Ê maldade…
Abr 25th, 2007 by Tiago Soares
É do conhecimento de todos que no Paulistão o Marcos fraturou o braço num jogo contra o Juventus.
Você se lembra do nome do jogador com quem ele disputou o lance fatídico? Então, ele se chama Reginaldo.
A mulher do Marcos ficou bem chateada com o que o Reginaldo fez. Brava mesmo.
Não sou eu quem tá falando. Foi o Marcos mesmo quem disse, no GloboEsporte.com:
“Ela não se conformava. Queria bater no Reginaldo, pegá-lo na saída. O que ele fez não tem desculpa mesmo, não tem como ele dizer que não teve a intenção de me machucar. Minha esposa ficou muito revoltada com essa situação” - conta Marcos, conservando o bom humor.
Pois é. A esposa do Marcos ficou transtornada ao vê-lo contundido outra vez. Ela deve gostar muito dele.
História bonitinha, não?
É, exatamente o que eu imaginaria ao ver a chamada em destaque no site:
‘Minha mulher queria pegar o Reginaldo’
“Pegar o Reginaldo”? Sei. Até as maçanetas aqui de casa sabem que quando se “pega” alguém nem sempre é pra se dar uma surra. Aliás, às vezes é bem o contrário.
Achar que isso não tem duplo sentido é lenda.
O lance é que jornalismo não é lugar pra ficar fazendo piadinha infame. Isso é papel da torcida. Se o jornalista quiser jogar pra arquibancada e alimentar tiração de onda entre adversários, é batata que ele vai acabar cruzando a fronteira entre informação e entretenimento.
Uma seara perigosa, onde o dono dos jabás mais suculentos geralmente se dá melhor, independente de méritos ou valores.
E onde uma maldadezinha sempre rende muito bem.
Concordo inteiramente Tiago. Jornalismo não é lugar de tiração de sarro, nem de piadinhas infames, muito menos veículo para inflamar aquilo vem das aquibancadas. Fico mais revoltado ainda quando diretores de futebol o fazem, com o argumento ridículo de que isso é apenas a rivalidade, a brincadeira, sem as quais o futebol não sobreviveria. Mas isso não é o pior, o pior é que esse tipo de diretor é tido como modelo de profissionalismo, modernidade etc, etc.
Opa!
Pois é Julio. Eu também tenho o pé atrás com essa mídia “descontraída” e esses dirigentes falastrões. Sempre achei meio vergonhoso.
Vide o Palaia, que vivia deixando a torcida com vergonha ao se meter nessas “polêmicas”anabolizadas pela imprensa.
A diferença é que boa parte da torcida palestrina simplesmente abominava as marolas feitas pelo nosso ex-diretor de futebol.
No time do aero-trem, por sua vez, cartola que alimenta vergonha alheia parece fazer um certo sucesso…
Grande abraço!