O colonismo em marcha
Jan 31st, 2008 by Rafael Evangelista
Ontem, depois do infeliz jogo, perdi alguns minutos vendo os programas de esportes e me deparo com o Muricy ainda lamentando o gol anulado do atacante Leonordinense.
E como ele argumenta? Buscando uma comparação com um gol do Ballack, pelo Chelsea.
Hoje, estou assistindo o Jogo Aberto e vejo o gol do Ballack, destacado ontem por Muricy. Comentário da repórter: “Lá, o gol foi validado”. A grande diferença, porém, é que Ballack não coloca as mãos nos ombros de ninguém.
Minutos depois, temos a matéria do jogo do Jardim Leonor, e ainda muita falação sobre o gol de domingo passado. Ouvimos repórteres levantando a bola para o Imperador Leonordinense chorar sobre a anulação.
E descubro que a repórter que comentou o gol de Ballack é a setorista do Jardim Leonor.
Então é assim, a modernagem diferenciada levanta e o repórter cabeceia. Quem norteia, dá os termos da comparação descabida, é Muricy. Mais um gol da imprensinha. E a idéia de que o Jardim Leonor é perseguido se solidifica na cabeça dos incautos.
Mas como bem disse Pierre, em belíssima entrevista no Mondo Palmeiras: por que o barulho não foi tão grande quando o gol de Max foi anulado? O ponto nos custou a Libertadores.
Para que não esqueçamos, vai aí a imagem do gol legal que o OV registrou na época.

Rafael, concordo em gênero, número e grau.
Parabéns pelo texto!
E, como adiantou Flávio “Leão” Canuto, parece que o Conselho de Segurança da ONU irá se reunir para deliberar a questão do Jardim Leonor na próxima semana, após o Carnaval.
O fato é: para os bambis em geral, falta por trás não é falta.
É um prazer!
Olha, vamos ser realistas, precisamos montar uma rede como essa do Jd. Leonor. Isso ajuda até na cabeça do torcedor que começa a enxergar a coisa sobre um ângulo diferente. Setorista no Palmeiras tem que provar que é palmeirense, vamos nos blindar, tem muito sacana que tem portas abertas dentro do clube.
Talvez porque tinha uns 3 jogadores do Palmeiras impedidos no “gol” do Max…