A malícia da imprensinha
Mai 29th, 2007 by Rafael Evangelista
No final de semana, o comitê executivo da Fifa decidiu manter a decisão de considerar, administrativamente, o título de 51 como mundial. Até novembro, a Fifa decidirá se considera também outros pedidos de equivalência e, então, os ratificará. Post de Juca Kfouri sobre o assunto:
Nenhum dirigente do Palmeiras admitirá em público.
Mas a direção do clube está convencida de que os pedidos à Fifa de Fluminense e Corinthians para que fossem reconhecidos também como equivalentes ao Mundial de Clubes a Taça Rio de 1952 e a Pequena Taça do Mundo, de Caracas, em 1953, atrapalharam a oficialização da Copa Rio de 1951 como tal.
O pedido do Flu não teve nenhuma malícia.
Apenas pedia coerência.
Já o do rival estadual só teve.
É, Juca, só falta falar da sua malícia, da sua pressão, de natureza clubística, no caso.
A imprensa é parte da sociedade e os questionamentos que ela levanta tem impacto. E ela tem todo o direito de questionar, o problema é quando as motivações vão além do que os fatos justificam. Como nesse caso, em que se tenta comparar laranjas com bananas, conclusão a que a Fifa chegará em novembro.
Em relação a esse cidadão, a providência necessária é que a informação sobre sua conduta seja amplamente divulgada para toda a nossa torcida.
Devemos utilizar todos os canais de comunicação que dispomos, para fazer chegar ao nosso torcedor as informações sobre a postura e a falta de credibilidade dessa pessoa.
Ele já foi chutado de diversos órgãos de imprensa e teve que se refugiar na emissora do “pessoal que nunca jogou bola na vida”. Felizmente, naquela que quase ninguém assiste.
Ainda é visto como fonte de referência, por muitos torcedores mal informados. Não se deve esquecer que ele influencia, diretamente, vários personagens do jornalismo esportivo como, por exemplo, Vitor Birner e PVC.
Ele se julga dono da verdade e acima do bem e do mal. Vai ouvir as pessoas? Com certeza, nunca!
Não adianta escrever para ele. Alguém acha que uma pessoa com esse perfil vai mudar em função das reclamações que recebe?
Quase ninguém o suporta no meio esportivo, sua carreira é uma curva descendente. Basta que as pessoas o conheçam para que se afastem dele.
Em relação a casos extremos, como é o desse senhor, a saída é boicotar os órgãos de imprensa em que ele trabalhe, divulgando esse boicote o máximo possível. Boicotar a ESPN-Brasil não muda nada, eles não representam peso no esporte brasileiro. Trata-se de uma emissora para fantasmas. Quanto aos demais veículos, deixamos apenas alguns observadores encarregados de fiscalizar as outras publicações e o restante da torcida faz a opção pelo concorrente.
Sobre a opinião dada neste espaço, a de trocar o nome do personagem Chico-Lang pelo dele, nos protestos na saída dos jogos, não acho conveniente. Daria divulgação a ele. A melhor alternativa é ignorá-lo.
Obs: A mesma avaliação feita para esse Sr. vale para a programação da Rádio Transamérica. Eles fizeram a opção de perseguir e denegrir o Palmeiras. Nós podemos fazer a opção de ignorá-los e darmos audiência a um concorrente.
Juca Ki-Furo é o exemplo típico de jornalista esportivo brasileiro: tendencioso, hipócrita, prepotente, ignorante das coisas e da história do futebol… Como já disse aqui outra vez, não passa de um crápula.
A ESPN Brasil é uma emissorazinha ridícula, que só transmite os restos deixados pela (também tendenciosa) SporTV.
Está bem de acordo com os profissionais que abriga… E Ki-Furo à frente dessa tropa patética, logicamente.
o que vcs acham sobre essa dos gambas agora? pesquisa recente que diz que eles sao maioria hj nas classes a e b!!! e isso é enviado pra empresas…leiam esse disparate!
“Pesquisa aponta novo perfil das torcidas de SP
Por André Lucania
Em matéria divulgada pela revista Invicto, o Instituto de Pesquisas Uniban e a Informídia, em parceria, realizaram uma pesquisa que aponta o novo perfil dos torcedores na cidade de SP.
Os resultados, que estão no novo produto, a “Target Sports”, e que será comercializada para empresas ligadas ao esporte, apontam que o gambá é o clube preferido dos torcedores das classes “A e B”, com 37,9% da preferência, mas que tem uma representividade um pouco menor nas classes “D e E”, com 31,7%.
Os bambis, clube considerado por muitos como o que tem a torcida que mais cresce no País, apresentou uma evolução nas classes “D e E”, mas manteve-se com um bom desempenho nas classes “A e B”.
“A diferença do gambás para os bambis é menor nas classes A e B do que nas classes D e E, mas já existe uma grande concentração de viados bambis nas classes D e E. Pelo próprio crescimento dos bambis, é normal a torcida se espalhar por todas as classes”, comenta Rafael Plastina, da Informídia.
Segundo o apontamento da pesquisa, os bambis se consolidou na segunda posição da preferência dos torcedores paulistanos, bem á frente dos palmeirenses. O Santos é o quarto, bem atrás dos primeiros colocados.
Entre os torcedores com idades entre 16 e 24 anos, os gambas lideram, mas com apenas 2,58% de vantagem sobre os bambis, que por sua vez, é 11,21% maior que a do Palmeiras. O Verdão fica empatado com o Tricolixo quando são analidos os torcedores na faixa acima dos 50 anos, mas ambos perdem, de longe para os gambas, com 24,51% à frente.
De acordo com a publicação, a “Target Sports” realizará pesquisas contínuas. Na primeira fase foram entrevistadas 500 pessoas proporcionalizadas de acordo com o censo do IBGE de 2000.
O novo produto procura ser o mais abrangente possível na pesquisa com os torcedores, perguntando a eles o esporte favorito, lembrança de patrocinadores, hábitos pessoais de prática esportiva, programas e canais esportivos mais vistos, locais de busca de informação sobre esporte, entre outras coisas.
“Nós queremos chegar a um grau tão específico a ponto de saber o percentual de cada torcida que acessa a internet, qual jornal lê, etc. São informações legais para os clubes e para os patrocinadores”, conclui Rafael Plastina.
O produto será comercializado pela empresa aos interessados com valores entre R$ 5 mil a R$ 70 mil, dependendo da quantidade de informações solicitadas pelos clientes. ”
QUE ABSURDO ISSO!!!!
SUGIRO AO PESSOAL DO OV QUE FAÇA DESTA MATERIA UM TOPICO SEPARADO! ISSO É UM PERIGO! MAIS DO QUE NUNCA , COMPROVA QUE ESTAO QUERENDO ACABAR COM O PALMEIRAS. E DEIXAR SÓ BAMBIS E GAMBAS EM SAMPA!! ATENÇAO!!!!!!!
As pesquisas sobre torcidas têm sido utilizadas como instrumento de consolidação comercial.
Primeiro, é preciso ver quem encomendou a pesquisa. Como ela foi feita, em que momento viviam os times na época da pesquisa, etc…
Ajustar resultado de pesquisa, em futebol, é muito fácil.
Fica evidente que o objetivo desses dois clubes é ganhar mercado e, para isso, todos os recursos publicitários devem e podem ser utilizados.
No Brasil, existe uma cultura errada de fazer pesquisa. Considera-se a realidade apenas das capitais, especialmente São Paulo e Rio.
O interior de São Paulo, cuja população é numericamente igual a da grande São Paulo, tem um perfil muito diferente e isso não é avaliado como se deveria. Os organismos de pesquisas vão dizer que avaliam, mas não é verdade. Da mesma forma, o interior do restante do país é menosprezado. Nessa regiões, o mercado palmeirense é muito mais significativo, em termos de porcentagem. Além disso, só para que se tenha uma idéia, a economia do interior de São Paulo é semelhante, em números, a da Argentina. (Considera-se interior de São Paulo todas as cidades, com exceção da Grande São Paulo).
A situação é clara, existe a intenção desses clubes de tomar a maior parte possível do mercado consumidor palmeirense. O que observamos na imprensa não é por acaso.
Obs: André Lucaina, autor dessa matéria, é editor da página ArenaFC e setorista do SPFC.
Amigos do Observatório Verde, talvez vocês possam me esclarecer:
Será que o Edmundo saiu com a mulher de alguém da Redação do Terra?
Acompanhem a perseguição, eles não mudam de assunto desde as primeiras horas de 2a feira. É só Edmundo na HP do Terra, de cara, logo que você acessa o site. Eu nunca vi tanto espaço pro mesmo assunto, nem quando ele arrebentou com os gambás.
Ontem ficou uma chamada o dia inteiro para o Terra TV em destaque , que dizia o seguinte:
Brasileiro 2007
Edmundo dá entrada violenta em são-paulino
segunda-feira, 28/05/2007, 14h16
Demais chamadas, para a redação:
Segunda, 28 de maio de 2007, 20h53
Torcida repudia atitude de Edmundo
Terça, 29 de maio de 2007, 09h20
Na 2ª passagem, Edmundo coleciona atritos no Palmeiras
Terça, 29 de maio de 2007, 10h51
São Paulo pedirá punição de Edmundo ao STJD
Não acham que isso pode ter influência, na nossa já péssima arbitragem, além de demais desdobramentos negativos?
Obrigado, abraço.
Marco A.
Teo (ou Marco A.?), infelizmente a coisa parece ir além do Terra. Se espalhou hoje e estamos preparando um material sobre isso.
Raul, vamos abrir um tópico sobre essa “pesquisa” também.
Como jah falaram neste site em diversos posts e comentários, tipos como este Juca Kfouri são mais perigosos que os Chico Langs da vida. Se esconde com a máscara de moral e da verdade, mas na verdade suas intenções clubísticas são até maiores do que a do citado pseudo-comentarista da TV Gazeta.
Opa Rafael,
sou Marco Aurelio Bressan, meu apelido de infância é Teo.
Uso esse nick nos fóruns de palmeirenses, desculpe a confusão e parabéns pelo site.
Abraço,
Teo
Remeto o texto abaixo. Este sim merece atenção especial. Feito baseado em verdade. Em fatos. Parem de ler a imprensa marrom.
Acabando com os Mitos - Parte 1
Pequeña Copa Del Mundo
Alguns jornalistas gambás e bambis andam falando deste torneio pra tumultuar a mídia, então vamos aos fatos:
- O tal torneio, foi criado em 1952 em Caracas na Venezuela, e foi disputado por alguns anos, de forma irregular.
1. Nunca houve qualquer critério de escolha dos participantes. Como qualquer torneio de verão, como um Carranza da Venezuela, vinha quem era convidado, e aceitava o convite. Os próprios brasileiros iam para lá sem serem campeões de nada [como no caso do São Paulo e do Botafogo].
2. Como na maioria das vezes os convites eram recusados, o torneio começou como quadrangular, mas teve várias edições com apenas 3 times, e num determinado ano teve só 2 que aceitaram disputar. Neste ano por sinal, nem a tradicional vaga da equipe venezuelana foi respeitada.
3. Entre os ilustres participantes, tivemos equipes como Académica de Coimbra, Platense da Argentina, e o La Salle da Venezuela por várias vezes. Em outras, como na vez que o Corinthians participou, uma das equipes era um “catadão” da Venezuela, entitulado “Caracas XI” ou “11 de Caracas”. Imaginem o nivel…
4. Nenhum dirigente da FIFA jamais passou perto da Caracas, sequer para ver este torneio, e para piorar as relações, na segunda edição, em 1953, o vencedor foi uma equipe “pirata”, o Millionários da Colômbia, que era líder de uma Liga Clandestina de futebol da Colômbia, cujo futebol ficou excluído da FIFA por 6 anos pois não respeitavam a Lei do Passe internacional. Os jogadores “fugiam” para lá, e jogavam por salários milionários, sem qualquer reembolso às equipes de origem.
Resumindo, não só o torneio jamais seria reconhecido. Num torneio que contava com uma equipe de um País desfiliado da FIFA, os próprios jogos nem oficiais são.
Qualquer comparação entre os dois torneios não é burrice nem desinformação. É MÁ FÉ do jornalista que merece apenas o desprezo. Caso alguém leia em jornais, tv ou internet algo a respeito, mandem a crítica a quem o emprega.
Luciano Pasqualini
Academia de História do Palestra-Palmeiras
Derrubando Mitos - Parte 2
Participantes da Copa Rio 1951: 8 Campeões Nacionais, sendo 5 Europeus
Brasil: Campeão Paulista 1950 [Palmeiras]
Brasil: Campeão Carioca 1950 [Vasco da Gama]
Itália: Campeão Italiano 1949/1950 [FC Juventus]
França: Campeão Francês 1950/1951 [Olympique GC Nice]
Iugoslávia: Campeão Iugoslavo 1951 [FK Crvena Zvezda]
Portugal: Campeão Português 1950/1951 [Sporting CP]
Áustria: Campeão Austríaco 1949/1950 [FK Austria]
Uruguai: Campeão Uruguaio 1950 [Nacional CF]
Derrubando Mitos - Parte III
Copa Rio 1951 x as edições de 1952 e 1953
A Copa Rio nasceu para ser única. Na sua concepção nunca se falou de reedições. A participação formal da FIFA se deu apenas na primeira edição, e o mais provável era levar a competição para outras sedes.
A CBD aproveitando-se do sucesso absoluto da primeira edição, resolveu reeditar a fórmula no ano seguinte, mas além de não contar com o endosso da FIFA, teve que lidar com as recusas.
Sem o aval da FIFA, os campeões da Itália, novamente a Juventus, e o campeão da Argentina, o Racing, recusaram o convite [2 recusas]. Pior, os respectivos vices também recusaram o convite. A CBD então passou a convidar os campeões de outros países. Convidou o campeão espanhol [3ª recusa], e o campeão francês [4ª recusa].
Convidou o campeão alemão, o Stuttgart, mas este recusou [5º a recusar], mas o vice Saarbrucken aceitou a viagem com despesas pagas pela CBD.
Convidou o campeão austríaco, o Rapid Viena, mas até este recusou [6ª], e em seu lugar veio o vice, Austria Viena.
Até mesmo o campeão paraguaio recusou o convite, e neste caso nem o vice aceitou. Veio então o 3ª colocado do Paraguai, o Libertad.
Resumindo, a Copa Rio de 1952, sem qualquer envolvimento ou aval da FIFA, teve ao menos 7 recusas, e acabou sendo formado com apenas 3 campeões nacionais, o Sporting de Portugal, o Penarol do Chile e o Grasshoppers da Suíça.
A avacalhação foi tal, que na semi-final o Penarol deu um W0 no Corinthians, não comparecendo ao Pacaembu, desistindo do jogo de volta da semi-final, o que levou o Corinthians à final para levar uma piaba o Fluminense.
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Já o às vezes citado torneio de 1953 nem era mais Copa Rio. Era outro torneio, nomeado como “Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer”, sem qualquer critério, com 2 paulistas, 3 cariocas, mais um convidado do nivel do Hibernunan da Escócia…
Resumindo, APENAS o torneio de 1951 teve participação direta da FIFA tanto na sua concepção, organização, convites, acompanhamento de Secretário da entidade, até a entrega final de Taça e medalhas feito por membro da FIFA. O torneio de 1952 foi um torneio local, marcado por recusas e vices, e o de 53 simplesmente não existiu.
Luciano Pasqualini
Academia de História do Palestra
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As Origens da FIFA e o Mundial de Clubes
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Em 08/05/1902 o Banqueiro holandês Carl Anton Wilhelm Hirschmann, redigiu um estatuto que regeria as relações futebolísticas. Em 21/05/1904, reuniram-se os representantes da França [Robert Guérin e André Espir], Belgica [Louis Muhlinghaus e Max Kahn], Dinamarca [Ludvig Sylow], Holanda [Carl Anton Wilhelm Hirschmann], Suíça [Victor E. Schneider], Suécia [Ludwig Sylow] e do “Madrid Football Club” [André Espir] [único clube fundador da entidade]. Era criada a FIFA, tendo o francês Robert Guérin como o primeiro presidente. No ano seguinte, incorporaram-se à entidade, Alemanha, Áustria, Itália, Hungria e Inglaterra (Fonte: O Futebol. In: Enciclopédia Mirador Universal. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil, p. 5030-5060, 1987)
Dentre outras decisões o I Congresso registrou a sugestão de criação de um Campeonato Internacional de Clubes, constando no último item da Ata do dia 22/05/1904: “de M.M. Robert Guérin et Espir – Création d’un Championnat international de Clubs. Cotisation des Fédérations. Le séance est levée a 1 houres 10.”
No II Congresso da FIFA, realizado semanas depois, em Paris, entre os dias 10 e 12/06/1905, Victor Ernst Schneider [vice-presidente da entidade] doou um troféu, para ser colocado em disputa entre 16 clubes campeões nacionais de países obrigatoriamente filiados à FIFA.
“du 10 juin 1905: ….; de l’Espagne, – création d’une coupe international (qualification des joueurs), ….
“
du 12 juin 1905: ….; – Projet concernant la création d’une Coupe Internationale….. Le Congrès adapte le principe d’un Championnat International qui sera disputé pour 1906 dans les conditions suivantes. L’Europe est divisé en quatre groupes:
1er groupe: Iles Britanniques ;
2me groupe: Espagne, France, Belgique, Pays-Bas ;
3me groupe: Suisse, Italie, Austriche, Hongrie;
4me groupe: Allemagne, Danemark, Suède ….
Chaque fédération désignera l’equipe, qui sera chargée de défendre ses couleurs, ….
M.V. E. Schneider offre un challenge qui sera attribué au Championnat. Le Congrès remarcie vivemment M. Schneider.” ….
Infelizmente o projeto nunca saiu do papel, e a I Guerra Mundial [1914-1919] esfriou de vez qualquer iniciativa. Em 01/03/1921 Jules Rimet foi eleito o 3º Presidente da entidade, que contava com apenas 20 países associados. Enquanto a FIFA não conseguia colocar em prática seus projetos, as Olimpíadas de 1924 tornaram-se o palco para decidir onde se praticava o melhor futebol do mundo, e o Uruguai foi a grata surpresa, repetindo o feito em 1928, com nova medalha de ouro.
(Orlando Duarte - Todas as copas do mundo. São Paulo: Makron Books, 1994. 584 p.).
O sucesso do torneio de Futebol de Seleções nas Olimpíadas, mobilizou a FIFA, e em 28/08/1928 o Congresso de Amsterdã liderado por Jules Rimet, decidiu a realização do I Campeonato Mundial de Seleções. (Censo Unzelte - O Livro de Ouro do FUTEBOL. São Paulo: Ediouro, 2002. 696 p).
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O Mundial de 1950
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1950 - Aqui entra um personagem importantíssimo na nossa história. Faltando um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, as obras encontravam-se atrasadas, especialmente as do Maracanã, preocupando as autoridades. A FIFA então designou Ottorino Barassi, vice-presidente da entidade, e Presidente da Federação Italiana para supervisionar os trabalhos. Barassi havia sido o responsável pelas obras da Copa de 1934, e foi fundamental no auxílio às autoridades brasileiras para que tudo estivesse pronto na estréia, e como sabemos, foi um sucesso absoluto, salvo o resultado da grande final.
A tragédia e gerou desânimo dos dirigentes e queda brutal da auto-estima da população, agregados ao colapso do orgulho futebolístico nacional de tal grandeza, que as competições que se seguiram ficaram semi-desertas. A decadência do futebol se afigurava letal, com graves reflexos no cotidiano. É importante lembrar que o Brasil até então nunca havia ganho nenhum título mundial, e a perda dentro de casa, nas condições em que ocorreram deram coro aos derrotistas.
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A Copa Rio e o envolvimento da FIFA
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É neste cenário que José Maria Castello Branco (presidente do Conselho Técnico de Futebol da CBD) levou a Rivadávia Corrêa Meyer (presidente da então Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF), em novembro de 1950, a idéia de realizar um Campeonato Internacional de Clubes Campeões, aproveitando a estrutura do País, criada para o mundial de Seleções. A idéia chegou ao Vice-Presidente da FIFA, Ottorino Barassi, também Presidente da Federazione Italiana di Giuocco Calcio, que a incampou e sugeriu serem adotadas as mesmas premissas constantes da ata da reunião de fundação da FIFA em 1904. Nascia a “COPA RIO” [1º Campeonato Mundial de Clubes], sob supervisão da FIFA.
O projeto original, contemplava 4 grupos [como em 1904], com 4 clubes em cada um deles. O Brasil, seria representado pelos campeões estaduais do Rio de Janeiro de São Paulo. Os grupos seriam originalmente assim formados:
Grupo I – Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã)
Campeão Carioca [Vasco da Gama], Campeão de Portugal [Sporting], do Uruguai [Nacional] e da França [Olympique de Nice]
Grupo II – São Paulo (Estádio do Pacaembu)
Campeão Paulista [Palmeiras], da Itália [Juventus], da Inglaterra [Totthenhan] e da Iugoslávia [Estrela Vermelha]
Grupo III – Porto Alegre (Estádio dos Eucaliptos) e Curitiba (Estádio Dorival de Brito)
Campeão da Argentina [Racing], da Alemanha Ocidental [Stuttgart], da Belgica [Anderlecht] e da Polônia [Wisla Krakov]
Grupo IV – Recife (Estádio da Ilha do Retiro) e Belo Horizonte (Estádio Independência)
Campeão da Holanda [PSV], da Espanha [Atlético de Madrid], da Suécia [Malmöe] e da Dinamarca [Kopegnagen]
Um problema já sabido desde a sua concepção, era a recusa aos convites. No Mundial de Seleções de 1950, com o mundo ainda em fase de reconstrução da II Guerra, diversos Países desistiram de disputar as eliminatórias, e mesmo depois de definidas as 16 Seleções que viriam ao País, 3 delas simplesmente desistiram na última hora, como a Escócia. O Mundial acabou sendo disputado por 13 Seleções e ocorreram aberrações como o grupo de Belo Horizonte, onde das 4 Seleções apenas 2 compareceram, os vizinhos Bolivia e Uruguai.
A percepção estava correta e além das desistências por questões financeiras e de logística, outros desistiram por não estarem inclusos nas sedes das duas maiores cidades brasileiras. Havia ainda a questão do boicote dos Países alinhados com a Argentina e Espanha, em conflito com a FIFA por questão de indicação para a realização de Mundiais. A Argentina havia sido preterida em 50 e não obtivera o apoio desejado para sediar as Olimpíadas de 52. A Espanha que desejava realizar o Mundial de 54 havia sido preterida pela FIFA por questões políticas.
Ottorino Barassi chegou a estender o convite para outras equipes, tentando manter o formato de 16 clubes, incluindo: Atlas (México), Barcelona (Espanha), Everton (Inglaterra), Rangers (Escócia) e Servette (Suiça), entre outros, mas percebendo as dificuldades, optou por alterar o formato para dois grupos com quatro clubes, garantindo o critério técnico de contar apenas com equipes campeãs, indicadas pelas Federações de cada País.
Sobre o representante italiano, é importante esclarecer que a organização do torneio e os convites às equipes foi feito nos primeiros meses de 1951, motivo pelo qual foi designada pela Federação Italiana a Juventus, campeã da temporada 49/50. O Milan, conquistou o scudetto de 50/51 na rodada de 17 de Junho, duas semanas antes da estréia da Juventus no Mundial em 30 de Junho.
Definidos os representantes, realizou-se a Copa Rio com sucesso absoluto, patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, organizada pela CBD e com a chancela da FIFA, através da supervisão direta de seu Vice-Presidente, Sr. Ottorino Barassi. Em 22 de julho de 1951, o Palmeiras recebeu na presença do Sr. Ottorino Barassi, e das mãos do Sr. Ivo Schicker, representante do Sr. Jules Rimet, o troféu do torneio.
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A Copa Rio 1952
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Não há nos registros pesquisados documento que comprove ter sido o torneio concebido para mais de uma edição. Fato é que diante do sucesso absoluto, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a CBD sugeriram a realização de novas edições a cada 2 anos, entretanto diante da comemoração do cinquentenário do Fluminense em 1952, e da conquista do campeonato carioca de 51, sua diretoria negociou com a CBD e Prefeitura a antecipação do torneio, reeditando-o logo no ano seguinte, em Junho de 1952.
Existem poucos registros sobre o formato exato da organização e convites. O dossiê elaborado pelo Fluminense em 2001 pode trazer novidades, mas as informações obtidas com outros historiadores, são:
a) Não haveria qualquer participação direta ou indireta da FIFA, tanto nos convites quanto na organização.
b) Alguns historiadores do Fluminense alegam que naqueles anos qualquer viagem de uma equipes para jogos em outros Países, dependia de aval da entidade, o que na minha interpretação não ajuda a dar carater oficial ao torneio, pois se havia mesmo esta necessidade, certamente a FIFA emitia dezenas, senão centenas de autorizações todos os anos para amistosos e torneios não necessariamente oficiais.
c) Outra dificuldade que o Fluminense certamente irá encontrar é o fato dos convites terem sido expedidos sem envolvimento da FIFA, e realizados diretamente para os clubes, e não através das Federações, além da presença no torneio de equipes que não eram campeãs de seus países.
De qualquer forma, é preciso aguardar o dossiê elaborado pelo Fluminense, para verificar se existem fatos que possam comprovar o envolvimento da FIFA no torneio. Este é o grande desafio tricolor.
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Os Herdeiros da Copa Rio
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A queda técnica no torneio de 1952 foi evidente, e a diminuição do interesse ficou explicito no público da final entre Fluminense e Corinthians, 65mil, mesmo contando com uma equipe local, e que havia vencido o primeiro jogo [vejam que a final de 51 entre Palmeiras e Juventus, jogada no Maracanã, levou mais de 100 mil brasileiros que esperavam gritar pela primeira vez na história a conquista de uma supremacia mundial no futebol].
De qualquer forma, a idéia de convidar equipes estrangeiras para torneios no mês de Junho, manteve-se e sem o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, em 1953 foi disputada a Taça Rivadávia Correa Meyer [1953] já com várias equipes brasileiras [5] e algumas equipes internacionais convidadas. Em 1954 não houve qualquer tentativa em função da Copa do Mundo de Seleções na Hungria, mas em 1955 houve novo torneio, também disputado nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mas com apenas 2 convidados estrangeiros e 4 equipes brasileiras, sob o nome Taça Charles Miller [1955]. Em 1956 foi a vez da Federação Paulista bancar isoladamente o Torneio Internacional Roberto Gomes Pedrosa - Troféu Dr. Lino de Matos [1956], um octogonal com cinco equipes paulistas, duas argentinas e uma uruguaia.
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Conclusões
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O que difere todos estes torneios da Copa Rio 1951 ? Não somente o nível técnico das equipes, e o interesse do público. A diferença da Copa Rio 1951 para todos os demais torneios, incluindo outros torneios de verão realizados na Venezuela, Cádiz, Mar del Plata, etc… foram:
1. A participação direta da FIFA tanto na concepção, convite, organização e premiação do torneio;
2. O critério técnico, através de convites às Federações Nacionais, para o envio exclusivamente de seus Campeões, e não convites diretamente aos clubes.
Se houver qualquer outro torneio disputado ao longo da história, em qualquer lugar do mundo que atenda estas condições, merece ser reconhecido oficialmente pela FIFA, assim como os clubes brasileiros campeões de torneios nacionais disputados nos anos 60, organizados pela CBD, merecem ter seus títulos reconhecidos pela atual CBF.
Grande Abraço
Luciano Pasqualini
Academia de História do Palestra Palmeiras
Rodrigo, eu, como Palmeirense, só posso dizer: muito, MUITO OBRIGADO pelas informações postadas… Fica evidente a má-vontade da Imprensinha (Juca Ki-Furo, PVC e Mauro Bostting à frente) em relação à Copa Rio quando tomamos conhecimento desses fatos incontestáveis.
Devemos divulgar essas informações internet afora, enviar incansávelmente essas informações, via e-mail, para os “profissionais” da Imprensinha e cobrar o seguinte:
“E ENTÃO? COMO VOCÊS CONTESTAM ESSES FATOS, IDIOTAS?!”
Rodrigo, inestimável sua contribuição! Mesmo!
Eu e o Tiago temos uma idéia para reunir informações sobre o mundial de 51, que estamos trabalhando tecnicamente. Vamos fazer em breve e esse tipo de contribuição como a sua vai ser essencial!
Rafael e Tiago,
agradeçam ao Luciano, um grande palmeirense e a sua Academia de História do Palestra.
Apenas reportei o que ele postou em outras listas que pertenço. Faço votos que vcs contribuam com a divulgação.
Temos que honrar o nome PALMEIRAS acima da imprensa marrom.
Abraços!
Rodrigo.