Pura provocação
Jun 27th, 2007 by Rafael Evangelista
Está causando revolta entre os palmeirenses (aqui neste blog e em outros espaços da net) matéria publicada hoje pelo jornal Estado de S. Paulo. Propositadamente polêmica, a reportagem inicia as provocações logo no título.
Desde o início é uma saraivada de meias-verdades que, jogadas num mesmo saco, criam aparência de fato, o que só serve para corroborar provocações baratas.
Dou alguns exemplos. Logo no primeiro parágrafo:
A preferência de Kléber pelo Santos causou mal-estar no Palmeiras. Afinal, ele não foi o único atacante a ‘esnobar’ o time alviverde. Alecsandro, Rômulo, Éverton Santos, Dênis Marques e Alex Mineiro já haviam sido procurados para jogar o Brasileiro, e nada deu certo. Carlinhos Bala, no começo do ano, também quase veio para o Palestra - a negociação foi por água abaixo e o atacante seguiu no Cruzeiro (hoje está no Sport).
A ida de Kleber para o Santos é fato. Mas teria ele esnobado o Palmeiras? Passa pela cabeça do amigo leitor, face a duas ofertas de trabalho, preferir a que paga menos? Descontadas as declarações do período de namoro com o Palmeiras, Kleber agiu de acordo com a lógica profissional.
E atentemos para a frase seguinte, sobre o insucesso na contratação de outros atacantes. Ela é verdadeira, factual, nenhuma dessas contratações deu certo. Mas nesse parágrafo, nessa ordem, é puro polemismo. Diz, sem dizer, que os outros teriam esnobado o clube. E relembrar o caso Carlinhos Bala é a cereja do bolo, já que esse sim esnobou. Histórias mal contadas que viram fato.
Os dois parágrafos seguintes são puro bate-assopra. Primeiro, a tese exagerada e torta. Depois o “outro lado”. O efeito final é negativo, claro.
A revolta da diretoria alviverde se agravou com uma suposta declaração do supervisor de Futebol do Santos, Luiz Henrique de Menezes, que teria dito na segunda-feira que Kléber preferiu ir para a Vila Belmiro pois o Palmeiras é ‘um time em decadência’. O dirigente santista negou ontem ter desmerecido o rival, mas a confusão já estava armada. ‘Não podemos tolerar uma posição como essa’, disse o gerente de Futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio. A preocupação é válida. Afinal, um clube que não ganha um título de expressão há quase dez anos, tem sido preterido por vários jogadores, atrasa o pagamento de seus atletas e vê a torcida dos arqui-rivais crescer a cada ano ainda merece ser classificado como grande?
Se a trajetória do clube for levada em consideração, o Palmeiras segue como um dos maiores do Brasil. Basta uma rápida visita à sala de troféus do Palestra Itália para constatar que poucas agremiações do País possuem tantos títulos - 21 Estaduais, quatro Campeonatos Brasileiros, cinco Torneios Rio-São Paulo, dois Torneios Roberto Gomes Pedrosa, uma Copa do Brasil, uma Taça Libertadores, entre outros. A coleção de troféus rendeu ao alviverde a designação de ‘Clube do Século 20′, dada pela Federação Paulista de Futebol.
Reparem como, no parágrafo do “bate”, a declaração de Toninho é usada de forma maldosa. Primeiro a frase do santista e, em seguida, a resposta de Toninho (”Não podemos tolerar uma posição como essa”). É claro que Toninho não disse só isso, mas as frases seguintes, de autoria do repórter, distorcem absurdamente a declaração dada. Fica parecendo que a declaração do santista sobre o Palmeiras é verdadeira (não é isso que Toninho diz) e por isso não poderia ser tolerada.
Depois vem o parágrafo “assopra”, em que a tese do grande que se apequenou é parcialmente refutada. Mas aí fica parecendo que o passado é remotíssimo, coisa de museu. Tanto que o entrevistado, no parágrafo seguinte, é Oberdan Cattani, grande goleiro de 88 anos.
‘O Palmeiras sempre vai ser grande. Mesmo que o time esteja jogando mal, ou perdendo alguns campeonatos’, opina o ex-goleiro Oberdan Cattani, de 88 anos. ‘O problema é que algumas contratações não estão dando certo e são jogadores que sentem muito as cobranças da torcida’, comentou.
O ex-goleiro representa um dos times mais vitoriosos do Palmeiras, que precedeu a antiga Academia. Momentos de glória que tiveram seu último representante no time campeão da Libertadores de 1999, comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
Porém, o futebol não vive apenas de história. Notadamente, o Palmeiras passa por um momento de baixa. A última vez que o clube levantou uma taça de campeão foi na Série B do Brasileiro, em 2003. Um título que muitos torcedores não contam. (…)
Há malícia aí. Depois da era Scolari, o Palmeiras venceu a Copa dos Campeões, em 2000, jogando contra São Paulo, Flamengo e Cruzeiro, só para citar os grandes. No mesmo ano, o time ainda chegou na final da Libertadores, quando foi claramente prejudicado pela arbitragem. Em 2001, novamente foi à final do torneio continental. Não é correta a idéia insinuada de que, após 1999, o Palmeiras não brigou por mais nada além de fugir da segunda divisão. No ano passado, ainda disputamos a Libertadores, quando fomos novamente prejudicados por uma arbitragem estranha que favoreceu o time do Jardim Leonor.
O interesse, ao que parece, é elencar fatos negativos que comprovem a hipotética decadência prolongada do clube. E aí vale misturar tudo, fato, verdade, boato e interpretação. Quem lê a matéria, vê que a coisa não é bem assim, que há forçação de barra em muitos pontos e fatos desconexos juntados a esmo (como criticar a contratação de Marcinho Porpeta por R$ 5 mi, que nos trouxe Leandro, Martinez e deve agora render mais 1 milhão de euros).
PS: Como sempre, recomendamos a leitura dos comentários deste post. Em especial os de número 13 e 23, que são cartas de protesto enviadas ao jornal. Imperdível
Busca Jacotei: Camiseta Palmeiras

Vcs acham que isso é plantado? digo, gente da atual oposição (mustafá-fá-fá) que joga essas pautas?
claro que tem uma vontade louca da imprensa de achincalhar o Verdão. Na real, até acho que existe vontade semelhante com o Corinthians, que tbem tem lá suas disputas políticas via imprensa — vide Juca Kfouri desmentindo o acordo reconciliatório Dualib-MSI.
Grande Anselmo,
Para quem não sabe, Anselmo é um dos que mantém o Futepoca, blog sobre futebol, política e cachaça em que ele é a voz do Verdão.
Cara, eu acho que é mais matéria pra criar polêmica antes do jogo. Uns jornalistas de outro time pegam a declaração do santista, juntam coisas a esmo e tá feita uma matéria de impacto.
Agora, parte desses argumentos vem sim da oposição, principalmente a parte relacionada à diretoria. Pô, fica parecendo que foi agora que contrataram o Porpeta, mas isso foi coisa do Palaia!
Sou asinante deste sitado jornal e fiquei revoltado qdo li essa manchete ridícula logo as 6hs da manhã…esses bando de safados da “imprençinha” além de gostarem de falar mal do Palmeiras parece que querem estragar meus dias logo cedo…tstststststs…
Dessa matéria não vou nem comentar… Tá difícil de aguentar, viu?
Aliás, o que vcs acham da ‘gigantesca’ cobertura que deram pro caso do Paraná tentando anular o jogo contra as moçoilas do Jd. Leonor, no qual foram garfados? E já perderam a causa…
E o julgamento da cotovelada do Marcel ? E a ‘gaffe’ do Cirillo ontem sobre o jogador gay ???
Absolutamente tudo o que interessa a elas é minimizado… Ou será que isso tudo é fruto da minha imaginação alviverde-fanática de torcedor?
Ah, mas tem o atraso de 20 dias nos salários dos jogadores do Palmeiras!!! Isso sim, alardeado, cantado e decantado aos quatro-ventos… Aí eu pergunto, nos outros times da capital tá tudo em dia, né?
Caio,
é duro mesmo, né? Eu tinha bronca da Folha por causa do Painel Mumu-FC. Agora o Estadão também…
Pô, brincadeira…
Caramba Rafael… que jornaleco miseravel. E pensar que eles me ligam sempre pra TENTAR vender assinatura.
Se depender de mim, vai falir.
O duro é eu CONHEÇO “palmeirenses” que tbm dizem que nosso último titulo foi a libertadores…
A reportagem foi meticulosa em querer rebaixar o Sociedade Esportiva Palmeiras com inverdades, tentando influenciar o leitor menos ligado no assunto.
Que raiva….
A matéria não é conclusiva (v. o ponto de interrogação no título). Trata-se de um parelelo sobre os argumentos favoráveis e contrários à importância atual do Palmeiras no cenário do futebol.
Mas quem a escreveu perdeu um grande de chance de fazer um reflexão séria ao generalizar fatos. Por exemplo, existe sim jogadores que esnobam o Palmeiras há algum tempo. Entretanto, dos citados pela matéria, somente carlinhos bala (quem????????) o fez (talvez alex mineiro, mas existe desencontro de valores entre as diretorias do Palmeiras e do atlético). Romulo, Alecsandro e Denis Marques não foram negociados pelos detentores de seus respectivos direitos. Isso nada tem a ver com a vontade do atleta. Everton foi negócio de baciada pro timinho. Como não nos interessava os outros sei lá quantos jogadores do bragantino, não ficamos com o atleta. E o Kleber foi uma questão puramente financeira - o jogador foi pra quem pagou melhor.
Embora não haja títulos significativos desde 1999, como bem lembrou o Rafael não passamos esses anos todos no limbo. Afinal, disputamos 4 libertadores de lá pra cá e só tivemos desempenhos pífios em nacionais nos anos de 2002 e 2006.
Por fim, quem escreveu a matéria se esqueceu de perguntar à Rede Globo, quanto vale o Palmeiras na divisão das cotas de TV, qual a audiência de seus jogos e quanto representa seus torcedores na aquisição dos pacotes PFC. Hoje em dia a maior fonte de receitas do clube é a TV e quando maior a grandeza do clube, maior a sua participação no bolo arrecadado.
Prezados,
Digam o quiserem do Palmeiras, que seja decadente, que esteja a caminho da segunda divisão entre outros, porem, o fator prioritário, não são estes adjetivos e estas colocações, e sim, por que e como plantam isso na mídia.
Qual o interesse, quem fomenta esse tipo de coisa? Devemos procurar a raiz disso, chegar a pessoa ou as pessoas, que sejam São Paulinos, Corinthianos, Santistas, membros da própria diretoria, o que for, se não extirparmos isso, se não contra atacarmos, combatermos isso, será deprimente ver que afinal, eles tinham razão.
Palmeiras é o maior clube do Brasil, campeão do século, a história do Palmeiras diz o quanto aguerrido e sólido é o clube…..me digam, qual a historia do São Paulo? qual a historia do Corinthians? o que foi o Santos sem Pelé? Enfim…….ainda temos uma diretoria cega, sem o minima noção de mídia, sem a miníma ” malandragem” necessária para expor toda a glória ao qual o Palestra faz jus.
sds
Acabei de escrever aos editores do Estadão(on-line:http://www.estadao.com.br/canaldoleitor/send.htm e e-mail:editorae@agestado.com.br) meus comentários sobre esta matéria pérola dos “éticos, imparciais e bem intencionados” Daniel Akstein Batista e Giuliano Villa Nova.
Sugiro fazerem o mesmo e ainda divulgarem estes endereços nas demais comunidades verdes !!!
Grande Abraço,
FC
caros amigos palmeirenses.
O Palmeiras representa um grande mercado consumidor. Não posso afirmar, mas o Palmeiras pode ser o clube com o maior potencial de mercado no Brasil ( número de torcedores x renda média ).
( Não se esqueçam que o IBOPE é só medido na capital e não reflete o restante do país ).
Na Europa medem a força de um clube pelo retorno que sua torcida dá em termos de compra de ingressos, pacotes de TV, consumo de produtos licenciados e potencial como consumidor dos produtos que patrocinam o esporte.
Não é preciso dizer que a marca Palmeiras é muito cobiçada e que esse mercado é desejado pelos seus concorrentes.
Decretar o fim do Palmeiras seria excelente para diversos concorrentes.
Não vou negar que o clube tenha sérios problemas internos, mas não podemos esquecer que a situação que vivemos é um prato cheio para quem procura derrubar o Palmeiras e ocupar seu espaço no mercado brasileiro.
Por mais rivalidades internas que temos, elas não conseguiriam fazer esse estrago todo que estamos vendo em termos de imagem. Notem que essa condição acontece há mais de 30 anos, muito antes das atuais disputas existirem.
Procurem observar que o assunto “cota de TVs” esta sempre voltando às discussões.
Existe um livro que deveria ser leitura obrigatória para todos os palmeirenses que se interessam pelo assunto imprensa x Palmeiras.
Trata-se do livro IMIGRAÇÃO E FUTEBOL - O CASO PALESTRA ITÁLIA - Autor José Renato de Campos Araújo - Uma publicação do IPESP/FAPESP - série Imigração.
Esse livro é originário de uma dissertação de mestrado, onde o autor faz uma pesquisa sobre a imigração italiana e o pré-conceito sofrido por esses imigrantes na primeira metade do século XX.
Para exemplificar sua tese, o autor usa o “Caso Palestra Itália”, pesquisando nos jornais da época a cobertura das notícias do Palestra.
Ele prova, por meio de um trabalho técnico, que a imprensa paulistana tratava o clube com deslealdade.
—————————————————————————-
TEXTO DO AUTOR:
“Para não nos tornarmos repetitivos, cito duas passagens de cobertura do primeiro jogo do Palestra no campeonato de 1933, contra o Corinthians, publicada em 09/05/1934, vencido pelo Palestra por 5×1:”
TRANSCRIÇÃO DA PUBLICAÇÃO DO JORNAL:
” Contudo, a acção da linha de avantes salvou o club do Parque São Jorge de um fracasso maior, Notámos porém uma falha: morosidade e insegurança nos momentos que requeriam acção rápida . Por isso, poucas foram as vezes que o excellente guardião do Palestra teve que intervir […]
O seu exito (do Palestra) se deve mais aos remates freqüentes da linha de avantes, remates de ações individuais, porque os ataques foram, em sua maioria, pessimamente finalisados, conseqüência, alias, da ausencia de uma eficaz actuação de conjunto.”
CONTINUAÇÃO DO TEXTO DO AUTOR:
” Ora, como um time que perdeu por 5×1 foi salvo de um fracasso maior (!) por uma linha de avantes que só conseguiu marcar um tento? E como uma equipe marca 5 gols em uma partida em que finalizou pessimamente e não teve uma eficaz atuação de conjunto?
Como podemos notar, o conteúdo da cobertura jornalística sobre o Palestra Itália no campeonato continuava sendo parcial.”
—————————————————————————-
Os trechos acima foram transcritos exatamente como foram publicado no citado livro. (páginas 121 e 122)
Pelo que fui informado, o autor não é palmeirense e seu trabalho foi apoiado pelo IPESP e pela FAPESP.
Tirem suas conclusões e façam a analogia com os dias de hoje.
O Marco levantou o que pode ser a origem histórica da má vontade para com o Palmeiras. Não acredito que a imprensa invente ou seja responsável por crises, mas é nítido como procura menosprezar nossas conquistas, desvalorizar nossos profissionais e marginalizar nossa torcida. Não estou bem certo, mas me parece que o vasco da gama padece do mesmo tratamento no rj. Esse é o ônus de ser um clube idealizado por uma colônia.
Uma coisa é certa: a torcida do Palmeiras não é boba, sabe separar o joio do trigo. Não é só quando falam mal que devemos tomar cuidado; quando a imprensa começa a se derreter em elogios a certos jogadores e técnicos do Palmeiras, desconfiem!
Pessoal,
Segue o texto que enviei aos endereços descritos acima. Com histórico que temos do tratamento da “imprençinha” com o Palmeiras, não sei se será lido.
Grande Abraço,
FC
“Caro Editor do caderno de Esportes,
Graças a pérolas como a matéria de hoje “Palmeiras, um clube decadente?” que muitos questionam a lisura, ética e imparcialidade de boa parte da imprensa.
Graças a pérolas como a matéria de hoje “Palmeiras, um clube decadente?” que muitos jornalistas afirmam que o jornalismo esportivo brasileiro não passa de um “jornalismo de 2ª linha”.
Sinceramente, a matéria dá razão a este tipo de pensamento.
O título da matéria já é um insulto, que só ficou abaixo do questionamento se o clube “ainda merece ser classificado como grande?”. Os autores “esqueceram” de perguntar as emissoras de TV, qual a porcentagem do Palmeiras na divisão de cotas, qual a audiência média dos jogos do clube e quantos palmeirenses adquirem os pacotes do chamado “pay-per-view”. Não deveria ser novidade aos jornalistas que as transmissões de jogos pela televisão são atualmente a maior fonte de receita dos clubes. E que pelos critérios das próprias emissoras, a participação de cada clube(retorno financeiro) varia de acordo com sua grandeza.
Fica clara por parte dos “jornalistas” a parcialidade e o direcionamento da matéria como “anti-palestrina” na omissão de fatos indiscutíveis como os títulos conquistados pelo Palmeiras em 2000(Copa Rio-São Paulo e Copa dos Campeões, ambas disputadas por outros grandes clubes brasileiros), no arredondamento na conta de falta de títulos pelo clube(a matéria cita “quase 10 anos”, sendo que seria mais correto confirmar os 7 anos de fila), além de “esquecer” os anos em que o Palmeiras teve bom desempenho em Campeonatos Brasileiros e Libertadores(2000, 2001, 2004 e 2005).
Quem conhece futebol sabe que este é um esporte de altos e baixos nos resultados dos principais clubes. Assim, menosprezar ou não dar a devida importância à história e os resultados obtidos anteriormente por uma agremiação é no mínimo uma iniciativa estranha. E foi justamente o que aconteceu na matéria quando extraímos as partes como “Se a trajetória do clube for levada em consideração” e “o futebol não vive apenas de história”. Esta parte do texto ainda culmina com a entrevista de Oberdan Cattani, um dos maiores ídolos do clube, mas com 88 anos. Será que os autores do texto ao colocar somente esta entrevista não tiveram a intenção de associar o Palmeiras ao passado? Será que não havia nenhum ídolo mais recente(Evair, Scolari, Zinho, Rivaldo, Djalminha, Alex, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, entre tantos outros) disponível para outra entrevista? Por que não citaram a idade dos outros dois entrevistados(Jair Picerni e do conhecidíssimo Éverton Santos)?
Quem conhece futebol sabe também que há muito tempo jogadores preferem atuar na Europa do que no Brasil, um exemplo recente é o caso de Zé Roberto que acaba de se transferir para o futebol alemão. Assim, se muitos jogadores preferem o futebol alemão a disputar a série A, qual o objetivo da frase “Preferiu seguir no futebol alemão do que disputar a Série B.”? Informar, apurar ou desmoralizar?
Além da aparente falta de conhecimento do assunto futebol brasileiro, os autores parecem que também não são exímios em matemática. Se os jornalistas reconhecem na matéria que o Palmeiras é o clube com melhores resultados desde sua fundação(1914) até o final do século passado(2000), como atribuir a palavra “decadência” a uma instituição de quase 93 anos, devido a somente 7 anos sem títulos? Estes 7 anos são somente 7,5% tempo de existência do clube. Como pode uma instituição dessas “deixar de ser grande” em tão pouco tempo? Posso portando, tendo como base algumas poucas edições de seu jornal(7,5% delas por exemplo), sugerir aos quatro ventos que trata-se de um veículo de comunicação decadente?
Jornalistas sérios e éticos não omitem fatos em prol do direcionamento de uma matéria. Jornalistas sérios e éticos não utilizam meias verdades(no caso de jogadores que o clube não conseguiu contratar este ano) para embasar um título polêmico. Jornalistas sérios e éticos, mesmo que não conheçam profundamente o assunto sobre o qual discursarão, pesquisam decentemente o tema(nem no próprio jornal que trabalham os autores pesquisaram, já que atribuíram o título “Campeão do Século 20″ dado ao Palmeiras somente a FPF, “esquecendo-se” que o próprio Estadão também concedeu este “título” ao clube já que o mesmo se encontrava na 1ª posição de seu ranking ao final do ano de 2000).
Os “jornalistas” Daniel Akstein Batista e Giuliano Villa Nova no mínimo conhecem muito pouco de futebol e as pesquisas e dados que embasaram a matéria devem ter sido colhidas em algum boteco dentro do estádio do Morumbi. Não sei como conseguiram este emprego, mas realmente não passam de “jornalistas de 2ª linha” que
não honram o nome, a história e a credibilidade do jornal O Estado de São Paulo.
Sugiro ao Editor que reveja seu quadro de jornalistas e modo de aprovação de pautas/matérias, para que num futuro próximo, baseados em textos como este, não lancemos a pergunta “Esportes do Estadão, um caderno decadente?”
Certo de sua atenção e retorno,
Fabrício Cirelli
Casado, administrador de empresas, amante do futebol, amante do jornalismo esportivo e orgulhoso de ser palmeirense.”
FC, perfeito, perfeito! Parabéns e obrigado!
Um texto para ter destaque, para ser lido por nossos jogadores, nossos diretores, nossa torcida e por diversos jornalistas.
Parabéns, FC
FC, você arrebentou, cara.
Deu orgulho de ler isso. Sério.
Meus parabéns FC, disse tudo.
Abraço.
O que eu fico mais feliz, é que desde a parmalat, eu sempre vim alertando que a imprenssinha queria desmoralizar o palmeiras. Uma vez me falaram, que eu viajava muito, pois na epoca da parmalat, só se falava de palmeiras. Certo, falavam mesmo…alias, é dessa época que veio o termo “esquema parmalat”, inventado pro um ex diretor dos bambis, que depois se tornou presidente deles, para justificar as derrotas dos bambis na época, termo esse que foi na hora absorvido pela imprenssinha, e que toda hora era citado, além é claro do suposto roubo na final de 93 a noso favor.
Se vcs buscarem se lembrar das materias na epoca, verão que as nossas grandes conquistas sempre eram ofuscadas com o termo “esquema parmalat”! Uma clara tentatvia de minar a parceria mais vitoriosa e moderna que o brasil já teve! Tanto que hj em dia, ninguem cita o palmeiras como pioneiro nessa empreitada. Ah, se fosse os bambis que tivessem tido essa parceria…seriam decantados em prosa e verso até hoje!
Por isso,. ao lado de fabian chacur e flavio canuto, eu quis de qqr maneira (tirando dinheiro de nosso bolso pra manter) criar o mondopalmeiras, e principalmente a radio, que é a menina dos meus olhos, mais que o blog em si!pq eu me cansei de entrar em foruns e ler tanta baboseira dos hardys , sobre o palmeiras, e pior, constatar que esses hardys sao apenas inocentes uteis de uma imprenssinha tendenciosa e mal intencionada para com o palmeiras.
Hoje me sinto feliz de ver que o que eu tanto gritei e reclamei, e fui muito achincalhado por isso, se tornou realidade: Uma radio de internet exclusiva sobre palmeiras e um blog inteligente e bem feito como o OV, que alias, me deixa muito gratificado, qdo o rafael e o tiago dizem que foi após ouvir um mondopalmeiras que eles resolveram criar o site! Sabendo disso, vejo que minha missão esta sendo cumprida a risca!
Marco, esse texto sobre a cobertura do Palestra no início do século passado é ótimo! Genial!
FC, falar o que do teu texto? Parabéns, de verdade.
Raul, a gente aqui do OV também sempre teve essa impressão de que o Palmeiras costuma ser diminuído na imprensa, mesmo na época da Parmalat. E sobre termos tido a sacada do Observatório depois de conhecer o Mondo, é a mais pura verdade.
Grande abraço!
Pessoal,
Vamos inverter a situação em relação à imprensa?
Existe maior motivação para o elenco de um clube do que a de calar a boca de quem não pára de humilhar, denegrir e prejudicar o seu trabalho.
Muitos técnicos não ficaram famosos por saber mexer com o brio, com o orgulho dos seus atletas?
Não é esse o maior elogio que fazem ao WL? (saber motivar)
Então, por que os palmeirenses, em termos de atletas, comissão técnica, diretoria e torcida, não usam a imprensa como a maior fonte motivadora da instituição, para conseguir seus objetivos?
Existe maior motivação para o elenco de um clube do que a de calar a boca de quem não pára de humilhar, denegrir e prejudicar o seu trabalho? ( faltou ???? )
TENHO QU DIZER AOS BERROS:
MAIS UMA MATÉRIAZINHA VAGABUNDA, SENSACIONALISTA E PARCIAL, QUE NÃO ACRESCENTA NADA (A NÃO SER POLÊMICAS ESTÚPIDAS).
EITA, IMPRENÇINHA!
Segue mensagem enviada por mim ao jornal:
São Paulo, 28 de junho de 2007.
Ao
Estado de São Paulo
Indignado e ainda atônito com a saraivada de insultos e inverdades proferidas pelos senhores Daniel Akstein Batista e Giuliano Villa Nova na matéria “Palmeiras, um clube decadente?” procurarei expressar, de forma sucinta, o meu descontentamento – e o de muitos outros torcedores do alviverde - através desta mensagem.
Sabemos que a equipe esmeraldina sempre foi e sempre será alvo de comentários desrespeitosos da crônica esportiva por uma só razão: sua origem é bem diversa das origens dos principais veículos de imprensa, dotados de feroz consciência de classe social. Os fundadores da agremiação paulistana, estrangeiros, nada tinham em comum com os interesses da elite local, origem e público-alvo deste jornal.
A situação difícil que o clube atravessa atualmente tem proporcionado terreno fértil para toda sorte de desonestidades intelectuais por parte da imprensa, como as que foram engendradas pela dupla de jornalistas na reportagem de ontem. A associação imagética do Palmeiras com algo ultrapassado e moribundo foi realmente muito bem feita. Eles conseguiram fazer o que muitos tentaram malogradamente e inauguram uma nova era da crônica esportiva com as coisas do Palestra Itália: em vez da já tradicional chacota, algo mais alinhado com o ridículo modismo atual dos comentaristas esportivos, que é o de tratar toda sorte de assuntos esportivos de acordo com a lógica do mercado. Decretaram o fim da Sociedade Esportiva Palmeiras, e seus quinze milhões de torcedores são uma espécie de espólio, prestes a ser divido entre outras agremiações. Afinal, como os dois jornalistas sentenciaram, o clube “vê a torcida dos arqui-rivais crescer a cada ano”.
Porém, ao contrário do que poderiam prever, os palmeirenses têm se organizado no sentido de criar uma rede de informação própria, com sites, rádios e até mesmo um observatório, cujo objetivo é o de denunciar leviandades e desonestidades da crônica esportiva como esta. Sendo assim, tornar-se-ão cada vez mais inócuos esforços como o dos senhores Daniel e Giuliano em difamar nosso querido clube. Infelizmente, os dois assemelham-se muito com a descrição do cronista esportivo feita por Lima Barreto, há exatos noventa e nove anos, no autobiográfico Recordações do Escrivão Isaías Caminha:
“Mas há dois colaboradores que, em todo o jornal, devem merecer observações especiais e estudo à parte. São eles: o charadista e o cronista esportivo. (…) Os repórteres e redatores têm por este último um desprezo mal sopitado e não o consideram jornalista. Admitem-no como um amador, um curioso, um ornamento inútil, assim como uma filigrana em vaso destinado a misteres úteis ou um remate caprichoso em um móvel indispensável. Eles mesmos assim se consideram e admitem tacitamente a opinião dos jornalistas.”
Certo de vossa atenção,
LULA.SP.
Ao FC (post 13) e ao Lula (post 23)…meus parabéns…ótimas atitudes e excelentes textos!!!
Também fiz minha parte já em vários sites e blogs dessa “imprençinha” mentirosa, safada, cretina e ordinária!!!
Peço aqui para que todos os palmeirenses tbm façam a sua pra combatermos esse mal que se instalou por aí chamado “imprençinha bipolarizadora”!!!
Saudações Alviverdes!!!
Opa!
Lula, meus sinceros parabéns pelo texto. Lindamente construído, bem escrito, argumentação afiada — coisa para fazer o destinatário pensar.
E a citação a Lima Barreto, putz, bacana demais!
Grande abraço!
Lula, sensacional! Adicionei um comentário acima recomendando a leitura de sua carta e do FC.
Imprensa, uma instituição decadente. À esportiva, principalmente, nego o benefício da dúvida. O ponto de interrogação não lhe é recíproco.
Aos foristas FC e Lula, meu sincero obrigada. Lavaram a alma da Nação.
E vale o registro. A exemplo de Mondo Palmeiras, o OV conta com uma audiência que impressiona de tão qualificada.
Sem querer defender o jornalista esportivo, e sem entrar no mérito da reportagem de O ESTADO DE S.PAULO:
apenas um fato:
Lima Barreto passou a vida a detestar o futebol.
Fez campanha difamatória, o inferno.
neste caso, o texto dele não reforça a tese.
é só mais uma pedrada na raça de jornalistas esportivos.
abs, mauro beting
Caro Mauro,
Pelo que sabemos dos jornalistas palmeirenses, nenhum deles faria uma matéria desse tipo em relação a uma outra equipe.
O problema é que jornalistas que torcem para outros times fazem esse tipo de matéria que o Estadão publicou.
Em hipótese alguma estou dizendo que os jornalistas palmeirenses deveriam agir como os demais, muito pelo contrário. Os jornalistas que torcem pelos outros times é que deveriam respeitar o Palmeiras, da mesma forma que os palmeirenses respeitam os seus times.
A situação é mais grave ainda pois essa matéria do Estadão não é uma exceção, está se tornando regra na imprensa esportiva.
A imprensa está cheia de torcedores disfarçados de jornalistas e isso é péssimo para a profissão.
Também, não estou tirando o direito dos profissionais de imprensa torcerem para um time de futebol. Seria um absurdo exigir isso. O que não pode ser feito é o uso dos meios de comunicação para perseguir, denegrir, desmerecer um clube rival.
Na verdade, não se está jogando pedra na imprensa esportiva. Ao contrário, trata-se de uma defesa da categoria contra os maus profissionais.
Opa!
Grande Beting!
Pois então, é fato que Lima Barreto era bem pouco afeito ao futebol. Principalmente, e você certamente sabe disso, por considerá-lo uma espécie de ruído colonialista na ordem cultural brasileira ali do comecinho do século passado. Afinal, o futebol era o esporte dos funcionários das empresas inglesas, da burguesia local que se formava na Europa…
Agora, quanto ao livro citado pelo Lula (”Recordações do escrivão Isaías Caminha”), bom, pelo menos na minha opinião, a pedrada do velho Barreto é na imprensa toda mesmo. Pelo que me lembro — li a obra faz um tempo razoável — ele bate nos jornalistas esportivos, e nos editores, nos repórteres de política, nos estagiários, e em quem mais tivesse pela frente. O alvo real de sua pena seria, na minha opinião, o que ele retratava como uma certa cultura da hipocrisia, do tráfico de influências, da soberba que existiria nas redações.
Mas, assim, convenhamos: Lima Barreto não costumava aliviar pra ninguém.
De todo modo, sua informação é importante sim para dar uma perspectiva na coisa. Se não falamos sobre, podemos até ter comido uma mosca. Mas não acho que a briga de Lima Barreto com o futebol exclua a peleja que ele tinha com a imprensinha da época.
Seja como ferramenta pra construção argumentativa, seja como exercício de estilo, continuo achando genial a citação feita pelo Lula.
Quero deixar claro que não temos como objetivo entrar numa diatribe sem fim contra a imprensa esportiva, nem queremos crucificar os que estão no ofício. Nossa briga é com a imprensa enviesada, dada a zonas cinzentas, que não se decide entre ser jornalismo ou entretenimento. Isso em todas as áreas. Acontece que gostamos muito de futebol, amamos o Palmeiras, e decidimos trabalhar com uma análise da crônica esportiva.
E é isso, acho.
Ah, e apesar das críticas, te achamos bacana. Pode botar fé.
Apareça sempre. Grande abraço!
Aos amigos Fabrício Cirelli e LULA.SP:
Que Deus os abençoe!
Disseram tudo!
Obrigado pela força, pessoal! Continuemos fazendo o possível por nosso Palestra.
Em relação ao Mauro, o Tiago já esclareceu a questão, melhor do que eu poderia fazer:
Apesar de detestar futebol, Lima Barreto não ataca o esporte bretão na obra citada. Pelo que o autor afirmou, àquela altura, o principal esporte para o cronista esportivo da época era o turfe. Além de detonar o jornalismo da época pelas razões citadas pelo Tiago, outra questão é abordada: o protagonista tem formação muito mais sólida que os colegas de redação, mas é desprezado por ser negro.
Minha citação realmente não reforça a tese e usei-a apenas no sentido de mostrar como a imprensa pouco mudou no último século.
Retirei também um trecho que, dentro do contexto da carta, soaria ofensivo e leviano, embora esclarecedor:
“(…) o entendido em cousas de cavalos, apurado no vestuário, sempre com dinheiro, jóias, anéis, apesar dos exíguos vencimentos que tem.”
Entre bordões como “torcida que ama a Libertadores”, “André Dias, Miranda e Alex Silva na Seleção!” e outras balelas pré-fabricadas, sob encomenda, pela crônica esportiva dos dias atuais, é algo a se refletir, não?
PS: E o Sr. Neto cometeu o despautério de afirmar, ontem, que o Cyrillo deveria levar “tapas na cara” pela gafe. Gosto muito quando você põe freio na boca daquele marginal. Sugiro que use seu laptop.
Abraços a todos,
LULA.SP
Imprensa
DESGRAÇADA
chora gambás e bambis
aqui é CAMPEÃO DO SÉCULO !!