A prancheta e o estalo de gênio
Mar 6th, 2008 by Tiago Soares
Ah, o PVC…
Faz pouco tempo, por ocasião do perfil publicado na Piauí, o rapaz da prancheta voltou a ser assunto por aqui. Defendido por uns, atacado por outros, o fato é que com Paulo Vinicius Calculadora não costuma haver meio-termo.
Bom, o tempo passou, o Palmeiras venceu o Derby, e lá veio PVC e sua matemática do imponderável. E lá vamos nós de novo.
Dá uma olhada na análise publicada em seu blog sobe o gol de Valdívia.
Há oito anos, não havia um dérbi com público tão grande. Desde os 3 x 2 da semifinal da Libertadores de 2000. Foi o clássico que confirmou o zagueiro Henrique, de atuação perfeita. E Valdivia, herói da quarta vitória seguida em dérbis, o que não acontecia desde 1964.
Foi também o clássico de Luxemburgo. Porque, se seu Palmeiras não foi perfeito e não teve um jogo brilhante, a vitória chegou pela mudança no lado esquerdo do ataque do Palmeiras. Antes de Denílson, havia um corredor não explorado por Leandro. Então, Carlos Alberto podia fazer a cobertura por dentro. Quando entrou Denílson, Carlos Alberto jogava só pelo lado. Quando Diego Souza cortou Bóvio, o zagueiro William desgrudou de Kléber. Mas decisivo mesmo foi Carlão desgrudar de Valdivia. Aí, o 10 do Palestra não perdoou.
Há um ano e meio, o Corinthians não faz um gol no Palmeiras.
Hmmm… Certo. Deixa eu ver se entendi.
PVC fala que Valdívia se consagrou, que Henrique matou a pau, e que o Palmeiras não foi brilhante no clássico. Beleza.
Defende, também, que a entrada de Denílson puxou a marcação corinthiana para a lateral esquerda do campo. Faz sentido.
Aí, ele relaciona esse fato com a movimentação do Kleber para o passe de Diego Souza. Segundo PVC, isso tem a ver com um suposto desgrudamento de William em relação ao atacante palmeirense. E com um igualmente suposto desgrudamento de Carlão em relação a Valdívia. Isso teria deixado os homens de frente do alviverde livres para botar a bola pra dentro.
Pra finalizar, lembra os leitores que a defesa palestrina não é furada pelos corinthianos há um ano e maio.
Olha, não é por nada, mas do jeito colocado por PVC fico com a impressão de toda a zaga corinthiana ter resolvido sentar na linha de fundo pra tomar um cafezinho. E de só faltar que os atacantes palmeirenses jogassem bobinho com o goleiro antes de mandar pro gol.
Vamos à PranchetaOV:
Vamos contar juntos: são seis (SEIS) defensores corinthianos contra três atacantes palmeirenses. Se há um motivo para o gol, prefiro acreditar na bela sacada de Diego Souza no passe, que, além de deixar seu marcador vendido no lance, colocou Kleber no único espaço vazio possível para o domínio e o chute da entrada da área. Isso, claro, dependeu do fato de Kleber ter habilidade para dominar a bola, puxando-a de modo que, ao mesmo tempo que estivesse longe de William, ficasse perto o suficiente para o arremate. Coisa difícil, bem difícil mesmo. O estalo de gênio, impossível de ser dissecado, analisado e colocado na caixinha. O imponderável.
Mas, bom, voltando ao lance.
Na sequência, o goleiro rebate, e Valdívia vence Carlão, e chega antes na bola, e marca o gol. Desde meus longínquos tempos de moleque, sempre foi ponto pacífico que nesse tipo de jogada o atacante, por estar seguindo de frente para o gol, e ser geralmente mais rápido que os zagueiros, chega primeiro. Mesmo que o corinthiano estivesse de mãos dadas com Valdívia, a chance de o palmeirense vencê-lo na corrida seria enorme. Nesse caso, pelo menos nos campeonatos inter-bairros lá do interior, o mérito costumava ser do artilheiro, que fez o que dele se espera e não moscou no lance.
Agora, o que isso tudo tem a ver com a marcação ter sido puxada pra lateral, sinceramente não sei. Perceba que o Diego Souza tem à sua frente três marcadores. Além desses, tem mais um sujeito na entrada da grande área, um pouco mais à esquerda, um em cima do Kleber, e outro à frente do Valdívia. Se há algum motivo para o gol, é um só: o passe de Diego Souza, que desmoronou toda a estrutura defensiva do adversário. A bela dominada e o arremate do Kleber também ajudaram de um bom tanto. No fundo, no fundo, o rebote e o chute de Valdívia foram o toque mais convencional em toda a jogada.
Ou, pra resumir, nas sábias palavras do sábio Neto: “Não há marcação que vença o talento do atacante”. E tenho dito.
***
Como o futebol é uma coisa complicada e a PranchetaOV, falível, aos que quiserem ver o lance e tirar suas próprias conclusões, segue abaixo.
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O PVC se omitiu quanto ao maior erro do timinho no lance - a perda de uma bola boba na intermediária. Já que não é mesmo para dar mérito nenhum ao Palmeiras na jogada, podia ter dito que o verdão recuperou a bola porque o jogador do timinho desgrudou dela também… na verdade, sei não, será que o zagueiro que correu com o Valdivia não pretendia botar ele mesmo a bola pra dentro se o mago não tivesse chegado antes? Tipo “caramba, como esse Kleber é incompetente, deixa eu dar uma força aí senão o gol deles não sai?”
Tiago,
Nessa eu tenho que discordar. Se o PVC fala mal, a gente mete a boca. Mas agora que ele falou “bem”, vale um desconto pra quem tá se acostumando a deixar a palestrinidade mais a mostra, sem medo de ser palmeirense e realista. Eu interpretei como sendo uma jogada mérito do técnico e da qualidade do ataque do Palmeiras.
Acho que vale mais a pena pegarmos no pé dele por conta do jornalizinho vendido dele (L!) do que por esses pormenores.
Abrs e continuem com o ótimo conteúdo do blog, incentivando o crescimento da mídia palestrina!
Alguns detalhes que talvez escaparam da prancheta: o Denilson ajudou no desarme, fazendo uma “sombra” que desarticulou o rapaz do outro time.
Imediatamente o DS aproveitou e fez o que um bom jogador deve fazer: pelo menos uma boa jogada por partida. Enfiou para o Kleber pelo meio das pernas do zagueiro.
Aí, valeram os quatro anos no gelo ucraniano: o Kleber mal dominou e já chutou, sem hesitar, sem firula, sem dar bola pro marcador.
O goleiro fez ótima defesa, mas juntou o talento do Valdivia com algumas recomendações do Luxa (”tenha fome de gols”, algo assim) e era uma vez o freguês.
Os jogadores importantes sabiam que um jogo amarrado como aquele deveria ser decidido por eles (os importantes), e assim fizeram.
Não foi um gol “tático”, embora o trabalho e a intuição do treinador pudessem ser sentidos por trás de tudo.
Excelente explanação!
É a diferença que faz ter craques de verdade pra matar o jogo!
E dá-lhe Diego, Valdívia e Kleber (que ganha a vaga de Alex Mineiro!)
Amato, nessa eu tendo a concordar com o Tiago porque acho que não é o caso de se falar bem ou mal do Palmeiras. O comentário é para desmontar o que vejo como um vício de estrategismo do PVC. Concordo que o Denilson foi importante, ainda mais com a orientação do Luxemburgo, mas não necessariamente no lance do gol. O fato é que, na prancheta de PVC o belíssimo passe de DS, que achei decisivo, quase desapareceu. Ganhou relevo o erro de marcação do zagueiro sobre Valdivia.
Agora, essa é para o Falavigna se divertir. Alguém me explica o que quis dizer PVC com essa frase:
“Concordando ou não, este espaço, depois do desabafo do treinador de que há uma campanha contra ele, na sexta-feira, é para avaliar o trabalho do técnico no Palmeiras até agora.”
Peeeeeeeeeeeeeeeeeeer-fei-to. E prestem atenção ao fato de que as análises táticas quase sempre não se podem provar pelos fatos, a despeito de todo a paranóia tecnicista dessa raça. Pode ser de boa vontade, mas é empulhação.
Pessoal, sim, sim, o treinador ajudou bastante no que diz respeito ao gol. É fato que a entrada do Denílson deu volume à frente, acionando a ponta esquerda do ataque.
Mas o fundo do post, aqui, é outro: pô, foi uma belíssima jogada do ataque, que desarticulou por completo a retranca corinthiana. Do jeito que PVC coloca, parece que o gol sai única e exclusivamente de batidas de cabeça da defesa do Corinthians. E não foi o que aconteceu.
Se há uma falha que conta, é apenas uma, a original: a perda da bola pelo Lulinha (como bem lebrou o Fabio-BSB). E isso passa completamente batido por PVC.
O mérito todo do gol vem do talento dos atacantes, de algo que não pode ser esquadrinhado nas planilhas do PVC. Querer reduzir o gol a números e setas é uma simplificação besta que, além de não fazer muito sentido, joga para baixo do tapete toda a graça do esporte.
É lógico que a tática é importante. Mas não é um fim em si mesma. Se fosse assim, o Luxemburgo teria sido campeão com o time do bom e barato.
Mas, bom, eu já disse que a PranchetaOV (como todas, na minha opinião) é falível mesmo, então, se não concordam, mandem bala.
Grande abraço!
Esse troço de prancheta é bizarro. Ninguém entende o que esse cara diz. PVC não relaxa nunca. Fica cagando esse números a torto e a direito.
O que aconteceu no gol foi o seguinte: o grosso imbecil do Lulinha não dominou, o Diego Souza se aproveitou e pensou rápido. Qualquer filho da puta sabe que pensar rápido é essencial no futebol. Pois bem, o Diego tocou pro Kléber, que pensou rápido e bateu pro gol. O goleiro pensou rápido e defendeu. O zagueiro (seja lá quem for) não pensou e o Valdívia pensou rápido e fez gol. Fim de papo e chupa gambazada. O resto é perfumaria. E perfume, nesse caso, não é fundamental.
Pensa rápido, PVC.
Eu acho que essa estória aí de zagueiro que ‘desgruda’ o PVC aprendeu no Winning Eleven ou no FIFA Soccer. Sabem quando o jogador que você está controlando é trocado pelo computador por um que está longe da jogada? Então…
Eu vou discordar do Tiago. O PVC tem razão, o desenho tático ajudou inclusive na hora do gol. Veja na figura do OV que tem dois jogadores corinthianos no lado direito deles, comendo mosca. Eles estão aí porque estavam cobrindo o Denílson que voltou e reuperou a bola pelo meio.
Não sei se a intenção do PVC é dizer que o zagueiro falhou, que o gol saiu só pelo desenho tático que deixou o Valdívia desmarcado… isso seria bobagem e das gordas. Mas que um pouco de desenho tático ajuda, isso ajuda.
Vi a entrevista do Luxa e do Mano no pós jogo. Achei os dois bons técnicos, falaram coisa com coisa. O Mano falou: tem uma hora que o jogador decide. E o Luxa já sabe disso faz tempo, por isso exige jogador bom. Tem cara que gosta de trabalhar com jogador ruim, e aí o desenho do PVC ficaria mais claro ainda. E o futebol mais chato.
Pedro.
Certissimo Tiago! È isso mesmo! E o que o pvc nao falou, foi sobre a roubada de bola do Diego Souza em cima do “muleque de 50 milhoes de cruzeiros velhos” e seu toque genial no meio das pernas do ex-companheiro de gremio, wiliam. Depois o chutaço do Kleber, a batida de roupa do mediocre e rabudo goleiro do timinho, e o golaço de Valdivia, que chutou certinho!!! No alto!!! Em tempo, Fabio(post1)…vc é palmeirense ou corneteiro???
Pq essa sua frase ai:”Tipo “caramba, como esse Kleber é incompetente, deixa eu dar uma força aí senão o gol deles não sai?”
Foi RIDICULA!!! COISA DE GAMBA!
Verdade seja dita.
Eu, que sou crítico das posições e opiniões do PVC, não vejo nessa avaliação nenhuma conotação negativa. Partindo da premissa de que gosta de avaliar táticas, ele escreveu aquilo que achou e ponto final (o deslocamento do Carlos Alberto para a esquerda e a não cobertura por dentro, que fazia, deixou o miolo de zaga do curintia mais frágil, e eu acho que faz sentido).
Não vi, em momento nenhum, demérito para o Palmeiras. Acho, inclusive, que no fundo tem uma gozadinha em cima dos corinthianos “Há 01 ano e meio, o curintia não faz gol no Palmeiras”.
Avante Palmeiras, apesar deles.
Pô trator verde, desculpa mas eu estava tentando ser irônico. Era para ser uma brincadeira com essa tendência do PVC (apontada pelo texto do Tiago Soares) em não elogiar o ataque, só a defesa. Por isso o ‘tipo’ e as aspas, como se fosse um possível pensamento do zagueiro (não meu). Como havia dito o Tiago, só faltou dizer que a zaga foi tomar cafezinho e por isso nosso gol saiu.
Mas beleza, da próxima eu tomo mais cuidado.
O PVC é um chato prolixo. Tudo o que ele disse poderia ser resumido numa frase simples: “a forte marcação do timinho não resistiu ao talento dos atacantes do Verdão!”
Nada de depreciativo, apenas cansativo!
PC
Maldade com o Magic-Luxa?
Uma notinha no Painel FC da Folha de S. Paulo, hoje, já fez estrago em mentes ‘ malvadas ‘.
‘Petkovic está pedindo camisas dos clubes em que atuou para montar pequeno museu na unidade do Instituto Vanderlei Luxemburgo que abrirá no Rio de Janeiro. Quer a presença do treinador, com quem trabalhou recentemente no Santos, como atração na inauguração’.
Para as tais mentes, está explicado porque Petkovic jogou tantas partidas pelo SANTOS, ano passado, mesmo desfilando um futebol fraco e sem qualquer brilho.
O atleta tinha um contrato de produtividade e recebia de acordo com os jogos dos quais participava.
Boa análise, Tiago.
Mas, como já disse, cansei de PVC. Agora, é só cobre. As obras não dão mais problema. Chega de mico.
Abraços.
Tiago, esse foi um dos melhores posts que jamais li. Tornou nu os famosos “excessos” da tática. De fato, o gol surgiu pela tenacidade e pelo talento do Diego, pelo talento do Kleber, pelo mero oportunismo do Valdivia e pelo bote errado que o Carlão deu na bola à qual o Valdivia chegou correndo. Tem, sim, pouco a ver com a entrada do Denilson.
Mas que taticamente a entrada foi boa, e que a análise do espaço feito pelo PVC estava certa, não se lhe negue.
Por incrível que pareça, saiu no lance:
http://www.lancenet.com.br/clubes/PALMEIRAS/noticias/08-03-05/249319.stm?file-queremos-o-verdao-como-o-melhor-do-brasil
A reportagem diz que apenas Santos e Cruzeiro têm esta aparelhagem.
Ué? Cadê a SPFW? Eles não estavam sempre à frente de tudo?
Não, nunca estiveram. Mas queriam nos fazer pensar que sim.
cara, na boa
nem vc, nem o PVC
o gol foi resultado de pressão na saída de bola dos gambás, a bola já veio espirrada para o pequeno lula e aí o Diego Souza na raça e na malandragem lhe tirou a bola.
e aí sim concordo, passe matador do Diego no meio das canas do zagueirinho deles.
Kleber não dominou. chutou de primeira (é assim que o centro avante tem que fazer Sr. Mineiro), o goleiro ainda espalmou, mas o Mago estava ligado no lance e na raça pôs pra dentro.
só alegria
18 Fábio Niterói,
È como eu li por aqui esses dias o SPFW é a Ferroviária que deu certo.
Quarenta anos de tabu vencido
O mais célebre tabu em confronto de duas equipes grandes do futebol brasileiro comemora aniversário de seu fim nesta quinta-feira. No dia 6 de março de 1968, o Corinthians derrotou o Santos de Pelé por 2 a 0 e encerrou período de 11 anos sem vitórias sobre o rival do Estado.
Há exatos 40 anos, em jogo disputado numa quarta à noite no Pacaembu, o clássico foi vencido pelo Corinthians com dois gols no segundo tempo. Paulo Borges, que acabara de chegar em transferência badalada junto ao Bangu, e Flávio Minuano decretaram o fim da sina corintiana contra o ‘Super-Santos’ dos anos 60.
Ao todo foram 11 anos e 22 partidas na série sem vitórias sobre o Santos, que começou em 1957, num empate por 3 a 3. Ao fim do histórico confronto, a torcida corintiana invadiu o campo e comemorou entoando coro de ironia, chamando o ex-algoz de ‘freguês’.
http://uolesporte.blog.uol.com.br/
O PVC se esforça, isso é inegável.
Estudou, leu, tem bom conhecimento teórico do futebol, mas nunca jogou bola na vida.
Sua analise deve ser vista como mais um ponto de vista válido, apenas isso.
A única coisa que não pode ocorrer é transformá-lo em referência no assunto. Tirando isso, está tudo bem.
Acho o PVC bom comentarista. Porém, nessa, ele quis ser mais realista que o rei. O Deny da Moóca explicou direitinho o que ocorreu sem precisar de prancheta.
Deny (post 19),
Onde assimo meu irmão?!
Pô, tentei um tempão achar uma expressão mais agradável, mas sinceramente não consegui:
Esse Post, pra mim, foi o Post mais Pêlo em Ovo que li no OV.
Acho que o que se poderia rebater na análise do PVC é esse cartesianismo exagerado, como se tudo fosse parte de uma máquina. Mas, por mim, a crítica parava por aí.
A observação do jornalista serve mais para um teste de vestibular, à la CNTP (condições normais de temperatura e pressão):
Entrou o indivíduo A na equipe X; o mesmo puxou a marcação de B da equipe Y, que se desprendeu de C, o qual atraiu a marcação de D, que deixou E livre, que foi marcado por F, que deixou G livre que óbviamente marcou o gol, como queríamos demonstrar. Ou melhor, como Luxa queria demonstrar. Tudo muito lógico, essa coisa de subjetividade deixemos para os poetas.
No raciocínio maquinicista do PVC, a máquina Palmeiras teve no papel de seu técnico excelente engenheiro para uma ótima performance (o Gol!). Denílson foi apenas o elemento catalisador, otimizando o processo. Na mosca! Substituição clássica aos formados em Estratégia Futebolística Aplicada ao Século XXI, mais novo curso do ITA.
Exageros à parte (será?), acho essa interpretação mais verdadeira. Não consegui encontrar qualquer cornetagem PVCística nessa opinião emitida. Não mesmo. Pelo contrário, em sua concepção bitolada, foi um grande elogio ao “olhar clínico” do nosso estrategista.
Mas observemos, claro.
Abs
Toda a vez que vejo a cara do PVC, seja na TV ou naquela fotinha da coluna dele no Lance!, sou atacado por uma onda de sono irresistível. Tipo, apago 2 segundos depois.
Chato, chato, chato!
Opa!
Thiago (08), haha, perfeito.
É, Deny (19), faz sentido. Só alegria.
Diogo (25), pô, mas eu queria dizer exatamente o que você disse! Concordo que o PVC não criticou o time de modo infundado. O ponto, no caso, é essa irritante (em minha opinião) mania de querer dissecar o jogo em equações.
A intenção foi de desconstruir o discurso dele, mostrando que essa leitura tática, quando levada às últimas consequências, acaba complicando o simples e jogando para baixo do tapete a graça do esporte. É inconcebível que um cronista esportivo analise o lance do gol sem colocar na balança o belíssimo passe do Diego Souza. Do modo como vejo, o passe, apenas, foi suficiente para desmoronar toda a estrutura tática que PVC tanto se esforçou em demonstrar.
Prancheta alguma sobrevive ao estalo de gênio do atacante. A partir do momento que um lance surgido do nada, que o imponderável altera o equilíbrio tático, tudo fica relativo e a prancheta aceita qualquer leitura.
Ah, sobre o Luxemburgo ter mandado bem quando colocou o Denílson, concordo plenamente. Mas aí, convenhamos, esse tipod e mudança não é TÃO difícil assim de perceber…
Abraço!
Todos aqui tem sua razão e estão certos de uma maneira ou de outra e só uma coisa nos interessa :
o jogo foi 1 x 0 prá nós!!!!
Abraços
Bom, queria ver a análise dele no gol do Alex contra o time sem camisa ou das pedaladas do Robinho pra cima do las-timão..
Alessandro, aproveitando que você está por aqui… você perguntou sobre o Valdivia em outro post, comentando sobre o JK. No JT de hoje tem uma matéria explicando porque o vínculo dele com o Palmeiras ia até o meio do ano (no BID da CBF). Deve-se ao visto de trabalho como estrangeiro, que vale por 2 anos e vencia no meio deste ano. Já foi renovado e o vínculo vai, agora, até o fim de 2009. Até 2001 o Palmeiras tem um contrato “de gaveta” com ele.
Como se vê, nada muito difícil de apurar, mas a imprensinha faz barulho com esse tipo de coisa. Aliás, parabéns a Juliano Costa por ter levantado a informação.