construímos uma estrutura completa de apoio ao treinador que venha a trabalhar no clube”, diz.

A montagem do elenco também ganhou ferramentas especiais. Foram implementadas rotinas para o acompanhamento e integração de jovens atletas da base aos profissionais, além de sistemas para garimpo de jogadores no Brasil, América Latina e Europa. “Foi desse banco de dados que pescamos o Kleber e o Robert, entre outros”, conta o gerente de futebol.

Números

A respeito da parceria com a Traffic, o vice presidente Gilberto Cipulo explica que, embora não seja a solução no que diz respeito à contratação de jogadores, há outros benefícios. “Temos uma relação muito boa com a Traffic, não há exclusividade para acordos, nem ingerência técnica”, afirma Cipullo. “Além disso, o fato de nossa parceira ser consolidada no mercado de marketing esportivo nos traz diversos outros benefícios além do relativo às contratações”.

Sobre a dívida do clube, o vice-presidente foi sincero: “Há um cenário complicado no futebol brasileiro, todos os grandes clubes estão endividados – inclusive o Palmeiras”. Cipullo defende, porém, que não há motivo para desespero. Para ele, a dívida palmeirense é uma das menores entre as equipes nacionais, e bastante administrável. Além disso, nos últimos três anos a arrecadação geral do Palmeiras cresceu consideravelmente.

O dirigente lembra ainda que o principal desafogo financeiro entre todos os times é, ainda, a venda de jogadores. “Infelizmente, os clubes têm que, a cada ano, fazer uma boa venda para equilibrar o seu caixa. Isso vale para todos”.

Por fim, os diretores mostraram a expectativa de que a reestruturação mostrada seja parte de um projeto maior. “A ideia é que esse trabalho fique para além de nossa administração” explicou o vice-presidente. E continuou: “Queremos, na eventualidade de uma transição, que os futuros responsáveis pelo futebol tenham fácil acesso às informações do clube”.

Em 2004, o Partido Democrata dos EUA abriu a cobertura de sua Convenção Nacional para dezenas de blogueiros independentes, entre militantes, analistas e repórteres.

O gesto do partido, que colocou no mesmo pé imprensa oficial e independente, deu o que falar à época. A Convenção Democrata é um dos eventos centrais à política estadunidense, é de lá que saem boa parte dos arranjos e diretrizes que guiarão as ações do partido pelos próximos quatro anos. E, num cenário político bipolar como o deles, dividido no eterno derby Democratas x Republicanos, isso significa muito. Muito MESMO.

Não à toa, esse gesto dos Democratas, esse reconhecimento, cinco anos atrás, da relevância, da produção e do alcance dos blogs independentes, é considerado por alguns estudiosos da cibercultura como uma espécie de marco zero. Como o ponto inicial da legitimação, no grande cenário, da blogosfera como formadora de opinião.

Em 2009, a diretoria de futebol do Palmeiras convidou representantes de veículos independentes palestrinos para uma apresentação sobre o estado de coisas do clube.

Reunidos numa sala de reuniões, os coordenadores e dirigentes palmeirenses proveram editores da Mídia Palestrina com informações brutas sobre as condições estruturais do clube em vários níveis, além de apresentações sobre os métodos e sistemas de gestão implantados ao longo dos últimos dois anos, e de um panorama da situação financeira em relação ao cenário nacional e global.

A apresentação foi feita por Marco Antonio Biasotto (coordenador das categorias de base), Toninho cecílio (gerente de futebol), Savério Orlandi (diretor do departamento de futebol) e Gilberto Cipullo (vice-presidente). Fabio Finelli representou a Libero, responsável pela assessoria de imprensa do clube. Além destes, participaram do debate Genaro Marino (da diretoria de futebol profissional), e Lourival Silvestre e Ademir Prevelato (da diretoria de futebol amador).

Não foi pouca coisa. Especialmente se pensarmos que os dados foram exatamente os mesmos mostrados há pouco ao Conselho do clube. E mais ainda se levarmos em contao que a Mídia Palestrina foi contemplada antes da imprensa tradicional, que deverá em breve assistir à mesma apresentação.

Lógico, há quem pense (e diga) que o clube pretende aparelhar os veículos palestrinos, e que é tudo um grande jabá, e que andamos todos a nos dar as mãos num grande complô chapa branca-e-verde. Eu prefiro acreditar que há nisso um tanto de estratégia, e um bocado de reconhecimento do novo cenário da comunicação.

Porque é simplesmente legítimo que tenhamos todos acesso às fontes primárias e à informação bruta, e que os leitores/ouvintes/espectadores recebam esses dados em leituras e angulagens diversas. Até porque se a informação do clube circula por diversos meios, sua veracidade é mais facilmente fiscalizada, e a desinformação acaba com a perna curtinha.

Aí, se o sujeito prefere um blog palestrino ou o colunista do jornalão é escolha dele. Mas pelo menos existiu a opção. Pluralidade de opinião é isso aí.

Posso estar errado, mas não consigo me lembrar de qualquer iniciativa parecida no país, vinda de instituições ligadas ao futebol ou não. Do mesmo modo, a própria rede formada pela Mídia Palestrina também é um animal pouco comum na web brasileira.

O convite do clube, assim como seu reconhecimento de que os veículos independentes palmeirenses configuram uma força legítima e formadora de opinião, dão mostra de um pioneirismo que, entranhado ao DNA palestrino, ainda há de ser estudado. Porque extrapola o futebol e a torcida e a paixão e o fanatismo, e entra no campo das novas mídias e sua análise.

Em 2008, os Democratas elegeram Barack Obama surfando em boa parte na agenda construída pelas redes online, no emaranhado de blogs, twitters, facebooks e tal.

Em 2009, o Palmeiras briga pela ponta do campeonato. Pode ganhar, pode perder, é do jogo. O que importa é que, independente disso, estamos bem encaminhados.

***

Dito isso tudo, nossos sinceros parabéns (e agradecimentos) à Diretoria de Futebol e aos responsáveis pela comunicação do Palmeiras pela sensibilidade e bom senso no que diz respeito à transparência, informação e relacionamento com a imprensa - independente ou não.

***

Sobre as informações em si, tem muita, muita coisa interessante. Como o volume de dados foi muito grande, estou vendo aqui como consigo sistematizar de um modo bacana. De um jeito ou de outro, daremos um jeito de publicar.

***

Ainda a respeito dos efeitos da reunião, meio nada a ver a reação do Juliano Costa no JT de hoje. Não o conheço pessoalmente, mas ele parece ser um cara bacana, sempre participou de modo joia dos debates do OV. Infelizmente, o modo como tratou a apresentação da diretoria à Mídia Palestrina revela uma das coisas mais chatas do ofício, o corporativismo linha dura que, não raro, assombra as redações.

Sobre o caso, recomendo este post do Parmerista!.

Antes de entrar no assunto, vou fazer um comentário geral, que vai além da imprensinha esportiva.

O jornalismo, aquela atividade que imaginávamos como envolvendo: garimpar uma informação relevante; fazer a checagem de sua veracidade; buscar a compreensão dessa informação em seu contexto histórico; e fazer sua repercussão, de preferência com interlocutores que tenham visões contraditórias… já era. Nem sei se um dias as coisas funcionaram exatamente assim, só sei que hoje essa visão não podia estar mais longe da realidade.

Não que elas tenham culpa direta nisso – estão fazendo apenas o seu papel -, mas as assessorias tem um peso relevante nisso aí. Como as redações estão pequenas, o povo geralmente ganha mal, e alguns ligam o foda-se grandão, ninguém mais apura nada. Quem traz tudo mastigadinho, prontinho, são as assessorias, que inclusive transformaram o que era para ser um informativo (o famigerado release) em matéria pronta. É só cortar e colar que a notícia tá alí, estruturadinha, se bobear até ouvindo o “outro lado”.

Quer emplacar uma matéria sua em trocentos veículos? Fácil, contrate uma boa assessoria: eles vão fazer uma matéria no formatinho que todo mundo aceita (com lead, aspas, tudo isso, ter “cara” de notícia é essencial) e vão disparar para o mailing deles. Com certeza será publicada na íntegra em jornais pequenos e médios do interior do país. Se você der sorte e o assunto não tiver cara de “polêmico” - pode até ser, basta o editor não achar que seja – entra até nos jornalões. Esses devem disfarçar, alguém vai reescrever algum parágrafo, mas a essência vai ser a mesma (as aspas, por exemplo). O importante aí não são as palavras que estão formando o texto, mas a abordagem que é dada sobre determinado assunto ou mesmo a transformação do assunto em “pauta”.

Lógico que a consequência disso tudo é cruel. A apuração, que deveria estar na redação, hoje é feita em grande parte por “terceiros”. E esses “terceiros” são atores interessados, são gente que tem dinheiro para botar os jornalistas para trabalharem para si, em geral pagando muito mais do que pagam os veículos tradicionais pagam.

E digo que a questão não é culpar as assessorias pois o problema parece ser estrutural. Com a multiplicação dos meios - em especial a internet, mas também os muitos canais de tv – e a especialização, criou-se uma demanda por notícias cuja produção não é viável economicamente. Para falar de futebol, quem tem dinheiro para manter um setorista em período integral, não só nos grandes clubes, mas também na Série B? Alguém precisa pagar a conta ou, no mínimo, o custo de produção de matérias sobre tantos clubes precisa ser reduzido. Porque se os clubes entregarem matérias “meio prontas” o veículo pode contratar menos profissionais, sendo que cada um pode se dedicar a mais clubes.

Quando falamos de futebol a coisa até parece mais ou menos ok. Mas pense na indústria do amianto, ou nos agentes do mercado financeiro. Pensem nesses caras pautando a mídia. Como jornalista especializado em ciência e tecnologia, vivo recebendo releases de médicos e cientistas zé ruela tentando aparecer. E tem gente que publica.

Mas voltemos ao futebol. Vou dar um exemplo citando a assessoria de imprensa cujos releases parecem ser os mais docilmente aceitos no futebol brasileiro, a do Jardim Leonor.

Dadas as condições da tabela, é evidente que o empate foi um ótimo resultado para nós. Não apenas continuamos líderes como mantivemos uma distância saudável dos adversários. A nós, antes do jogo, tudo o que não interessava era uma pressão pela vitória. Isso tinha que estar do outro lado, pois essa era a chance dos leonores mostrarem que tinham realmente engrenado, que podiam brigar pelo título.

Ao mesmo tempo, para os leonores essa pressão podia atrapalhar. Se ela fosse forte, o técnico seria levado a colocar o time para a frente, abrindo espaços para um time perigoso e treinado por alguém que sabe jogar no contra-ataque. E era preciso minimizar o efeito negativo no caso de ocorrer um empate, torná-lo palatável para a torcida.

O que fez, espertamente, a assessoria leonor? Sacou da manga um pretenso “tabu”: desde 2002 o Palmeiras não conseguiria vencê-los em partidas realizadas no estádio que se localiza em bairro cujo nome homenageia a Sr. Adhemar de Barros. O release foi esse aqui.

A mídia comprou. O Jornal do Brasil até repetiu o release completo, enfiando um “da redação” lá no começo. A ESPN chegou a pautar uma pesquisa com os espectadores sobre o “tabu”, perguntando a leonores e palmeirenses a “razão disso” e “o que era preciso para vencer isso”, respectivamente. Podem pesquisar, ninguém deu a matéria antes da assessoria leonor soltar a pauta.

Nisso tudo, tem alguém errado? A rigor, não (talvez o JB, que chupinhou texto de assessoria sem dar crédito, enganando o leitor). O “tabu” é um fato, não é invenção (nem sei porque estou usando aspas nele).

Mas só virou notícia porque alguém assim o tratou. Já a relevância dele é outra história.

comenorris5

Um jornalista.

Profissional da informação.

Vive de fontes, contatos, checagens.

Pelo menos, é assim que deve ser.

E é o que se quer que o público pense.

Mas às vezes a coisa escapole.

O furo desaparece no ar.

Mas é a vida, roda gigante.

Às vezes você está por cima, depois vai para baixo.

E àguas passadas não movem moinhos.

Mas fica a vergonha.

A vergonha alheia.

E o sapo, bem grandão, goela abaixo.

Né?

Vai lá!

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O OV comparecerá, certamente. E parabéns Palestra!

Atrasado, bem atrasado. Mas vamos lá:

- Grande jogo. Complicado, como os duelos contra o Inter costumam ser. Mas o time mostrou autoridade, e os vencidos foram deixados sem muito a reclamar.

- “Sai! Sai da frente! Sai que o Diego é chapa quente!”

- E todo mundo cruzando os dedos pro CX10 estar inteirão domingo.

- Assisti ao jogo no Palestra a convite da Samsung com um povo da Mídia Palestrina. O OV agradece a atenção e a sacada da parceira do Palmeiras, que se aproxima de modo bacana de nossa rede e potencializa o alcance e o esforço de todo mundo: clube, empresa e torcida.

- Semana passada, meus poucos e desavisados seguidores no Twitter tiveram que aguentar umas cornetagens sobre o uniforme azul. Bom, ainda acho que o Palmeiras deve usar o terceiro uniforme, seja qual for, com moderação. Mas faço o mea culpa: a camisa azul é deveras classe. Pelo resgate histórico, pela simbologia, pela tradução da alma palestrina, aquela coisa de persistência e combate. Talvez digam que só escrevo isso por ter ganho uma de presente. Bom, prefiro deixar as explicações pro video aí embaixo.

Pitaco extra:

- Graaaaande rodada pra gente.

Vira e mexe, rolam uns tiroteios na Mídia Palestrina. E nós do OV, que não somos de levar fogo cruzado mas curtimos dar uns pitacos, achamos que talvez valha dizer uma coisinha ou duas sobre o assunto.

Pra começar, o que seria a tal Mídia Palestrina? Na nossa opinião, é uma rede de veículos que, mesmo com linhas editoriais diferentes, partilham de um fundo comum, que é querer o bem da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras. “Mídia” porque, tecnicamente, o termo é uma corruptela de “media” (em inglês, “meios”, no plural - no sentido de “meios de comunicação”). E “Palestrina” porque torcemos todos pro Alviverde Imponente, o que quer dizer que nosso objetivo último não é a “verdade”, o “leitor” ou a “informação” - embora tudo isso também pese e há quem faça jornalismo -, mas o time.

No nosso caso, os editores do OV, que já tínhamos um trabalho anterior ligado a tecnologia, comunicação e política, resolvemos aplicar nosso conhecimento à causa que realmente importa, e procuramos sistematizar tanto a crítica da mídia esportiva quanto a sedimentação da rede palestrina. Sempre acreditamos que, isolados, os sites dificilmente ganhariam o volume necessário para fazer a informação produzida circular e “subir”, pautando coisas tanto no futebol quanto na relação entre clube e torcida.

Mas isso éramos nós. Outros sites, com expertises peculiares e trocando informação entre si, também começaram a trabalhar a sedimentação da rede como método, e fomos ganhando volume, e mais volume, e mais volume ainda, e a coisa se legitimou como Mídia Palestrina.

A beleza da web é que, em princípio, é todo mundo parelho. E é justamente por sermos todos do mesmo tamanho (está todo mundo a um clique), dentro e fora da Mídia Palestrina, que a nossa pauta, lapidada e referendada ao circular na nossa rede, ganha força e volume para esgrimar com veículos e autores que, no esquemão broadcast, não fariam mais que nos olhar de cima pra baixo.

A planificação dos meios e dos atores no ecossistema online deu uma sacudida na economia política da mídia ainda a ser entendida. Nunca colocamos os números na ponta do lápis, mas acredito que se somarmos o fluxo de leitores e ouvintes dos blogs da Mídia Palestrina chegaremos a uma complexidade e volume que legitima nossa rede como uma das mais bem sucedidas da web brasileira, em qualquer área.

Lógico que nem tudo o que é publicado pela Mídia Palestrina é bom. Mas, uma vez filtrada, a quantidade de material bacana MESMO a circular a partir dessa rede é deveras respeitável. Acionando o modo “pesquisadores da cibercultura”, podemos dizer, com o devido distanciamento crítico e tal, que a Mídia Palestrina funciona com sofisticação e efetividade de tirar o chapéu.

Produzimos conteúdo multimídia, catalisamos a produção da informação e da memória esportiva a partir do público, estabelecemos caminhos e tecnologia para a entrega de informação ultra-especializada. Filtramos a informação produzida dentro e fora de nossa rede, transitamos nossa pauta na mídia corporativa pela guerrilha de informação, chamamos a atenção de parceiros do clube*.

Até daria pra fazer isso tudo mais pomposo usando uns nomes difíceis, tipo “narrowcasting”, “bottom-top media”, “peer-reviewing network”, “citizen journalism” – que é o que um povo costuma fazer quando escreve sobre coisas da web. Como nosso negócio não é confundir, resolvemos deixar os termos difíceis de lado, e centrar fogo no essencial: a Mídia Palestrina é uma rede online única, sofisticada e efetiva. Como tal, pressupõe um constante trabalho de construção e de manutenção de seu equilíbrio interno. Até dá para chutar o balde e dizer “foda-se” – ainda que, dependendo, um “foda-se” possa balançar a rede toda.

Claro, nem todo mundo tem que ter a mesma opinião. Nem é o caso de se patrulhar o pensamento alheio. Cada um tem seu jeito de ver as coisas, e a Mídia Palestrina é reflexo da torcida. A única coisa a nos unir é a palestrinidade e a vontade de ver o time segurando o caneco. O jeito como isso acontece, se com dois ou três volantes, se com o presidente batendo o pau na mesa ou agindo na surdina, aí é o caso de cada um pensar (e publicar) o que quiser. Porque o que for REALMENTE bom vai acabar, de um jeito ou de outro, ganhando relevância e circulando de um tanto.

Sozinhos, descolados da rede, seremos, sempre, menores do que poderíamos ser. A Mídia Palestrina é o concreto cheio de palmeirenses no estádio do ciberespaço. É caótica, contraditória às vezes, movida a paixão e discordante em muitos assuntos técnicos e táticos. O que importa é nos abraçarmos, todos, na hora do gol.

*O OV assistirá à partida contra o Inter-RS a convite da Samsung.

Escrito pelo Tiago, com uma frase enxertada pelo Rafael Evangelista, que comunga com o resto do texto.

- Sendo muito sincero, antes da bola rolar era jogo para perdermos. Sem Diego Souza, Marcos, Edmilson e Wendel (que não é nada, não é nada é o lateral que temos); contra um Coritiba que tem bons jogadores (bom, vocês viram aí o Marcelinho, o Carlinhos e o Pedro Ken); fora de casa; eles com técnico fresco; e desesperados para fugir do rebaixamento. Pauleira pura.

- Quando a bola rolou - e antes, com o 4-3-3 - deu para perceber que, forçando, dava para ganhar. Até o juizão expulsar o Pierre. Depois a esperança voltou quando eles perderam um também. Mas assim, com esses desfalques, falta qualidade mesmo, alguém mais lúcido que consiga ter tranquilidade e talento para resolver.

- A cada partida o Cleiton Xavier se mostra um jogador mais excepcional. E ele foi a única referência de qualidade hoje (o Danilo, lá atrás, tem se mostrado ótimo também, mas lá atrás não ganha jogo). Só que Cleiton não resolve sozinho, tanto é que o Figueirense, com ele, foi rebaixado o ano passado. Pior ainda se o Palmeiras tem os outros 10 jogando em posições pouco treinadas.

- Quem acompanha o twitter do OV nos viu, o jogo passado, xingar o Marcão até a última geração. Mas hoje ele foi bem, embora traga o terror a cada vez que corre daquele jeito esquisito, com os braços abertos. O tal pênalti, ele não fez. O que ele fez, ao meter o braço na bola, o juiz não deu.

- Ortigoza e Obina são caras legais, de extrema vontade e de brilho eventual, cabem no elenco de boa. Mas - não me xinguem por isso - não são páreo ao que poderia ter sido Keirrison. Na verdade, é nada a ver retomar isso nesse momento, mas é que, talvez por jogarmos contra o Coritiba, me lembrei desse moleque abobado que jogou fora a oportunidade de ser campeão do Brasil - classificado até pelos gringos como o país do futebol - para ser banco em Portugal enquanto sonha com o Barcelona. Um jogo desses era pra ele matar a pau, não perderia o gol que o Obina perdeu. Tristes esses nossos tempos em que os sonhos são ditados pelo Winning Eleven e pela Entertainment and Sports Programming Network.

PS: Juizão? Ó, acredito em conspirações, mas nesse jogo ele foi só HORRÍVEL.

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