Sobre o mundo dividido entre Bem e Mal
Jan 31st, 2008 by Tiago Soares
Não sei se o dileto leitor, a amiga leitora, já deram uma espiadinha no blog Forza Palestra, do Ademir Castellari.
Não? Ah, então não sabe o que anda perdendo. Trata-se, na modesta opinião do OV, de um dos melhores da mídia palestrina.
Pois bem. No início desta semana o Ademir publicou uma análise bacana sobre os circuitos políticos da imprensa esportiva. Eu e o Rafael tínhamos já escalado para hoje um post levantando o artigo, que vai direto ao ponto ao jogar luz sobre algumas brigas e zonas de influência do futebol e da mídia nacional.
Concordando ou não com o Ademir, vale a leitura. Até pelo seu caráter algo profético, publicado que foi dois dias antes do estranho requentamento da tal ata da discórdia — aquela que vazou sobre (entre muitas coisas) o patrocínio da Fiat.
Bom, vamos então ao que interessa.
(A versão publicada logo abaixo é um tanto reduzida. Para ler o texto completo, é só clicar aqui.)
Como todos sabem também, o Juca Kfuri preza muito seus amigos e não perdoa seus inimigos. Chega a ser patética a sua perseguição aos amigos, dos amigos, de seus inimigos. O Palmeiras vem sendo a vítima da vez. É porque o Luxemburgo é amigo do R. Teixeira e técnico do Palmeiras. É porque a Traffic é do J. Hávilla, também amigo do Teixeira, e tem parceria com o Palmeiras. E assim vai. Aos inimigos a lei.
Mas, como não poderia deixar de ser, aos amigos ele reserva um especial carinho. Caso emblemático é sua amizade com o Portella.
Para quem não sabe o Portella foi um dos criadores do Estatuto do Torcedor, uma das batalhas modernizadoras do J. Kfuri. Além disso, o Portella é o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, que tem entre suas atribuições cuidar do metrô. O mesmo metrô que foi responsável por sete mortes quando do ‘acidente’ que abriu aquela cratera em Pinheiros.
(…)
Queremos saber do J. Kfuri se por ser seu amigo o Portella não se enquadra no time daqueles que estão do lado do mal, afinal o partido a qual Portella serve carrega no currículo as sete (07) mortes deste episódio; o governo a que ele serve destruiu a vida de sete (07) famílias, a secretaria que ele comanda é responsável pela obra que matou sete (07) pessoas, logo…
Mas, como sabemos que o Portella é inimigo do R. Teixeira, então ele é amigo do J. Kfuri. Deste modo é amigo e do Bem, e como sabemos ainda: AOS AMIGOS, TUDO!
Por que eu juntei personagens tão díspares? De onde tirei tanta elucubração? É que as coincidências não param por aqui. Hoje o J. Kfuri reproduz artigo do Portella (Os Estaduais sustentam isso aí), que saiu originalmente no Lance (veículo dos personagens do bem), onde ele espinafra os campeonatos estaduais e também ‘viaja’ (então, também posso), afinal ele diz achar que “…nem Teixeira gosta dos Estaduais(…)”, mas os estaduais “…servem para sustentar os presidentes de federações(…)”, e são “…o imposto que a CBF paga para Teixeira se eternizar no poder.”
Entenderam? É assim que funciona: tudo e todos são do mal. Neste balaio, também entra a Globoesporte, o Estado que não regula a anarquia (sic) e, claro, os empresários do futebol. Todos do mal.
E levante a mão o primeiro a sacar onde a Ata da Discórdia entra nessa história toda…
Mandei email pros “otimos” jornalistas Vitor Birner e Juca Kfouri sobre o requentamento da Ata do Cof. Mandei em anexo a resposta do diretor adjunto.
Só quero ver se eles respondem.
Valeu pela citação Tiago. Estou em dois embates com o Paulinho. Um no blog do Birner, querendo saber a quem serve o requentamento. O outro no Blog do próprio Paulinho, que ironizou o termo mídia palmeirense ou palestrina. Ele acha que só Blog de jornalista é sério, os outros são apenas opiniões de torcedores. Esses são os jornalistas que estão se formando. Não entendem nem o mundo em que vivem, que agora a informação e a notícia são livres, produzidas e reproduzidas, livremente e por diversas fontes. Que mundo doido!
Pois eu fiz o mesmo Lucas, e até agora não vi os meus comentarios em nenhum dos blogs!!
A “ética” é o produto oferecido pelo Juca desde o escândalo da Loteca, investigado por ele. No Brasil, o país das boas idéias, é assim: o cara descobre algo fantástico por acaso e fica, até o fim de seus dias, como guardião daquilo. Juca é guardião da ética; Armando Nogueira faz um samba-do-crioulo-doido com poesia. É seu nicho de mercado, assim como o nicho de Mainardi é Lula.
A questão é que outros bons profissionais da Placar fizeram a mesma coisa que Juca, com reportagens ainda mais fantásticas, mas não ficaram arvorados nisso pela vida afora. Cito Marcelo Rezende e o escritor Georges Bourdokan - copiado na Inglaterra trinta anos mais tarde naquele escândalo envolvendo Sven Goran-Eriksson - que não quiseram ficar nessa. Recusaram solenemente a mediocridade.
O ex-dileto amigo de Renato Duprat é vendedor de ética. Da mesma forma que um açougueiro vende carne. Quem entrar em seu estabelecimento disposto a comprar, compra. O cliente pode ser o Portela ou o Marcola. Ele vende do mesmo jeito.
O tal Paulinho é, como eu já disse antes, uma figura das mais desprezíveis, pois ninguém sabe de onde veio. Surgiu do limbo e lá continua, ainda que apoiado por Birner e JK, figuras da mesma estirpe. Chega a ser patético ler o que ele escreve, e a análise do Ademir (do blog xará) é das mais competentes nesse sentido.
Ué, Ademir, entao o motoqueiro ta falando dele mesmo! Pq aqui, pelo que eu saiba os meninos sao jornalistas, e no mondopalmeiras o fabian é jornalista!
Pois é Trator, como eu disse: mundo lôco, né?! Esquizofrenia, necessidade de afirmação. Não vou reproduzir a frase sobre o Freud porque a acho batida, mas…