A Globo já julgou
Mar 23rd, 2008 by Rafael Evangelista
No sábado, a vida foi fácil. O Palmeiras venceu o Paulista sem muitas dificuldades, mostrando a superioridade do atual elenco. Os analistas do óbvio já reconhecem que foi montado um belo time, agora só falta a imprensinha dar o devido crédito a Luxa, que continua um excelente técnico, ao contrário do que disseram alguns. Caio Jr., que o Goiás o tenha, definitivamente não deixou saudades.
Para mim, Kléber é a mais grata surpresa entre os novos contratados. Rápido, driblador e sabe fazer gols. Com ele em campo, fica mais fácil a vida de Alex Mineiro, Valdivia e Diego Souza. Foi fundamental nos dois últimos clássicos. E veio pelo Palmeiras, não pela Traffic, uma bela resposta àqueles que falaram em “time de aluguel”.
Não há dúvida que Kléber é um destaque positivo faz, no mínimo, duas rodadas, certo? Errado!, pelo menos para a Globo Internacional. Pois vejamos.
Um material interessantíssimo caiu em nossas mãos. Junto com os jogos propriamente ditos que a Globo passa para os canais estrangeiros a emissora brasileira vende o Footbrazil. É um programa de meia hora, com os gols, os destaques da rodada, enfim, o que aconteceu de melhor aconteceu no Brasil. Uma verdadeira janela para os gringos sobre o que está acontecendo no futebol mais exportador de pés-de-obra do mundo. No fim do ano passado, vi a versão traduzida para o italiano do programa, exibido pela Sky.
Bem, conseguimos cópias dos roteiros de todos os programas exibidos neste ano, até o dia 17 de março. Pelo menos até sexta-feira estava tudo online livremente, era só baixar.
Então traduzo (o original está em inglês) a descrição feita por eles sobre a rodada em que o Palmeiras enfiou quatro no Jardim Leonor:
Em ascensão está o Santos.
Depois de um início atribulado, a Vila Belmiro está fervendo. Eles estão invictos na Libertadores e venceram três seguidas no Paulista.
Em descenso está Kléber, do Palmeiras.
Apesar de estar em grande forma e ter marcado duas vezes esta semana, o atacante foi responsável por essa horrível cotovelada. Para piorar, o juiz não viu André Dias ser atingido. Teria sido um cartão vermelho com certeza e o número 30 não deria continuado a partida para fazer o primeiro gol do seu time.
Sacaram? Ganhamos mas, não fosse a cegueira do juiz, nosso atacante não teria marcado para nós. Esse foi o comentário sobre o jogo distribuído para o resto do mundo.
Vcs falaram tudo. No sábado a vida foi fácil. Caio Jr. não está fazendo falta, e olha que eu apoiava incondicionalmente o trabalho dele. E o Kléber? Sinceramente nem eu esperava tanto dele!
Globo who? Kléber em descenso? Ahm? Essa imprensinha hein… Prefiro nem comentar muito! Nós não somos o Zagallo mas a imprensinha vai ter que nos engolir!!!
Quando nós enfiarmos 4² nos bambis na final desse paulista, ai não vão ter como esconder. Mas que filhos da puta, elogiando essa joça do time do Santos, e ofuscando uma goleada histórica. Pois é, até hoje, a imprensinha persegue o Verdão. Só que agora não tem mais Mustafá com poder no clube, e vamos calar a boca de vocês até o fim dos tempos.
E dá-lhe PALESTRA!
Não só a Globo Internacional, a Globo nacional já deu o veredito:
Kléber é culpado por homicídio doloso quintuplamente qualificado e merece enforcamento em praça pública.
Ah, e Vágner Benazzi também insinuou a existência de um “esquema” pró-Palmeiras. E aí, TJD?
Quando o Palmeiras entrou par o jogo de sábado o Diretor de TV da Globo mandou os cameramens fixarem a imagem no Kléber de tal forma que ficava a impressão que elas estavam dizendo…VOCÊS CONHECEM O TAL KLÉBER…O ASSASSINO?
Ficou evidente a má intenção!
Nunca tinham focalizado ele tanto e com tal precisão!
LUXA QUER ATITUDE
Luxemburgo não citou nomes. Mas cobrou atitude do Tribunal.
– Teve gente que falou após o jogo contra o São Paulo e não foi denunciado. Falta alguém a ser denunciado – afirmou o técnico do Verdão.
Luxa passou pelo TJD por ‘falar demais’. Marco Aurélio Cunha disparou criticas ao árbitro do clássico.
Luxa não citou nomes, mas sites de torcedores palmeirenses fizeram o trabalho. A “Mídia Palestrina” publicou na internet uma carta aberta ao TJD pedindo que Marco Aurélio Cunha, superintende do São Paulo, seja julgado por insinuar que há uma conspiração contra seu clube.
(…)
http://www.lancenet.com.br/clubes/PALMEIRAS/noticias/08-03-23/260140.stm?alex-mineiro-admite-preocupacao-com-kleber
E AI…QUEM DISSE QUE A GENTE ESTAVA PERDENDO TEMPO, COM MUITA VELA PRA DEFUNTO RUIM???
AO CAMARADA PVC (O QUE POSTA NESTE BLOG)
Então quer dizer que somos (MESMO) portadores do tal
“complexo de patinho feio” ?
Veja que a cada dia o arsenal de manobras e elocubrações da imprensa canalha, visando a nos desestimular, desmoralizar e destruir, cresce a olhos vistos.
Como dizem os espanhóis, “non creo en brujas pero que las hay, hay”.
Não creio em perseguições da imprensa, mas que elas existem, existem mesmo!
O teor das matérias de hoje deste observatório evidencia de forma categórica o que estamos afirmando.
Em razão disso, vou (respeitosamente) discordar do amigo no que tange ao tal “complexo de patinho feio”.
Por isso…
Chega de auto-recriminações!
Chega de rabo entre as pernas.
Somos perseguidos?
SIM!
Somos prejudicados?
SIM!
Vamos nos defender?
SIM!
SEMPRE!
Como dizia Rui Barbosa, quem não se defende, não terá defensor!
Nós não temos complexo de nada e vamos bater forte nesses capadócios da imprensa!
Aliás essa frase do patinho feio, não é uma frase, é uma “parafrase”, uma adaptação do que dizia Nelson Rodrigues nos idos de 1950 e 1960 quando a Seleção do Brasil não conseguia o título mundial:
“Brasileiro tem complexo de vira-latas”!
E ficou provado que vira-latas era o próprio Nelson, um “tricoloso” faccioso cronista esportivo e um devasso produtor teatral, cuja obra (PARA MIM) só se iguala mesmo a do famoso desenhista e escritor de “estórias” de sacanagens, Carlos Zéfiro.
Saudações clorofiláticas…
Resumindo…
Chega a ser ABSURDAMENTE NOJENTO DE TÃO SUJO, OS ATOS DESSES BANDIDOS CAFAGESTES DA IMPREN$$INHA, E CLARO, DO JD.LEONOR TBM, contra o Palmeiras.
Olhem a que ponto chegou a canalhice desses marginais, por conta da INVEJA, DESPEITO E DOR-DE-COTOVELO que possuem do Palmeiras.
Pra quem está admirado com essa conversa de “esquema traffic”, aviso que já vem sendo murmurada desde antes do início do campeonato paulista. E adivinhem de onde saiu tal conversinha? É claro pessoal, do Jd.Leonor, obviamente. Não se esqueçam que para “encobrir uma FARÇA CHAMADA TELÊ SANTANA”, inventaram o tal “esquema Parmalat” nos anos 90.
Engraçado que é sempre de lá que sai este tipo de conversa. Justamente do lugar mais podre do futebol mundial. Situado lá no Jd.Leonor, dentro daquele elefante branco em ruínas que outrora foste erguido com dinheiro sujo, fruto de roubo dos cofres públicos, em uma época em que nada podia se falar.
Não vou nem entrar no mérito das demais (tantas e tantas) artimanhas e falcatruas imundas, praticadas por esses BANDIDOS ORDINÁRIOS que vestem 3 cores.
E ainda se acham e se intitulam os exemplos de perfeição do esporte? Hahaha…façam-me o favor hein. Se eu já não soubesse a “estória” MEDÍOCRE E NEFASTA” desses bambis cretinos eu talvez ficasse em dúvida de alguma coisa, mas como “compra quem não conhece” e eu conheço mto bem, então…
O que eu mais desejo pra esses FDP do Jd.Leonor é que afundem cada vez mais, e qdo estiverem lá no fundo mesmo, farei questão de ajudar a pisar deliciosamente em cima desses pulhas pra que possam continuar a afundar mais e mais…
E daí?
A globo condenou o presidente do senado e seus pares o absolveram mais de uma vez.
Quem dá o verdicto é o TJD!
*Esmeraldino:
1. Nelson Rodrigues é o maior tramaturgo brasileiro. Assim como na obra do maior escritor brasileiro, Jorge Amado, a sua também está repleta de erotismo, o que não desqualifica a genialidade de seus textos;
2. O catecismo do Zéfiro também é um clássico da nossa cultura. Muito mais educativo do que essa putaria que tomou conta das novelas da globo;
3. Não tem nenhum V no meu nome…
PC
Raul,
como você repetiu o mesmo comentário do outro tópico, também transcrevo minha resposta:
“fui quem disse que estamos queimando vela com defunto pequeno (este foi o termo utilizado). Não retiro o que disse e acho que o Luxemburgo não precisa tocar no assunto durante a entrevista. Afinal de contas, quem é que está jogando melhor???? Precisamos mudar o foco????? Só se alguém achar que o anão de jardim é capaz de desiquilibrar alguma partida em favor delas…
Respeito todas as opiniões, porém acho uma perda de tempo querer suspender ou multar quem não entra em campo, não escala e não fica à beira do gramado dando instrução. Se o Toninho Cecílio fosse suspenso por algum motivo qualquer, o que mudaria no dia-a-dia do Palmeiras??????”
PC
Pô, PC, como e daí? Você acha que esse up e down da rodada tem mínima base factual, mesmo em se tratando de uma análise interpretativa?
A Globo condenou e a pressão não funcionou, pois o espírito de corpo ali foi maior. Mas há casos em que essa pressão exercida pela mídia influencia sim nos julgamentos, certo?
Rafael,
Nem sempre… Vide o HC concedido ao maior contrabandista do Brasil no último final de semana.
Usando um termo trazido à mídia pelo Ministro Levandowski, nenhum Juiz gosta de julgar com “a faca no pescoço”.
Acredito que os auditores até tenham opiniões pré-concebidas mas não creio que se deixem influenciar por pressão da mídia.
PC
PC, meu caro, se você acha que “nem sempre” você concorda que “às vezes”, estou certo? Então é o que acho também.
No caso, esse nem é um tribunal normal, mas é um tribunal povoado de gente interessada, algo como uma corte de acionistas da Monsanto decidindo sobre a liberação de transgênicos. Eles nem precisam ter o juízo pressionado, basta criar uma atmosfera em que uma condenação forte seja legítima perante a opinião pública.
Mas, me atendo a este post, em que o caso aqui é mais a mídia: esse footbrazil faz uma descrição jornalisticamente ruim do jogo, publicando uma avaliação do jogo que não acho que caiba.
Rafael,
ah sim, o conteúdo jornalístico é da pior qualidade. Ainda se se tratasse de um editorial, vá lá…
Mas não se esqueça que o Palmeiras anda muito fortalecido nos bastidores…
PC
PC, pq você acha que está fortalecido?
Porque nosso principal parceiro é influente. Não podemos negar…
* já saiu o veredicto - 3 jogos…
PC
PC
Conheci Nelson Rodrigues p-e-s-s-o-a-l-m-e-n-te.
Eu o comparo a Telê Santana, a quem, também, conheci pessoalmente e com quem discuti futebol de forma conflitante, muitas vezes, pelo rádio.
A exemplo de Telê, Nelson não foi, não é, e jamais será aquilo que gostariam que ele fosse.
Se o exemplo de Telê não servir eu faço a comparação com outro sub-produto da imprensa carioca, João Saldanha, a quem também, conheci, mas com quem eu tinha uma boa convivência e camaradagem.
Saldanha, fanfarrão e mitômano, nunca foi nada do que dizem dele. Teve alguns méritos na convocação da Seleção de 70, mas não convocou o melhor jogador brasileiro da época, Ademir da Guia.
Quando o questionei sobre isso, ele respondeu-me que Ademir era, apenas, “mais um entre tantos bons jogadores do futebol brasileiro”.
Essa resposta, por sí só, mostra a falta de visão do mito Saldanha.
Não foi ele mesmo quem afirmou, categoricamente, na Rádio Globo do Rio ,que Pelé estava cego ?
Ninguém me contou, eu ouvi, estarrecido, a infeliz frase.
Imaginem se Pelé não estivesse cego, o que teria feito naquela Copa.
Pois não foi esse mesmo cara quem inventou que “DEMITIU-SE” da Seleção Brasileira “porque o presidente Médici exigiu a convocação de Dario ?”
Foi apenas a desculpa de um megalomaníaco que, como todo o fanfarrão, adorava a auto-promoção .
Pela forma convincente com que contou bravatas, ganhou o apoio incondicional da imprensa. Para isso pesou o fato de Saldanha ser um comunista assumido e o ódio represado pela imprensa contra a ditadura.
Saldanha não confessou jamais a verdade de que FOI DEMITIDO e saiu em razão de péssimos resultados na fase de preparação, aliados à desorganização total da Seleção que tinha virado uma zona com muita permissividade e pouco trabalho.
Ninguém fala que se João Havelange não houvesse aberto os olhos a tempo, não teríamos ganhado nada.
Ninguém diz que se a Escola de Educação Física do Exército não houvesse tomado a frente dos preparativos, não teríamos chegado a lugar algum.
Só que o espertalhão, do mesmo modo que fazia Telê Santana, mudou o foco da discussão e não admitiu que fracassou no comando da seleção.
Criou o factóide do Dario e fez discurso comunista. Agora aquele frase que ele alega ter dito a Medici (nem ele nem ninguém teria a petulância de dizer, a não ser que fosse louco) faz parte do factóide.
“O senhor escala os seus ministros e eu escalo a minha seleção”.
Nem indiretamente ele disse isso. Pode até ter dito fora do mídia a amigos e puxa-sacos, mas pela imprensa essa é uma frase tida como dita, mas, jamais existiu senão na criatividade de alguns jornalistas.
Os mais novos têm de conhecer a verdade, já que a nossa história futebolística é toda ela feita de mitos e inverdades.
Desculpem-me pela tergiversação, mas Nelson, Saldanha,
Scassa, e tantos outros, viraram figuras tidas como gênios, com QI de cientista, mas jamais passaram de homens apenas inteligentes ou medianos, numa época de um brasil braçal, isto é de muitos operários, de poucas escolas e muita ignorância.
A população brasileira da época conquanto laboriosa e honesta, era, predominantemente, atrasada
Somente os filhos e netos daquelas gerações é que tiveram oportunidades de estudar e de se desenvolver intelectualmente.
Daí o endeusamento de homens de imprensa da época, alguns, reconheçamos, inteligentíssimos, mas a maioria esmagadora era de medianos transformados em “doutores”.
Coincidentemente esses indivíduos todos, conhecidíssimos em termos de Brasil, eram cariocas, já que o Rio de Janeiro era, efetivamente, a capital intelectual do Brasil.
Convém que se diga que, apesar de tudo, eram inferiores aos homens de mídia de São Paulo, sempre muito sérios,
dedicados e honestos no empreendimento dos respectivos trabalhos profissionais.
Posso dizer, sem medo de errar, que dos anos sessenta(s)
para a frente, o Rio de Janeiro ficou para trás em matéria de mídia.
A força econômica paulista dominou o rádio, a tv os jornais e as estações de São Paulo passaram a aumentar a potência, contratar os melhores até se tornarem dominantes.
O Nelson é um produto dessa época. Muito nome, haja vista que era carioca, e limitada capacidade profissional no trato às coisas do esporte.
“Catecismo” de Zéfiro ?
Não, não fique surpreso pois conheço bem o termo.
De fato, as novelas da Globo o transcendem…
Mas
Pergunte a Armando Nogueira o que ele acha de Nelson Rodrigues.
Você já leu as suas (do Nelson) enfadonhas louvaminhas tricolores ? Eu as li por quase 20 anos, dia a dia e nunca
extraí delas algo que fosse positivo ou proveitoso.
Você viu e ouviu a primeira grande mesa redonda da TV Brasileira com José Maria Scassa, Armando Nogueira, Nelson, João Saldanha e outros ?
Todos tinham muito nome, muitos argumentos e pouquíssima visão do futebol, inaugurando no Brasil a crônica pró-clubes, escancaradamente festiva e semente do mau jornalismo praticado hoje no país, à base de muito facciosmo e de pouquíssimo conteúdo.
Nelson fez escola e a crônica que aí está é um sub-produto desse mestre do do jornalismo de compadres, vazio, de falta de conteúdo e de parcialismo.
Diferente do jornalismo praticado em São Paulo, na época, por um Fiori Gigliotti, um Pedro Luís (palmeirenses) da predileção de corinthianos e sãopaulinos ou de comentaristas como Mário Morais, Bretas, Ari Silva e outros,
isentos e verdadeiros.
Ou, reconheçamos, de um Geraldo José de Almeida, sãopaulino roxo, mas um dos locutores de preferência da torcida do Palmeiras, assim como o corintiano Haroldo Fernandes e tantos e tantos outros.
Falei demais, mas acredito ter deixado claro que Nelson Rodrigues, enquanto homem de imprensa esportiva não foi ninguém, exceto para a torcida do Fluminense.
Quanto a sua condição de dramaturgo, a minha opinião é
escancaradamente oposta à sua.
Embora eu concorde que as tramas teatrais de Nelson, calcadas essencialmente em taras, em fetiches, em relações sexuais proibidas e conflituosas entre pais, filhos e irmãos, (um horror), não passam de ingênuas revistinhas infantis perto do que é mostrado hoje pela Globo, ao vivo e em cores, à toda a população brasileira entre maiores e menores de idade.
Saudações clorofiláticas!!!
Mesmo sendo testemunha do 1º Campeonato Brasileiro por pontos roubados em 2005, ainda acho que esse Paulistão será decidido dentro das quatro linhas. E creio que nem TJD e nem imprençinha vai ajudar nossos “grandes” rivais do Jd. Leonor e do Parque São Jorge a nos derrotar. Confio muito no trabalho e no plantel do “Madureira” Luxemburgo(como bem disse o Rafael no post, Caio Jr. não deixa saudades), e principalmente no melhor goleiro e no melhor camisa 10 do Brasil. Quem tem Dagoberto “trezentinho” e Abos… digo Acosta no comando do ataque tem mais é que apelar pra Flávio Prado, Chico Lang, Juca Ki-Furo e cia. pra tentar nos desestabilizar.
Como diria Osvaldo Maciel: Quebra tuuuuuuuuuudo Verdão!!!!
P.S.: E por falar em Juca Ki-Furo, o que ele acha do Jorge Wagner agredir um colega de clube, no caso o Valdívia?
Esmeraldino,
ahco que temos que pontuar as diferenças nas características da crônica esportiva do RJ e a da SP. Aqui os analistas de futebol são sérios, sisudos, procuram ser imparcais e policamente corretos. São uns chatos de galocha. Lá eles valorizam o folclore, a rivalidade, a irreverância e assumem sem medo para que time torcem.
Ou seja, são dois estilos completamente diferentes. Há quem goste de um e não goste do outro. Há quem goste dos dois e também quem não goste de nenhum.
Eu gosto do mais paulista dos cronistas cariocas - Armando Nogueira (e acho que você também gosta) e do mais carioca dos cronistas esportivos paulistas - Roberto Avallone.
* entre nós, o João Saldanha, como técnico, devia entender tanto quanto o Apolinho. Mas foi um nome que marcou na crônica esportiva. Eu gostava dele.
Invejo você por ter convivido com essas figuras.
PC
PC
Armando Nogueira talvez seja a grande excessão daquela turma que eu citei.
Há muitos reparos referentes a Armando quanto a sua conduta profissional, sobretudo quando esteve à frente do jornalismo da poderosa.
A esquerda deste país tem horror a Armando, sobre quem lançam pesadíssimas acusações de locupletação com o poder.
Eu entendo que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra.
Não entrarei na discussão política mas entre todos os que escrevem sobre esportes neste país, Armando é o número um.
A visão “armândica” do futebol é a que eu considero quase perfeita. Sem a sizudez dos paulistas ele consegue ser sério e ter credibilidade.
Sem o espírito festivo dos cariocas ele transmite alegria e bom humor.
Sem a irreverência dos nordestinos ele cultiva a irreverência de palavras que outros não se atrevem usar senão após o próprio mestre;
E o mais importante: seus textos têm uma cristalina limpidez
uma clareza meridiana e, acima de tudo, rara beleza.
Pode-se dizer que, sem medo de errar, e sem que se o classifique como um folclórico, que mestre Armando é o poeta maior do futebol na mídia brasileira.
Um mestre, um artista, um gênio das palavras e dos melhores pensamentos esportivos.
Saudações clorofiláticas!!!
Esmeraldino,
enfim concordamos em alguma coisa: Armando Nogueira é o poeta da crônica esportiva nacional.
Com relação à posição política do jornalista, posso não concordar mas reconheço imparcialidade na sua conduta. Diz Mário Sérgio Conti em “Notícias do Planalto” que o Armando largou a direção de jornalismo da Globo porque foi contrário à edição do debate Collor-Lula. Aí o Dr. Marinho passou por cima e mandou um subordinado seu fazer o serviço.
PC