Não coma gato por lebre!
mai 15th, 2007 by Rafael Evangelista
O OV é fã de Paulo Henrique Amorim. E, como ele, não quer enganar o leitor e prefere deixar claro algumas posições (veja o “não coma gato por lebre” de PHA).
O Observatório Verde é um site de informação, crítica e opinião. Nesses tempos de intensa polêmica sobre o papel (lamentável) da mídia esportiva, é importante fazer as seguintes observações para que o internauta não se deixe enganar. O OV não gosta de:
1 ) Populismo gambá (que usa termos como nação, segunda pele…)
2 ) Marketagem bambi (imprensa puxa-saco, auto-outorgado cosmopolitismo e monopólio da boa administração)
3 ) Vitor Birner
(2 e 3 são fenômenos da mesma natureza, como em breve se demonstrará)
4 ) Cornetas
5 ) Painel FC
(4 e 5 são fenômenos da mesma natureza)
6 ) Estádio do Jardim Leonor
7 ) Juizes influenciáveis
8 ) Mustafá Contursi
9 ) Cabeças de planilha do futebol
10 ) Teimosia Histórica (que, por birra, não quer reconhecer nosso Mundial)
11 ) Comparações com a Portuguesa de Desportos
12 ) Perseguição a organizadas
13 ) Rogério Ceni
14 ) Hardys de todos os tipos
15 ) Campanhas contra campeonatos estaduais
16 ) Cerveja sem álcool
faltou só um item :
Mustafá contursi.
Abraços
Opa!
Verdade Rodolfo… faltou mesmo.
Falha nossa. Mas já arrumamos.
Grande abraço!
[...] trabalho de Bob Fernandes. E não é porque somos esquerdinhas - embora sejamos mesmo, veja nosso Não coma gato por lebre. É porque ele sabe apurar informações como poucos e escreve de maneira crítica mas sem ser [...]
Olá Rafael,
Para não causar uma guerra política em local não adequado, posto aqui mesmo.
Acho o trabalho do PHA lamentável. Não sei como pode ser considerado de esquerda, não o conheço pessoalmente mas suas opiniões são todas rancorosas e com ironias que não acrescentam nada. Em seu post não coma gato por lebre mistura não gosto de FHC com não gosto de Dry Martini com uma gota a mais de Martini (sabe-se lá o que vem a ser isso) além de não gosto de gato. Ou seja, é um cara implicante e superficial! (Pelo menos o post deixa claro isso: fuja de meu site!)
Por outro lado, admiro o trabalho de vocês, Rafael e Tiago. Minhas críticas são poucas: não gosto de imprensinha e Jd. Leonor, nem Juka “Lei Pelé” Kfouri. Acho que colocar apelidos, tentar marcar as pessoas e instituições não é legal. (Embora seja prática -irritante em minha opinião- de Juka Kfouri, Paulo Henrique Amorim e quetais…).
Claro que nada contra o bom humor, o São Paulo merece Jd. Leonor de vez em quando, assim como o Mauro Laptop ou PVC afogando em números. Mas acredito que os apelidos tem que ser usados com moderação, dentro do contexto e não em todo e qualquer post.
Em resumo, apelidos e posições do tipo Paulo Henrique Amorim, representam preconceito e simplificação que me causam uma certa repulsa.
Abraços para vocês e parabéns pelo ótimo trabalho (sem ironia, diga-se!).
Pedro.
Pedro, como co-autor do “Não coma gato por lebre” do OV, respondo no lugar do Rafael.
O lance do PHA não é sobre ele ser de esquerda ou não — até porque eu mesmo discordo de algumas de suas posições.
O que nós do OV gostamos muito, mas muito mesmo, é das análises de mídia de PHA. E de seu descompromisso com a sisudez, de sua falta de medo de ser bem humorado.
Achamos, como ele, que a mídia nacional é, hoje, total e completamente enviesada, refém de interesses políticos e econômicos. Temos a certeza de que na maioria das redações o trabalho pela manutenção de certos consensos passa por cima das mais básicas regras do jornalismo. E isso, em todas as editorias.
Temos no Brasil um pequeno grupo de conglomerados midiáticos que empurram goela abaixo dos leitores/espectadores/ouvintes uma agenda rala e subserviente aos interesses de seus patrões e patrocinadores.
O palmeirense que não consegue encontrar uma rádio sequer transmitindo um jogo do Palmeiras é apenas um exemplo dos gargalos à informação criados pela indústria da comunicação. Vivemos uma ditadura da pauta única, do boicote ao contraditório.
Quanto aos apelidos, brincadeiras e tal, bom, aí é só isso mesmo: apelidos e brincadeiras. Afinal, estamos tratando de futebol, se não pudermos brincar aqui vamos brincar onde? Além do mais, nada é mais demolidor num argumento que o humor.
Por fim, o papel do “Não coma gato por lebre” é o que o nome explica: uma apresentação honesta das preferências e do estilo do(s) autor(es). Não é nosso intuito (nem o de PHA, imagino) enganar ninguém, nem dourar a pílula. Nossas opiniões são essas aí, e achamos que se o leitor não concorda, é justo que desencane.
A imprensa é um terreno de disputas. Apenas acreditamos que quão mais claros formos em nossas posições (no caso, sobre futebol, mídia e Palestra), melhor para o debate.
Vale para política, vale para o futebol. Vale para a vida.
E voltemos ao Palmeiras, que é o que interessa.
Grande abraço!
Tiago/Rafael,
esse seu site é muito bom. Mas tenho minhas contribuições a dar sobre esse assunto:
+ Eu tenho cá minhas restrições ao Bob Fernandes. Vocês podem confirmar, mas foi ele quem, sob a batuta do Aloisio Mercadante, criou o caldo de cultura necessário para derrubar o Luiz Carlos “Estou no limite da minha responsabilidade” Mendonça de Barros. Ele, na CartaCapital, faz jornalismo à Veja com sinal trocado.
+ O mesmo serve para o Paulo Henrique Amorim. A chamada “análise de mídia”, dos jornalistas bate-paus do “grande empresariado”, é aplicação de luta de classes à mídia. Não cola. Ele não comenta que, até o episódio Waldomiro Diniz, o Lula estava blindado: criticá-lo era “manifestação de preconceito contra o presidente-operário”.
Essa turma fala de “abuso do poder econômico da grande mídia” como uma espécie de “interesse de classe” aplicado, mas a Folha é pródiga em contratar jornalistas recém formados da ECA, todos devidamente treinados em marxismo rombudo. Ora, como fazer jornalismo interessando contratando marxista para escrever matéria?
A mídia quer uma coisa: vender.
+ Quanto à mídia e o Palmeiras, em particular da Folha, minha explicação é mais simples: trata-se de editoria de esportes canalha. Como se trata de esportes, o cara acha que pode avacalhar o quanto quiser - no caso, o Verdão. Vale até ouvir os asseclas do Contursi. Eu até sugiro a vocês exultar os palmeirenses a entupir a caixa de mensagens do ombudsman da Folha com reclamações contra o Painel FC.
+ E eu subscrevo seus comentários acerca do Victor Birner. O cara faz relações públicas da diretoria são-paulina com disfarce de de jornalismo. E, o que não sei se é melhor ou pior, de graça.
Um abraço,
Marcos.
Marcos, antes de qualquer coisa, valeu mesmo pelo crédito.
Sobre suas reservas a Bob Fernandes ou PHA, tudo bem, é seu direito.
Se um ou outro pavimentam ou pavimentaram caminho para alguma disputa política, isso é apenas normal no jornalismo. Como dissemos, a imprensa é um terreno de disputas. E ser honesto quanto às suas posições é o mínimo que um jornalista pode fazer.
Agora, a respeito dos argumentos apresentados, duas coisas:
- A tal ditadura econômica existe sim (qualquer pessoa que já tenha frequentado uma redação pode confirmar). Mas a gente prefere chamar de “Reino do Jabá”.
- Sobre alunos recém-formados de comunicação supostamente alimentados à base de crítica cultural marxista: olha, sinto muito, mas na vida real, ali, na mão na massa, isso não chega a se intrometer na prática dos jornalistas. Na correria da redação, a voz que manda é a do editor, sujeito que, via de regra, é alinhado à direção do jornal.
Se o jornalista não apresentar um texto de acordo com o pautado em sua editoria, o que acontece é geralmente o seguinte: 1) ou ele é obrigado a reescrever; 2) ou o editor (ou seus assistentes) reescreve(m) à revelia do autor; 3) ou o texto é descartado.
Seja a opção escolhida, o jornalista vai acabar levando uma bronca da chefia e terá acenada sobre sua cabeça a espada de Dâmocles.
Quer dizer, os interesses que pautam a imprensinha não são culpa de um ou outro redatores isolados. É resultado da estrutura de produção, a coisa é construída para isso.
Mas essas coisas, por mais que eu diga, só são entendidas mesmo ali no front…
E agora vamos ao Palestra, que é o que importa.
Grande abraço.
Marcos Ribeiro: ele ajudou a derrubar o Mendonção? Aquele das privatizações, como você cita? E isso não é uma coisa boa?
De resto, concordo com o Tiago. A mídia tem dono e quem sustenta jornal (embarcando em parte com sua frase “quer ganhar dinheiro”) não são os leitores, são os anunciantes.
Pedro: acho que o Tiago respondeu bem a o que gostamos do PHA. Zoação (o Dry Martini se enquadra aqui) e franqueza quanto a linha editorial. A isso, quero acrescentar, PHA soube como poucos usar de maneira eficiente a internet. Repare como ele toca a bola com aqueles que tem afinidade editorial, incorpora contribuições dos leitores e como sabe combinar sua pauta séria com um humor agudo (que nem sempre é feliz, mas é eficiente).
Sobre os apelidos, acho que usá-los só de vez em quando cria dificuldades com o leitor eventual. E repare que nenhum deles é ofensivo.
Mas são opiniões diferentes, e agradeço de verdade pelas críticas. O bacana é que conseguimos reunir leitores que, mesmo que discordem de nós, argumentam e dialogam. Mérito da grande torcida palestrina!
Prezados Tiago e Rafael,
Lendo este post e todos estes comentários, fico muito feliz em saber que temos dente os palmeirenses pessoas de opinião, senso crítico e, no caso de vocês, empreendedorismo.
Concordo com todos os pontos colocados no post, mas faço uma ressalva que acredito ainda não ter sido percebida por nossa coletividade e que julgo uma das mais importantes, já que futebol sem ela fica muito menos divertido: CERVEJA SEM ÁLCOOL É RUIM PRA PORRA!!!!
Grande abraço e avanti Palestra,
Rodrigo Amato