A água no chopp
mai 6th, 2008 by Rafael Evangelista
Minha idéia era fazer o que sugeriu Alvaro G M: “seria espetacular se vocês pudessem fazer uma análise comparativa da cobertura da nossa vitória com um título paulista dos Bambis ou dos Gambás”. Vai sair, mas não já.
Antes, quero destacar o post do Barneschi, do Forza Palestra, intitulado “Os verdadeiros bandidos“. O assunto é a ação da sempre gentil PM, que conseguiu estragar a linda festa preparada para acontecer na Turiassu, logo após o jogo. Destaco um parágrafo de Barneschi, mas recomendo a leitura do texto inteiro.
Porra, é preciso ser algum doutor honoris causa em segurança pública para saber que não se entra dando porrada no meio de uma multidão?
Assisti o jogo em casa, pela Bandeirantes (a imagem é ruim, o Luciano do Valle erra o nome de todo mundo, mas ver na Globo me dá um azar danado). Assim que começaram a ser mostradas as imagem da PM dando borrachada na torcida da Ponte e, depois, do Palmeiras, Luciano soltou os velhos clichês de sempre: “tem sempre que alguém acabar com a festa, esse pessoal não vêm para torcer…”. Só que a imagem mostrava o contrário, torcedores tentando acalmar os policias, que partiam de cassetete em punho contra a arquibancada. Uma temeridade, risco de tragédia enorme, pois o estádio estava lotado e aquela grades instaladas para separar o torcedor “comum” do “organizado” (a mando da polícia) poderiam ter esmagado alguém.
Na saída, mais confusão. Barneschi sustenta - e ouvi essa versão de outras pessoas - que não houve nada especial, que a ação da polícia foi por vingança, já que o público a presenteou com um coro de protesto após as borrachadas na arquibancada. Até pela televisão foi possível ouvir o grito do estádio lotado.
Na imprensa, a única versão que temos do episódio é a da PM, que diz que alguns torcedores tentaram invadir o estádio. Mas será que era preciso jogar gás, atirar balas de borracha e soltar bombas em um lugar repleto de crianças e mulheres, onde se preparava uma festa após uma partida de uma torcida só?
Como se o torcedor fosse um animal, sem voz e sem direito a integridade física. Talvez isso seja herança da escravidão ou do regime militar, mas basta estar na arquibancada para ser rotulado como marginal e vagabundo - “Esse tipo de festa só serve para atrair bandido, marginal e vagabundo”, vociferou um iluminado Flávio Prado.
Choca ver a imprensa, que deveria vigiar e cobrar o Estado, ficar tão passiva a cenas flagrantes de violação da lei e de direitos humanos básicos (adendo: Giocondo, nos comentários, aponta que a rádio Bandeirantes ouviu os torcedores). Submissa frente a um promotor público que defende interesses privados (de seu clube, o do Jardim Leonor) e que sobe a temperatura ao chamar os holofotes para si e promover uma cruzada pessoal com linguagem bélica.
Surpreendentemente, a polícia não fez NENHUMA prisão. Nem dos pretensos invasores, nem de agressores. Mesmo que fossem todos bandidos, mesmo que se tratassem de marginais, não cabe à polícia o revide, a guerra declarada, mas a aplicação da lei.
Não o caso de se defender ou condenar as organizadas, nem de se sair apontando culpados a priori. Caberia à imprensa reportar as diferentes versões e desnudar a flagrante brutalidade policial e o notório abuso de poder do promotor que parecer ter uma causa maior do que o cumprimento da lei.
Mas justiça seja feita, e desculpem o infâme trocadilho, mas a Rádio Bandeirantes no pós-jogo, com o Alex Muller no meio da Túriassu, ouviu muitos torcedores e relatou exatamente o que o Barnechi disse.
O Milton Neves do estúdio lamentou a ação da PM e ainda disse para o comandante daquela tarde/noite que a nota da PM no jogo era 0, diferentemente de Campinas onde tinham ido bem.
O comandante se prontificou a colher imagens de policiais que abusaram da força e disse que haveria punição.
Tem que ir agora atrás do comandante e perguntar o que ele tem feito a respeito. E claro, já está mais do que na hora de algum jornalista ser macho e perguntar ao Sr. Paulo Castilho o porque dessa implicância com o Palmeiras. Tem que perguntar se ele saiu com sacolinha presenteada do Morumbi, que time torce, se não existe conflito de interesses, essas coisas. Sugiro até que vocês o façam.
Abraços do Campeão, finalmente Campeão!!!!
Giocondo
Valeu Giocondo. Vou colocar um link lá para o seu comentário.
Um promotor publico deve trabalhar para garantir que todas as condições para um evento deste no Palestra seja realizado. Deveria como promotor da cidade defender o estádio, para o bem da cidade. Jamais querer inutilizar este estádio que é patrimonio da cidade.
No Maracanã domingo houve até arrastão nas arquibancadas. (alguém fala em interdição?). Quantas vezes na saída do morumbi o pau come feio. Quando isso acontece no Palestra já se fala em interdição.
O mais importante disso tudo é que certamente a Diretoria está cada vez mais atenta para cuidar de todos os detalhes e ir corrigindo a cada acontecimento e chegar em uma situação de excelência nos jogos no Palestra.
Como a imprensa pega no pé do Luxemburgo. Pode ter vários defeitos e os tem. Mas, é o principal tecnico do futebol brasileiro. Hoje no bate bola da espn foram 20 minutos apenas de críticas ao Luxemburgo, a sua preleção e ao seu terno. Impressionante………..
Abraços
Julio
Tudo o que está escrito no blog do Barneschi , está perfeitamente explicado! Exatamente como aconteceu!
Eu saí do estádio 10 ou no máximo 15 minutos após o término do jogo e posso garantir que NINGUÉM , absolutamente ninguém estava tentando entrar a força no estádio!
Fiquei parado na esquina da Turiassú com a Caraibas e pude ver que nada aconteceu para que a PM tivesse tomado essa atitude descabida!
Foi ‘do nada’ e com requintes de maldade. Eu ví criança que nem correndo estava , levando borrachada sob o olhar incrédulo do pai que chorava.
Lamentável episódio que cheira a inveja e vingança!
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O problema, segundo o dirigente do clube paraguaio, é que o time paulista teria negociado toda a ação com os jogadores, sem contatos com a presidência do clube ou a comissão técnica
Valeu, Rafael!
O importante de tudo isso é que a gente precisa se mobilizar, pois não se trata de uma repressão pontual. O problema todo é que o tal promotor tem extrapolado a sua função já há muito tempo, e há um interesse maior em jogo. É contra isso que precisamos nos posicionar.
Tenho conversado com outros palestrinos presentes ao jogo e os relatos giram sempre em torno da mesma versão. Portanto, esta não é uma visão minha ou de alguns poucos palmeirenses. É geral, e eu acredito que a diretoria do Palmeiras deve tomar uma posição firme. Não se trata de defender um grupo de torcedores organizados. Não, não é o caso, mesmo porque a Mancha nem foi a principal vítima disso tudo. Vejam vocês que crianças e famílias inteiras foram esmagadas na arquibancada por conta da ação truculenta da PM. O que era para ser uma festa se transformou em terror para muita gente bem, que queria apenas comemorar. A MV pode ter seus muitos defeitos, mas não fez neste domingo nada que pudesse representar ameaça ao público. O que a PM fez é inadmissível.
No limite de tudo, o que está em jogo é a imagem do estádio Palestra Itália, sempre atacado por gente com interesses leonores, e da nossa torcida.
Sabe, não é fácil passar por tudo isso e ainda ter de ver Datenas e outras mentes menos esclarecidas falando em “palmeirenses vândalos”, “falta de segurança do Palestra Itália” e coisa do tipo…
Precisamos nos mobilizar.
Obrigado pelo espaço.
Abraços
Olha, eu vou dizer o que aconteceu comigo. Cheguei ao palestra as 11 da manha, almocei ali perto, e fui até a ponto verde. Meu ingresso estava na portaria do clube, portanto, as 13:30 horas, voltei pro estadio, pra pegar meu ingresso. Me deparei com uma barreira de policiais na turiassu, em frente o papa genovese. Tranquilamente me dirigi até a barreira, e me preparava pra passar, assim como tinham feito o fabian, o palocci e o flavio, quando o policial me pediu o ingresso. Respondi que estava sem o ingresso, e que ia pega-lo na portaria do clube. Então ele me pediu a carteira de socio, sócio esse que nao sou mais desde 1992, qdo percebi que o mumu ia assumir o pdoer, e sai como forma de protesto, o que me custou o nome na lista negra, mas isso é outra historia.
Respondi que nao tinha carteirinha, pois nao sou mais sócio. Entao o policial disse que eu nao ia passar.
Argumentei com ele, que eu nao tinha como nao mostrar o ingresso, se eu nao fosse até a portaria do clube. Ele me disse que eu nao ia passar!
Falei então, na maior boa vontade, até porque nao gosto de discutir com ninguem, que se ele quisesse poderia me acompanhar até a portaria, e eu ali mostraria o ingresso. Um policial ao lado, disse pra que ele me deixasse passar, pq tava na cara que eu era torcedor comum. O cara disse que nao.
Ok, …dei a volta e desci a rua que fica em frente ao palestra. O policial me perguntou onde estava o ingresso, eu, ja esperto, com o blusao por cima da camisa do palmeiras, falei que morava ali. Ele me deixou passar.Ou seja, menti e me dei bem.
Agora eu pergunto: Se eles , policia, estao de birra com alguma torcida organizada, que é o que andam dizendo, pq eles querem descontar em todos os outros?
tava na cara que ia dar merda , pq todos perceberam que a ação da policia estava diferente!
todos muito nervosos e violentos.
Colocaram muita pilha nessa historia, com a imprenssinha falando muito, e promotor querendo se promover.
e deu no que deu!
a sorte é que a maioria na saida, ficou dentro do estadio, assistindo a festa! pq senao, a desgraça seria maior.
um absurdo, principalmente numa festa de uma torcida só.
e onde eles invadiram descendo o sarrafo em todos na bancada, ninguem viu nada de mais.
portanto, isso simplesmente me parece mais uma tentativa, assim como a do tal gaz, de tirar jogos decisivos do palestra!
pq o que vimos la nao teve explicaçao!
Pelos relatos, comentários e notícias fica evidente que as autoridades e a imprensa conhecem a realidade dos fatos.
Então, por que tem esse comportamento? Poderiam responder?
Outro detalhe, esse assunto do gás precisa ser esclarecido, sem nenhum tipo de camuflagem. O Palmeiras e os palmeirenses devem exigir que a história seja muito bem explicada.
A imprensa não pode fingir que é desinformada, abafando o caso.
A ação da PM foi ridícula domingo, estava sem ingresso, mas após o jogo fui até o Palestra comemorar.
A festa estava preparada, faixas, bandeiras, carro de som, ia ser uma festa maravilhosa, mas ao chegar próximo ao estádio (com pé quebrado e de muletas) fui recebido com uma multidão correndo desesperada e os policiais dando borrachada e atacando bomba. E eu não estava nem na Turiassu, a polícia foi subindo as ruas atrás da torcida.
Pra que isso? Só havia palmeirenses lá! Quem deu a ordem de descer a lenha e quebrar tudo?
Fico indignado em ver a mídia e a PM querer culpar a Mancha, e ainda vem o promotorzinho CASTILHO falar em extinção da Mancha e interditar o Palestra (ver na matéria no Lance!).
E não é a 1º vez que o promotor é contra essas duas entidades, queria a extinção da MV quando ela foi ver o sorteio dos árbitros na 2º semi do paulista (sendo que o evento era aberto ao público) e fez de tudo para que a 2º partida contra os Bambis não fosse no Palestra.
Está mais do que na hora da mídia palestrina se unir, inclusive com as organizadas, para relatar os abusos de domingo, onde os únicos prejudicados foram os palmeirenses (sejam de organizadas ou não).
Precisamos entender qual o motivo do CASTILHO nessa perseguirão. Eu aposto que o veremos em breve nas próximas eleições tentando ser eleito para algum cargo (vide Fernando Capez).
Vergonhoso, tem gente que se acomoda em cargo publico, faz qualquer merda e acha que prestou com serviço a sociedade.
Prezados,
chamo a atenção para a manchete do caderno (sic) de esportes da Folha de S. Paulo de hoje, 6 de maio de 2008, dois dias depois da conquista do Paulistão 2008 pela SEP, uma verdadeira jóia: “Parceira do Palmeiras compra rival nas finais”. O chapéu do título é “Fora de hora”.
A notícia é sobre a aquisição dos direitos federativos do meia Elias pela Traffic para repassá-los ao… Corinthians.
Isso é que é uma manchete fora de hora.
Abraços
Carlos Motta
Desculpem mudar o foco, mas alguém viu qualquer crítica na imprensinha acerca da atitude da diretoria bambi, que fez beicinho e não mandou representantes a festa de encerramento do campeonato?
Eta pessoal sem berço, sem senso de esportividade. É muito feio não saber perder.
Parece que estão de beicinho porque não jogaram as duas partidas semi-finais em seu estádio, vejam o cúmulo do absurdo.
Saber perder é mais importante do que saber ganhar, porque a segunda é muito fácil. Ficamos doze anos sem ganhar o paulista, fomos em diversas ocasiões prejudicados por arbitragens no mínimo suspeitas, e nossa diretoria, mesmo na época das trevas, jamis teve atitude tão pequena.
Os bambis estão a passos largos para formar a maior torcida (contra) do Brasil.
Assisti no canal ESPN falando alguma coisa a respeito do beicinho dos SPFalcatruaClube. Pouco tempo dedicado a esse fato. Mas não deixaram de dar uma bordoadinha no Luxa, no tocante a preleção qdo colocou camisas com dizeres de campeão paulista juntamente com a faixa. Na opinião do comentarista, tal fato se deu em função de ser a Ponte Preta, colocando em duvida que se fosse outro adversario, não teria ocorrido. Estou ficando cansado de assistir programas esportivos. Imaginem Srs. se fosse a diretoria do Palmeiras a faltar em um evento desse nivel…
Meu depoimento tá lá no blog do Barneschi tb.
Fiquei sitiado 50 minutos na L’osteria, assisti de camarote o deprimente espetáculo.
Quando pude sair, entrei no Clube e conversei com o Alex Muller. Relatei o que eu havia presenciado, e ele ficou indignado. Dez minutos depois, eu já estava no carro e ele, no ar, defendeu a torcida e criticou a PM e o promotorzinho. E o Milton Neves o acompanhou.
A RB realmente foi bem.
é evidente que a questão do gás e do beicinho do jd. leonor serão abafadas pela imprensinha.
mas, como bem disse o Sangue Verde (11), o povo do jd. leonor não sabe e nunca saberá perder. e quem não sabe perder não merece ganhar.
não vamos esmorecer com o título. a guerra com essa caterva é eterna e não podemos relaxar!
Frequento estádios desde antes de ter idade suficiente para isso, e aprendi a não participar das confusões. Sou dos que acha que só briga/apanha quem quer.
Não quero exclusivamente defender a polícia, pois também acho que ela possui muitas deficiências.
Mas antes de discutir a polícia, por que não discutimos a parte da torcida que não segue as leis, que não respeita as regras, que vai ao estádio para brigar? Pois isso vem antes!!! Se não houvesse isso tudo, não precisaríamos de polícia no estádio.
A Mancha (que, lembre-se, foi “proibida” de ir aos estádios até o final do Paulista), levou sinalizadores (muitos!) que são proibidos. E foi por esse motivo que a PM invadiu a área onde a Mancha estava. Para apreender os sinalizadores e prender aqueles que os seguravam. Vcs acham isso errado? Não culpem a polícia! Tentem mudar as regras então…
Eu sei de gente que teve camisa marca-texto nova oficial queimada por um sinalizador. Preju de 160 reais. O cara que tava com o sinalizador vai pagar por isso? Não vai…
A Mancha pode ser a torcida mais fiel, que vai aos estádios, que puxa os gritos, que leva bandeirão, faixas coloridas, bexigas, mas é também aquela que grita o nome “Mancha” mais vezes e mais alto do que o nome “Palmeiras”, é também aquela que briga com a TUP (e culpe-se a TUP também, obviamente), é também aquela xinga policiais, é também aquela que coloca crianças e velhos na fila para obter uma maior quantidade de ingressos, e assim por diante.
Critiquemos a polícia sim. Mas ela só existe para (tentar) resolver problema causados, principalmente, pela parte torcida - organizada ou não - que não tem um mínimo de senso de civilidade.
Alguém viu quebra-pau na área VISA? Eu não vi. Mas teve um cara lá que foi preso pois estava com sinalizador.
E ainda reclamam da elitização do Palestra… Por mim, teríamos VISA no estádio inteiro. Menos confusão, mais renda pro clube e conforto pro torcedor civilizado.
O Título desse post é perfeito:
“A água no chopp”.
Assisti ao jogo num boteco na kaiowás, próximo à Papa Genovese. Festa bonita, Palmeiras campeão. Junto com meu irmão e meu primo, ficamos mais uns 25 minutos no bar, pra acertar a conta e acompanhar um pouco da comemoração dos jogadores pela TV. Tudo pago, saímos e nos dirigimos automaticamente à Turiassu, pra cantar e vibrar junto com o povão nessa abençoada e maravilhosa rua paulistana! A uns 150 metros do Alvi-verde, nosso provável destino, nos encontramos no meio de um corre-corre não muito grande, mas ficamos tranqüilos, pensando que poderia ser apenas um pequeno tumulto, até natural em multidões. Passada a correria, continuamos meio que sem convicção na mesma direção, mas não foi preciso 40 segundos pra percebermos o tamanho de nosso equívoco; o segundo corre-corre veio com força, a massa se abriu diante de nossos olhos e só então pudemos ver o motivo de tal reação: policiais em formação de guerra, disparando tiros de balas de borracha pra onde estavam virados seus narizes, assim como lançando bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e outros quetais. Que cena surreal, nunca presenciei atitude tão desbaratada da PM, aquilo era um exército de alucinados que mais parecia estar sendo comandado por uma criança bêbada em algum simulador de guerra civil, já com todas as armas destravadas. Com sorte, não fomos atingidos, voltamos à Kaiowás putos da vida, subimos 2 quarteirões com a intenção de nos afastar do conflito e seguir para o Elias, na paralela Caraíbas. Chegamos ao bar pelo lado mais tranqüilo, mesmo assim o exército de Bush já estava chegando perto; mas nem foi preciso atravessarem a Venâncio para incomodar, bastou aquele maldito gás lacrimejante atirado bairro adentro. Palhaçada! Tudo muito DESPROPORCIONAL! Porém, até então, não sabia dos motivos do confronto, foi quando conversei, já na frente do Bar do Elias, com um cara que veio de Rondônia pra curtir nosso título. Fiquei surpreso com a tranqüilidade aparente do mesmo, já que, no tumulto, ele teve o infortúnio de se perder de seu pai, de 71 anos, e do irmão. Me prontifiquei a ajudá-lo, mas tudo o que poderíamos fazer no momento era tentar telefonar, esforço em vão já que o celular de seu pai não estava funcionando. Assim como o relato de todos que presenciaram de frente o início dessa desastrada e irresponsável atitude da PM, ele me contou que o ambiente antes do estopim era de PAZ ABSOLUTA, simplesmente não entendia o porque de tal disparate. Foi aí que as peças começaram a se encaixar na minha cabeça, e passei a entender que realmente tudo aquilo tinha tudo - mas TUDO MESMO - para ser mais uma armação contra o Palestra Itália. Ainda mais, tendo em vista todos os precedentes da partida, os interesses em jogo, o envolvimento desse promotor irresponsável, etc. Claro que tudo vai de suspeita, já que as provas ou não, pertencem ao lado mais forte da corda. Mas realmente parece que presenciamos, mais uma vez - que coincidência! -, um CENÁRIO FORJADO EM DETRIMENTO DO PALESTRA ITÁLIA. Prefiro nem mencionar o favorecido!
Abs
Felipe, a questão não é defender Mancha, sinalizador ou TUP. É defender que a polícia atue como tem que atuar, dentro da lei. Levou sinalizador escondido? Que prenda o cara e fiche. Não tem borrachada na lei. Como está dito, ninguém foi preso!
E rejeito veementemente essa igualdade que você estabelece entre VISA = civilização. é porque o cara gasta 100 paus pra ir na área VIP que ele é civilizado? Eu fui no jogo contra o Sport e fiquei no Visa. No intervalo, tinha uns idiotas com gritos racistas pra cima da torcida do Sport do mesmo jeito. E não tinha cara com sinalizador no Visa também no domingo, como você conta? A polícia deu borrachada? Não, fez o certo, prendeu.
Tem várias pessoas, inocentes, aqui dando seu depoimento do que sofreram domingo. Nenhuma ação da polícia justifica o que elas sofreram.
Abuso da polícia é tão errado contra bandido como contra inocentes.
Desculpem-me por repetir meu post - escrevi isso por engano no post abaixo:
A diretoria do Palmeiras que abra o olho…
Existe uma ação concertada por parte de pessoas que não têm escrúpulos ou limites para nos prejudicar de várias formas (e particularmente para prevenir a realização de jogos importantes no nosso Palestra Itália).
Essa ação está acontecendo de forma tão abrangente e descarada que simplesmente não é plausível que seja motivada exclusivamente por paixões clubísticas.
O que quero dizer é que não acredito que fulano ou beltrano esteja fazendo tudo isso apenas por simpatizar mais com outro clube.
Nesse mundo, o dinheiro (e poder) falam mais alto e apenas motivações econômicas (e políticas) podem explicar tal atitude.
Não é preciso ser um Sherlock Holmes para descobrir quem seriam os beneficiados se o Palestra fosse interditado. Isso, por si só, não é prova de culpa, mas afunila bastante o universo de interessados… Um camarote aqui, um patrocínio ali…
Quanto aos nossos velhos inimigos, não se trata apenas de um aluguelzinho de um joguinho aqui e outro ali. Não se trata apenas de terem o privilégio de “mando invertido” quando jogarem contra nós. Uma Copa do Mundo requer investimentos privados multi-milionários que cairiam como uma luva em qualquer estádio que pretenda ser reformado. E tem gente desesperada por medo de não conseguir tais investimentos e pior ainda, que esses investimentos sejam canalizados para outros estádios… Especialmente quando tudo indica que “os italianinhos” estão trabalhando nessa direção, e fazendo progresso…
Não podemos nos intimidar por esse tipo de ação e temos que mostrar nossa força e astúcia. Essa campanha vai continuar por muito tempo e temos que ser bravos. Esta não é a hora de ser “gentleman” e deixar barato.
Entre outras ações, nossa diretoria tem que colocar os pingos nos “is”. Um jornaleco faz matéria mal-intencionada denegrindo o Palestra? Pois bem, nossa diretoria deveria preparar uma resposta formal rebatendo ponto por ponto. E nessa hora, não basta retórica vazia. Temos que provar por A+B que os argumentos são falaciosos e mal intencionados. Tem caçamba de entulho perto do estádio? Pois bem, não é o ideal, mas também tem perto do estádio de A, B e C, tão aclamados por tantos (e vejam as fotos). E assim, deveria ser, ponto por ponto, matéria por matéria, idiotice dita por idiotice dita.
Diretoria, vocês estão lidando com gente capaz de muita sujeira. Diretoria, abra o olho. Cuidado com essa gente…
P.s. Na minha modesta opinião, também deveríamos evitar ao máximo dar motivos. Acho que as uniformizadas deveriam se mudar. Sei que essa é uma opinião polêmica, mas acho que isso demonstraria grandeza e não fraqueza. Isso seria para o bem do Palmeiras, que é a razão delas existirem.
Ok, Rafael, concordo com seu ponto de vista. Mas acho que antes devíamos discutir o comportamento da torcida. Pois se ela se comportasse bem, teríamos 20 policiais, e não 2000 para “cuidar” do jogo.
Ah, e VISA = civilização não é uma igualdade estabelecida, mas apenas uma generalização, válida, no meu ponto de vista. Questão de maiorias, proporções, minorias, etc.
Aproveitando: parabéns pelo blog! Comecei a ler no início desse ano e não parei mais.
Muitos comentários estão sendo publicados aqui no OV. A leitura deles deve ser obrigatória por parte da diretoria. Destaco o comentário nº 18, do Álvaro.
O assunto é de fundamental importância e deveria ser tratado de forma aberta, pela direção do Palmeiras.
Não precisamos fazer acusações, mas podemos alertar sobre os interesses em denegrir o Palestra Itália, sob o claro objetivo de inviabilizá-lo como Arena de eventos e possível local para a Copa do Mundo.
O público em geral precisa ouvir e ler que muita gente não quer que a Arena Palestra Itália seja erguida ou utilizada.
Vamos abrir o jogo e não apenas na “mídia palestrina”. A proposta (ou alerta) deve ser avaliado pela direção do nosso clube.
Por mim, esse tema deveria ser prioridade zero em todas as discussões, a partir de agora.
Nas imagens de tv mostraram o confronto PM x Pontepretanos. Teve um torcedor que foi acuado por três soldados, ficando totalmente sem reação, e policiais descendo a lenha nele, sem dó.
Ai no segundo tempo eles avançam no meio da multidão batendo em qualquer um que estivesse no caminho e dessa forma abrem um clarão. Para esse clarão acontecer num estádio que estava lotado, certamente muitas pessoas ficaram esmagadas. Poderia ter acontecido uma tragédia igual aquela de São Januário.
E se alguns torcedores tentaram invadir o clube, é só não deixar entrar. A polícia alegar isso como justificativa para o cenário de guerra da Turiassu é rídiculo. Naquelas festas de fim de ano da Av. Paulista, se um pequeno grupo estiver causando confusões, eles também vão dispersar a multidão e acabar com a festa?
Eu estava lá, por sorte estava perto de uma esquina, e consegui subir a tempo de não ser acertado pelos tiros de bala de borracha, ou ter minha audição danificada por aquelas bombas estrondosas. Na tv mostrou uma dessas belezinhas que caiu a apenas alguns centimetros de um grupo de pessoas. Depois foi bomba atrás de bomba, pelo menos umas dez, deixando claro que não era para ficar ninguém na Turiassu, não era para ter festa. Então, depois de uns 20min consegui dar a volta até a Av. Pompéia para acessar a Francisco Matarazzo e ai sim, ir tranquilo em direção ao ao metrô.
Felipe Giocondo (1),
A RB tem me dado algumas esperenças. Dos principais veículos da mídia esportiva, é onde menos encontro aquele tom de arrogância e ironia nos comentários e reportagens, típicos de quem se acha o dono da verdade.
Primeiro ponto: A polícia e os responsáveis do evento já estavam errados ao, num jogo de uma torcida só, não deixar entrar com sinalizadores, bandeirinhas e seja lá o que for, ESTÁDIO NÃO É TEATRO, tem mais é que ter festa e cabou, sempre foi assim e deveria continuar sendo. No Rio de Janeiro, por exemplo, prezam muito por isso, basta ver as arquibancadas. E não há tanta confusão, ou muito menos do que aqui. E uma torcida tão bonita e numerosa quanto a do Palmeiras não pode ser impedida de festejar. Sou a favor das organizadas, elas que cantam no estádio e “levam junto” o torcedor comum, cantando também. Em clássicos sim, poderiam dar uma maneirada.
Segundo: Atuação policial displicente, violenta e sem objetivo, estavam de birra com as organizadas e eles mesmos que fizeram a confusão. Muita gente inocente se fudeu. Se deixassem a torcida festejar em paz na Turiassu e dentro do estádio, não aconteceria nada disso. Mas não, foram tomar os sinalizadores, eles BURROS, que já que estavam proibidos, deixaram que os artefatos adentrassem no estádio. Ai foi o estopim, as organizadas partiram pra confusão também. E ninguém tentou invadir vestiário nenhum, isso é pura desculpa pela incompetencia e infantilidade dessa polícia imbecil.
Resumindo, pura AUSÊNCIA de bom senso por parte da PM. Policiais despreparados, só de olhar na cara de algum você já percebe, estavam nervosos e apenas agiam com violência. Esquema em torno do estádio PÉSSIMO, completamente ineficiente. Só lamento, tudo poderia (e deveria) ter acontecido sem toda essa violência, e a festa teria sido muito mais bonita, dentro e fora do estádio.
Vejam a matéria sobre o amistoso dos másteres do Palmeiras, disputado no último sábado.
http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=3&IdNoticia=107503
Alvaro (18),
Você foi perfeito na análise. Como o Barneschi disse, isso que aconteceu domingo é uma coisa que vai além das confusões de torcida nos estádios. Dessa vez é bem mais sério, com outros interesses.
_______
Seria interessante se conseguissemos a gravação da cobertura da Rádio Bandeirantes sobre a confusão. Vou procurar, se achar eu linko aqui.
Falar disso é foda..
É uma “faca de dois legumes”..
Pois se enfatizamos a truculência da PM dizem que somos fanáticos palestrinos que não vemos a ação como um todo.
Se enfatizamos os torcedores (como faz a mídia) somos manipuladores que só sabem falar mal da torcida e das organizadas.
ambas as afirmações acimas são corretas. Pois, como sabemos, a mídia Palestrina sabe analisar essas ocasiões de maneira, mesmo que parcial, que não foge da razão e que apresenta todos os argumentos.
É bom ver discussões e temas bem trabalhados por aqui, e não ir em certos blog(inho)s e só ler
“Organizadas são animais” “Só vão para brigar” “blá blá blá eu quero polêmica”
Parabéns à mídia palestrina pela discussão sã.
Nenhum dos lados está totalmente certo, nem totalmente errado. Vamos trabalhar em cima disso.
Abraços
http://www.blogdoro.net
errata:
nos 2 termos “se enfatizarmos” leia-se “se enfatizarmos SOMENTE”
Ué Raul, como q vc pego o ingresso na hora?? tem como comprar antes e só pegar na hora???
Abs
Fui no setor Visa e fiz questão de sentar no meu lugar, por pior que fosse.
Quase não dava para ter acesso às cadeiras numeradas devido aos imbecis sentados nas escadas. Outro imbecil, após usar o sinalizador, jogou a tocha quente na cabeça de um coitado que estava embaixo. Outro imbecil deu um banho de refrigerante também no pessoal de baixo.
Como se percebe, imbecis têm em todo lugar, não é prerrogativa de setores mais caros.
Para mim, o Palestra é como se fosse minha casa. Faço questão de conservar o patrimônio e respeitar quem está na minha casa.
Mas sempre haverá um imbecil…
Concordo com o Felipe, há truculência da PM, mas a ação nefasta da organizada não pode passar em brancas nuvens.
No confronto gerado pelos sinalizadores, num dado momento, um sujeito dá com o pé nas costas de um PM e sai correndo. Era aquele um torcedor comum?
Sobre o confronto ocorrido depois do jogo, nada posso dizer, pois fui um dos sem-ingresso e não estava lá, mas não duvido dos relatos que li aqui, que culpam a polícia.
Eu gostaria de experimentar ver um jogo somente com torcedores desorganizados.
Será que seria assim tão ruim e desanimado?
Espero que esse dia chegue.
Rafael, Newton e Felipe,
Vou fazer algumas considerações sobre o VISA. Infelizmente não consegui ir na final. Mas eu acho que o Felipe tem uma certa razão em igualar VISA=civilidade. Não porque o ingresso é mais caro. Mas porque você tem facilidade para comprar via internet, tem tranquilidade para entrar, banheiros limpos, enfim, é minimamente bem tratado (claro, é difícil se locomover naquelas cadeiras, claro vai ter sempre um imbecíl com gritos racistas ou jogando refrigerante, mas isso é um mal de multidão). Portanto, bem tratado=civilidade.
Eu reparei que no VISA muitos são (eram) torcedores de arquibancada. Que estão lá não pelo conforto das cadeiras, ou para se separar da massa pobre mas por ter um mínimo de condições (no meu caso, facilidade de comprar ingressos). E tem muito estudante e aposentado, já que é garantido o direito a meia entrada, ao contrário da arquibancada, aonde esses ingressos acabam.
Portanto, devemos lutar por boas condições em todo o estádio.
Desviei um pouco do assunto, mas acho que tem a ver. A polícia é realmente despreparada. As cenas foram revoltantes. Os caras proibem até bexigas e apitos de plástico no estádio depois não conseguem controlar os sinalizadores. Agora, em reações como as do Felipe, a Mancha (e as organizadas em geral) colhem o que plantam: furam fila na hora de comprar ingresso, se comportam como mais importantes do que os demais, interferem na vida do time de maneira arbitrária (como o ridículo episódio de um membro da mancha batendo no técnico das categorias de base). Depois se espantam com a falta de solidariedade alheia.
Eu li o post do Barneschi e achei muito bom. Também acho que ele tem uma certa razão ao defender ingressos reservados para as organizadas. Agora, eu quero o outro lado. Eu quero que eles não furem fila. Eu quero que eles não se comportem de maneira intimidatória para cima de mim. Eu quero poder parar de falar eles e falar nós.
Pedro.
Pedro, concordo muito com você. Em especial com o reparo que você faz à equação Visa=civilidade. De fato, é o cerne do que penso, embora eu tenha discordado do Felipe quando ele fala em torcedor civilizado. Não é que o torcedor que pode pagar é civilizado, é que o torcedor bem tratado comporta-se civilizadamente.
Eu já fui vítima dos fura-filas também, e ninguém se atreve a protestar porque sente que não teria o apoio da polícia se precisasse. Ela é conivente com isso, assim como é conivente com flanelinhas e cambistas.
Não defendo as organizadas (embora defenda o direito de as pessoas se organizarem) e acho que a apologia da violência que muitas fazem é infantil. O lance é que, neste caso que discutimos, a culpa delas parece ser acessória, marginal. Não justifica a ação brutal da PM, que foi sendo condenada por muito poucos.
Concordo plenamente Rafael.
A reação da polícia foi horrível. O bom senso diz, comemos bola, deixa os sinalizadores. No jogo contra o São Paulo não teve sinalizadores? Porque entrar no desafio dos torcedores? Questão de honra é para os torcedores, a polícia tem estar acima disso, não pode entrar no jogo infantil.
É até compreensível da parte do policial mal preparado o uso da força excessiva, lidar com a multidão dá medo, é foda. Agora, o comando ser infantil e estúpido a ponto de começar uma confusão por causa de sinalizadores é demais. Um mínimo de bom senso. E o problema da festa no final também parece ser inadimissivel.
A polícia tratou o caso como uma questão de honra, de não ceder, de não perder. Se comportou como as torcidas organizadas, de forma infantil.
Pedro.
NAO CONSIGO POSTAR
on 06 Mai 2008 at 9:22 pm28Rodollfo SppyX
Ué Raul, como q vc pego o ingresso na hora?? tem como comprar antes e só pegar na hora???
Abs
MEU INGRESSO FOI COMPRADO POR UM AMIGO, QUE É SÓCIO DO CLUBE, E EU FIQUEI DE ENCONTRAR COM ELE NA PORTARIA DO CLUBE, ONDE É MAIS FACIL DE SE ENCONTRAR EM DIAS DE GRANDE MOVIMENTO.
ABS
Raul, estava parando no filtro de spam. Liberei agora e apaguei os repetidos. Abraço!
A FOLHA PUBLICOU QUE O SPFW DEU 50.000 DÓLARES PARA QUE O LUQUEÑO GANHASSE DO AUDAX FAVORECENDO OS LEONORES.
O PRÓPRIO PRESIDENTE DO CLUBE ARGENTINO DEU UMA ENTREVISTA DENUNCIANDO COMO A COISA FOI FEITA, SEM INCLUSIVE SEU CONHECIMENTO.
A PERGUNTA QUE NÃO CALA É A SEGUINTE:
COMO ISSO VAI SER CONTABILIZADO NO SPFW?
SE NÃO FOR CORRETAMENTE, E SERÁ DIFICIL CONTABILIZAR A ESSE TIPO DE COISA CORRETAMENTE, TERIA QUE SER NUM CAIXA 2.
E ISSO É, NO MÍNIMO, UM CRIME TRIBUTÁRIO!!!
Não podemos cometer o erro de avaliar o problema sempre atribuindo a culpa a uma só parte.
Denunciar a campanha para desmoralizar a instituição Palmeiras, juntamente com a fixação de imagem negativa para a região do Palestra Itália, não significa ignorar os problemas relativos às torcidas.
Geralmente, as pessoas têm a tendência de achar um culpado e julgar que o todos os problemas serão resolvidos e esclarecidos com o descobrimento desse culpado.
As ações contra a imagem do Palmeiras e do seu estádio atendem a interesses. Esse fato já deveria estar claro a todos, especialmente ao Palmeiras que precisaria tratá-lo de forma aberta nos meios de comunicação.
Essa confusão que aconteceu após a final precisa ser esclarecida e sua real origem divulgada ao público.
Por outro lado, é preciso também que o pessoal das torcidas tenha um pouco mais de cuidado e de inteligência. Todos eles sabem que nossos adversários esperam o menor vacilo para detonar o Palmeiras. Mesmo assim, nossas torcidas acabam facilitando a tarefa desse pessoal.
Acho que não custa pedir para a direção das torcidas organizadas que tenham o mínimo de capacidade de avaliação.
Por favor, preciso entender. No ano passado o Sr Caio Junior foi chamado a Federação Paulista de Futebol, para esclarecer o fato de ser a favor da ” mala branca ” ( incentivo para um determinado time vencer uma partida ). Lembro que dois membros do STJ fazem parte do conselho fiscal do S.P.Falcatrua Clube. Como pode isso, um clube mandar U$ 50 M para o Deportivo Luquenho, onde seus conselheiros fiscais fazem parte do STJ da Federação, e num passado recente, chamaram o tecnico do Palmeiras para prestar esclarecimentos sobre sua opinião????????????
Concordo com o Felipe, minha unica ressalva é qto ao Visa, que acho o palestrino Isaac Newton tem razão.
A situação triste de tudo isso é que estamos sempre falando das maldidas organizadas, deveriamos pegar a lista de associados da MV, e controlar a entrada no palesta italia.
————————————————————————
Quanto as Bibas, já escrevemos varias vezes sobre isto, elas estão desesperadas (não estou tirando sarro), o resurgimento do palestra como grande força do futebol brasileiro trara danos irreversiveis a volatil torcida rosa, bem como em seus cofres.
Abraço.
Concordo com o Marco Verdao (38). Temos que saber separar as coisas e tanto a campanha difamatória quanto os problemas das organizadas tem que ser tratados separadamente e em paralelo. Eles não são mutuamente exclusivos.
O Lance tem feito uma reportagem sobre estádios e criou um ranking com uma pontuação esquisita em 19 deles. Hoje fez uma reportagem sobre segurança/violência, onde o primeiro estádio do Brasil nesse quesito é o Engenhão com 1,5 pts. Os itens analisados, segundo o jornal, foram: comportamento, brigas, sensação de efetivo policial, segurança nos transportes, revista, assaltos, materiais de torcidas no estádio, depredação do local.Adivinhem qual a surpresa??? O Morumbi é o 2o pior estádio com a pontuação de 0,2 pts, perdendo apenas para o Mineirão. O Palestra ficou em 16o lugar com 0,3 pts. Ou seja, para o próprio Lance, o Palestra é mais seguro que o Morumbi!!!!!!! E então, quem é que explica toda essa proteção aos clássicos no Jd. Leonor “em nome da segurança do torcedor”?
No blog Forza Palestra , do Ademir , tem um texto que explica o por que de tanto desespero dos leonores em relação a perda do uso do panetone em jogos importantes.
Vejam :
http://forza-palestra.blogspot.com/2008/04/spfw-rumo-falncia.html
Para quem não entendeu o porquê do SPFW espernear tanto para ter os jogos semifinais e finais em seu estádio dê uma olhadela no balancete do clube do Jardim Leonor [é só clicar aqui].
Atentem para o quanto da receita do clube leonordinense advém de seu estádio, seja através de aluguel, camarotes, patrocínio, etc.
Entende-se então o porquê do desespero também em mostrar que o Palestra Itália não pode receber jogos importantes. É que caso seja erguida - e parece que vai mesmo - a Arena Palestra, o time o Jardim Leonor perderá muito de sua receita e está fadado a ser o que sempre foi, coadjuvante.
Caso o Corinthians construa a sua arena também, o que parece ser mais difícil, me arrisco a dizer que - mantidas as condições atuais de pressão e temperatura - o time do Jardim Leonor deverá decretar falência.
A minha torcida é por isso. Eles não fazem a menor falta.
Postado por Ademir Castellari às 15:56:00
É isso aí!
Galera ninguém vai fazer um post sobre o MARCÃO???
POHA NINGUEM SE EMOCIONOU COM ELE??????
Gente, independentemente de ter havido abuso ou não, o problema da violência no futebol não está relacionado com a PM. Não é por falta de efetivo policial nem de preparo. Todos sabem de onde vem a violência.
Esses tristes eventos não foram provocados pela PM nem pelo torcedor comum. EU ME RECUSO a cobrar da polícia a competência específica para lidar com um tipo de problema chamado torcida organizada.
Felipe,
Peço desculpas, mas não posso me isentar diante de opiniões favoráveis à elitização do futebol. É uma visão bastante reducionista dos fatos e totalmente contrária à essência do esporte.
Se você quer um lugar só para as elites, há esportes por aí bastante afeitos a isso. Que tal o tênis? Queira você ou não, o futebol é um esporte do povo, e o povo não pode ser excluído apenas porque você, que pode pagar a fortuna do Setor Visa, entende que somos bandidos.
Não quero criar atrito, mas o que você defende é o seu interesse próprio, de quem pode pagar o Setor Visa e, ao que parece, não admite o direito de o sujeito de classe menos favorecida ir também ao estádio.
Vincular atos de violência à classe social do cidadão é um erro tremendo.
Eu sou totalmente contrário ao Setor Visa e às modernidades propostas pelos revolucionários do futebol. E veja que eu posso pagar por isso. Não estou, portanto, defendendo o meu interesse próprio, mas o do povo.
Assim como outros tantos, você fala mal da Mancha. Leio até o termo “malditas torcidas organizadas” em algum lugar aí. Teria Flavio Prado vindo até este blog?
Fato é que vejo muita gente falando mal das organizadas, mas aí eu pergunto: quem faria a festa sem elas? Quem empurraria o time? Quem conduziria a massa?
Ah, aí ninguém assume.
E não me venham dizer que o povo vai cantar e empurrar por si só, porque isso não acontece. Sem uma liderança, o povo não tem a mobilização necessária para lançar um grito de apoio e manter isso por muito tempo.
As torcidas organizadas são essenciais ao futebol e terão o seu espaço sempre, ainda que alguns não queiram assim.
Da mesma forma, o Setor Visa não pode substituir a arquibancada. O futebol é do povo.
Faço ainda algumas observações pontuais acerca de muitos dos comentários anteriores:
1. Sinalizadores proibidos?: Não existe uma regra definida para isso. Às vezes eles são liberados, às vezes não. Depende da boa vontade da PM. Ao que parece, ela não liberou neste domingo, ao menos não para a Mancha. Ok, eles entraram. O que deveria ser feito então era filmar os que usaram os sinalizadores e depois prendê-los. Até porque a maioria ali tem cadastro na FPF. O que não se pode fazer é subir na multidão e sair distribuindo porrada. Lamento que o Felipe concorde com essa ação truculenta, mas isso se deve talvez ao fato de ele não ter nenhum parente por ali. Sinto muito, mas foi isso que aconteceu. E os atingidos não foram os que usavam os sinalizadores, lá no alto, mas o povão de baixo. Gente que nada tinha a ver com a história.
2. Pode analisar com calma: a Mancha canta muito mais Palmeiras do que Mancha. E sempre foi assim. Há músicas hoje que nem citam o nome da torcida. E, ainda que venha o nome da torcida, não há no estádio quem possa incentivar o Palmeiras se não houver a presença da organizada. Ou você, Felipe, pretende iniciar um grito e conduzir a multidão? É muito fácil criticar, mas o que você deve levar em conta é que o estádio de futebol não é um teatro ou uma casa de espetáculos. É muito mais do que isso, e a presença de uma torcida organizada é essencial. Aqui, na Argentina, na Itália, onde for.
3. Quem xingou o policial foi o “torcedor comum”, seja lá o que for isso, e não a Mancha. E foi pouco diante do ocorrido.
4. Ao Nivaldo: você quer ver um jogo somente com torcedores desorganizados? Pois sugiro que algum cinema transmita os jogos para um público que quer conforto e nada mais. Você pergunta e eu respondo: sim, seria ruim e desanimado. Você quer que esse dia chegue? Não precisa esperar muito, meu caro. Há jogos de tênis aos montes para saciar a sua curiosidade.
5. Arquibancada sempre!
José (45), antes de tudo tenho que dizer que não pertenço a nenhuma organizada. Com isso claro, começo meu comentário:
Sobre o que você disse:
“Esses tristes eventos não foram provocados pela PM nem pelo torcedor comum.”
Te pergunto, aonde você estava na hora das confusões para dizer isso com tanta certeza?
___
“EU ME RECUSO a cobrar da polícia a competência específica para lidar com um tipo de problema chamado torcida organizada.”
Se não podemos cobrar da polícia competência sobre isso, que dirá sobre questões como máfias, trafico de drogas, sequestros.
É equívoco supor que a animação nos estádios dependa de torcidas organizadas. No entanto, não seria nada mau se as organizadas estivessem totalmente concentradas e ciosas desse papel de torcer e animar partidas.
Acontece que não é assim. Acontece que as coisas são diferentes. Acontece que membros de organizadas levam bombas caseiras ao estádio, depredam o patrimônio público e privado, arrumam brigas e confusões por toda a parte e obrigam a polícia a se preparar como que para verdadeiras operações de guerra.
Não apenas o futebol pode passar bem sem a presença das organizadas, como também é verdade que essas torcidas não se concentram apenas em torcer e fazer festa nos estádios.
As cenas no entorno do Palestra são vergonhosas. E está na hora da imprensa padronizar a nomenclatura a ser usada quando tiver de se referir a tais incidentes. É preciso parar com essa infâmia de chamar esses vândalos de “torcedores do Palmeiras”, “a torcida do Palmeiras”. São torcedores de organizadas. Não aceito a generalização.
Volto a repetir: EU ME RECUSO a cobrar da polícia a competência específica para lidar com um problema chamado torcidas organizadas. Está fora do alcance da polícia evitar que esses incidentes se repitam - porque eles vão se repetir, e os atores serão os mesmos de ontem e anteontem. Também não há estádio virtualmente capaz de tornar seguro um evento em que estejam presentes torcedores de organizadas.
Barneschi você é um rapaz esclarecido, inteligente, mas essa sua paixão pela Mancha te cega.
As organizadas não existiam até meados dos anos 70 e nem por isso o futebol era mais ou menos apaixonante do que hoje do que é hoje.
Elitização?! É caminho sem volta, a medida que nossa economia vai se desenvolvendo e se estabilizando a tendência é que haja mais pessoas com poder aquisitivo e obviamente isso é mais vantajoso para os clubes. Sou a favor de que se mantenha uma parte do estádio mais acessível as massas, mais o Espaço Visa é uma das maiores sacadas da história recente do futebol. Pode ter certeza que muitos outros clubes trilharão esse caminho. Se existe gente que se dispõe pagar R$ 110,00 por um ingresso por que o clube não deveria explorar esse filão?
Cara denho 34 anos e acompanho futebol há 29, torcida não ganha jogo, se ganhasse o Falmengo não passaria a draga que passou nos últimos 15 anos, ganhando só título carioca.
Quando o time é bom cria-se uma comunhão entre jogadores, torcidas, comissão técnica e dirigentes, e essa união é que leva o time, a torcida sozinha não pode empurrar cabeças de bagre comandados por treinadores incopetentes, vide perda da vaga para a Libertadores no jogo contra o Atlétic-MG no ano passado. O estádio não estava lotado?
Sou fanático, não perco jogo, acho a festa que a Mancha faz linda, mas acho que os problemas que ela traz não compensam. Tem muito jovem alienado que geralmente entra para uma organizada com intenção de fazer m…, desculpe, eu sei que tem excessões, mas são realmente excessões.
Outra coisa, essa história de que campo de futebol não é teatro, pára meu, também não é manicômio para carinha ficar pulando 90 minunots, tem gente que curte ver um jogo de futebol, sofre e vibra como vocês mas não fica tendo “ataques epiléticos”. Isso é defeito?
Abraço.
Mas Randes, o que está demonstrado aqui, pelo depoimento de várias pessoas, é que as cenas no entorno do Palestra não se deveram às organizadas. Ou foi incapacidade da PM em lidar com um incidente isolado (para considerar que houve alguma tentativa de invasão), ou pior, foi ato deliberado de vingança.
A polícia não precisa ter competência especial para lidar com organizadas, mas precisa sim saber lidar com distúrbios em multidões, minimizando os efeitos na massa e sem ferir inocentes.
VALEU RAFA…ABS
Randes:
1. Você fala em “cenas vergonhosas no entorno do Palestra”. Que cenas seriam essas?
2. Você não aceita generalização? Pois é, eu também não. E o fato de pertencer a uma torcida organizada não me torna vândalo ou marginal.
3. O seu discurso está muito parecido com o do Flavio Prado. Isso é uma constatação, e não uma crítica. E eu volto a dizer que grande parte dos problemas em estádios de futebol pode ser creditado à Polícia Militar do Estado de São Paulo, mais especificamente ao 2º BP Choque. A repressão por vezes leva a reações violentas. Não é admissível, concordo, mas é preciso levar em conta as motivações. E eu te digo que compete à PM tudo o que aconteceu no último domingo. As pessoas todas que estavam por ali têm essa noção.
4. Entenda, meu caro: o que houve depois do jogo foi uma vingança pura e simples. Mas vingança sem motivo e contra o alvo errado.
5. É inadmissível que a Mancha leve a culpa por qualquer incidente externo. Como poderíamos ter feito alguma coisa se estávamos ainda do lado de dentro?
Sangue Verde:
1. Obrigado, cara, mas eu não tenho paixão alguma pela Mancha. Tenho paixão pelo Palmeiras. Por circunstâncias da vida, sou associado da Mancha já há 12 anos e assisto aos jogos no meio da torcida. Já viajei nos ônibus da organizada inúmeras para todos os lugares imagináveis e isso não faz de mim um bandido ou um marginal. Pelo contrário. Como eu, há outros tantos nessa situação. Desta forma, não entendo que essa minha condição comprometa a análise dos fatos. Reconheço os muitos erros da Mancha, mas não admito que venham agora colocar na organizada a culpa pelo que aconteceu no domingo (ou por muitos outros incidentes). É a velha história: no caso de alguma confusão, fica muito fácil culpar a massa, que não tem face. Se for uma entidade organizada - e com má reputação -, melhor ainda. Vide o caso do gás, em que o SPFW fez o que fez e apostou que era fácil jogar a culpa para o nosso lado.
2. É ótimo que a economia se desenvolva e as pessoas tenham dinheiro para gastar com lazer. Muito bom mesmo. Se há pessoas que querem pagar R$ 100 pelo Setor Visa, que o façam. Mas que não se retire do futebol o povo. Se assim for, que transformemos logo o nosso futebol em um Campeonato Inglês, que permite que um Chelsea, clube sem alma e apenas com o dinheiro sujo de um oligarca russa, seja considerado grande de uma hora para a outra.
3. O risco de uma elitização - e eu já escrevi sobre isso no meu blog - é a perda de identidade com as massas. É isso que faz um clube grande ou pequeno. E excluir a massa pode representar esta perda de identidade. Recomendo também uma reportagem da revista Piauí de janeiro de 2008 (”O esporte que vendeu sua alma”). Se você tiver paciência, está aqui: http://forzapalestra.blogspot.com/2008/01/o-esporte-que-vendeu-sua-alma.html
4. Sou daqueles que entende que torcida ganha jogo. Torcida e camisa. É isso que separa os grandes dos pequenos.
5. Aceito a sua análise sobre a relação custo-benefício da torcida organizada. É seu direito, como de qualquer outra pessoa.
6. Eu não vou ao estádio para ver meu time jogar. Eu vou para levar meu time à vitória. Não quero esse conforto que muitos exigem. Quero dignidade e tratamento decente. Que a venda de ingressos seja organizada e que me sejam dadas as condições mínimas de dignidade. Mas não me importo em tomar chuva, ficar de pé (pelo contrário) ou coisas do tipo. E não julgo que ficar cantando os 90 minutos seja ter “ataques epiléticos”. Vide a admiração que geram os torcedores argentinos, a quem se atribui, com justiça, a qualidade de incentivarem o time durante todo o tempo. Eu sou assim, mas ninguém é obrigado a ser desse jeito.
Abraços
Rafael,
Ainda que seja veja verdade que ninguém tentou invadir o Palestra e que a polícia tenha sido a responsável pela “praça de guerra”, acho que uma discussão sobre a questão ampla das organizadas é válida e necessária. Isso de modo algum diminui as críticas feitas à polícia.
Talvez aqui não seja o melhor foro para essa discussão, uma vez que fazê-lo ao pé deste post poderia à primeira vista dar a impressão errônea de que criticar as organizadas é equivalente a absolver a polícia. São duas coisas independentes.
Por outro lado, parece-me que a mídia palestrina está se tornando não apenas um importante formador de opinião mas também um instrumento de pressão sobre aqueles que têm poder de fazer as coisas acontecerem.
Assim, sugiro que os principais blogueiros palestrinos abordem esse tópico - quem sabe nessa discussão não surjam sugestões concretas para atacar os problemas.
Fora do tema:
Tem homenagem ao Milton Leite no CV: http://coisaverde.blogspot.com/2008/05/azedou.html
Barneschi, também leio seu blog. Parabéns por ele.
Quanto à elitização do futebol, eu vejo um motivo bastante simples para ela: há demanda! Os apaixonados somos nós, que perdemos horas com essas discussões aqui. Mas, no final, tudo são negócios. Sem grana, não há craque, não há time, não há campeonatos, não há campeões.
Dizer que futebol é esporte do povão é tão preconceituoso quanto dizer que tênis é esporte da elite.
Concordo com vários pontos da sua resposta, mas peço cuidado! Eu não sou a favor da truculência da polícia. Não falei isso. Minha maior vontade aqui é querer discutir o comportamento da torcida, principalmente da parte que não quer respeitar as leis. Só.
Pra terminar, por mais que hoje eu reconheça minha “velhice” de, aos 27 anos, querer conforto nos estádios, afirmo que adoraria puxar gritos no meio da torcida. Já fiz muito disso. Quando criança, eu era da Mancha Verde Mirim, na época do falecido Cléo. Na época eu achava aquilo tudo muito legal. Quando cresci e vi que a Mancha tinha muitas coisas ruins, passei a ter essa nova opinião.
Um abraço a todos!
Alvaro G M, concordo plenamente, meu objetivo só foi separar as coisas.
Acho que a imprensinha discute muito mal o tema organizadas. Elas são passíveis de várias críticas (e eu mesmo tenho muitas), mas a maneira como o debate tem sido feito realmente não ajuda. Em geral, rola aquela generalização preconceituosa e meio fascista.
Fora do Tema (ou dentro, pois se nós detectamos água no chope, o bacana encontrou um ‘bolo indigesto’).
Acho melhor mudarmos de time, pois segundo o Malia Malla (lembram dele?) tá tudo errado:
http://espnbrasil.terra.com.br/colunistas/materia.aspx?Colunista=52
Teo, pelamordedeus….
Nâo posta mais o link para essa mala sem alça não.
O cara é um babaca sem tamanho.
Randes:
1. Você fala em “cenas vergonhosas no entorno do Palestra”. Que cenas seriam essas?
2. Você não aceita generalização? Pois é, eu também não. E o fato de pertencer a uma torcida organizada não me torna vândalo ou marginal.
3. O seu discurso está muito parecido com o do Flavio Prado. Isso é uma constatação, e não uma crítica. E eu volto a dizer que grande parte dos problemas em estádios de futebol pode ser creditado à Polícia Militar do Estado de São Paulo, mais especificamente ao 2º BP Choque. A repressão por vezes leva a reações violentas. Não é admissível, concordo, mas é preciso levar em conta as motivações. E eu te digo que compete à PM tudo o que aconteceu no último domingo. As pessoas todas que estavam por ali têm essa noção.
4. Entenda, meu caro: o que houve depois do jogo foi uma vingança pura e simples. Mas vingança sem motivo e contra o alvo errado.
5. É inadmissível que a Mancha leve a culpa por qualquer incidente externo. Como poderíamos ter feito alguma coisa se estávamos ainda do lado de dentro?
Sangue Verde:
1. Obrigado, cara, mas eu não tenho paixão alguma pela Mancha. Tenho pelo Palmeiras. Por circunstâncias da vida, sou associado da Mancha já há 12 anos e assisto aos jogos no meio da torcida. Já viajei nos ônibus da organizada inúmeras para todos os lugares imagináveis e isso não faz de mim um bandido ou um marginal. Pelo contrário. Como eu, há outros tantos nessa situação. Desta forma, não entendo que essa minha condição comprometa a análise dos fatos. Reconheço os muitos erros da Mancha, mas não admito que venham agora colocar na organizada a culpa pelo que aconteceu no domingo (ou por muitos outros incidentes). É a velha história: no caso de alguma confusão, fica muito fácil culpar a massa, que não tem face. Se for uma entidade organizada - e com má reputação -, melhor ainda. Vide o caso do gás, em que o SPFW fez o que fez e apostou que era fácil jogar a culpa para o nosso lado.
2. É ótimo que a economia se desenvolva e as pessoas tenham dinheiro para gastar com lazer. Muito bom mesmo. Se há pessoas que querem pagar R$ 100 pelo Setor Visa, que o façam. Mas que não se retire do futebol o povo. Se assim for, que transformemos logo o nosso futebol em um Campeonato Inglês, que permite que um Chelsea, clube sem alma e apenas com o dinheiro sujo de um oligarca russa, seja considerado grande de uma hora para a outra.
3. O risco de uma elitização - e eu já escrevi sobre isso no meu blog - é a perda de identidade com as massas. É isso que faz um clube grande ou pequeno. E excluir a massa pode representar esta perda de identidade. Recomendo também uma reportagem da revista Piauí de janeiro de 2008 (”O esporte que vendeu sua alma”). Se você tiver paciência, está aqui: http://forzapalestra.blogspot.com/2008/01/o-esporte-que-vendeu-sua-alma.html
4. Sou daqueles que entende que torcida ganha jogo. Torcida e camisa. É isso que separa os grandes dos pequenos.
5. Aceito a sua análise sobre a relação custo-benefício da torcida organizada. É seu direito, como de qualquer outra pessoa.
6. Eu não vou ao estádio para ver meu time jogar. Eu vou para levar meu time à vitória. Não quero esse conforto que muitos exigem. Quero dignidade e tratamento decente. Que a venda de ingressos seja organizada e que me sejam dadas as condições mínimas de dignidade. Mas não me importo em tomar chuva, ficar de pé (pelo contrário) ou coisas do tipo. E não julgo que ficar cantando os 90 minutos seja ter “ataques epiléticos”. Vide a admiração que geram os torcedores argentinos, a quem se atribui, com justiça, a qualidade de incentivarem o time durante todo o tempo. Eu sou assim, mas ninguém é obrigado a ser desse jeito.
Abraços
Rafael,
Meu comentário não está entrando. Tá com problema?
Sangue Verde:
1. Obrigado, cara, mas eu não tenho paixão alguma pela Mancha. Tenho paixão pelo Palmeiras. Por circunstâncias da vida, sou associado da Mancha já há 12 anos e assisto aos jogos no meio da torcida. Já viajei nos ônibus da organizada inúmeras para todos os lugares imagináveis e isso não faz de mim um bandido ou um marginal. Pelo contrário. Como eu, há outros tantos nessa situação. Desta forma, não entendo que essa minha condição comprometa a análise dos fatos. Reconheço os muitos erros da Mancha, mas não admito que venham agora colocar na organizada a culpa pelo que aconteceu no domingo (ou por muitos outros incidentes). É a velha história: no caso de alguma confusão, fica muito fácil culpar a massa, que não tem face. Se for uma entidade organizada - e com má reputação -, melhor ainda. Vide o caso do gás, em que o SPFW fez o que fez e apostou que era fácil jogar a culpa para o nosso lado.
2. É ótimo que a economia se desenvolva e as pessoas tenham dinheiro para gastar com lazer. Muito bom mesmo. Se há pessoas que querem pagar R$ 100 pelo Setor Visa, que o façam. Mas que não se retire do futebol o povo. Se assim for, que transformemos logo o nosso futebol em um Campeonato Inglês, que permite que um Chelsea, clube sem alma e apenas com o dinheiro sujo de um oligarca russa, seja considerado grande de uma hora para a outra.
3. O risco de uma elitização - e eu já escrevi sobre isso no meu blog - é a perda de identidade com as massas. É isso que faz um clube grande ou pequeno. E excluir a massa pode representar esta perda de identidade. Recomendo também uma reportagem da revista Piauí de janeiro de 2008 (”O esporte que vendeu sua alma”). Se você tiver paciência, está aqui: http://forzapalestra.blogspot.com/2008/01/o-esporte-que-vendeu-sua-alma.html
4. Sou daqueles que entende que torcida ganha jogo. Torcida e camisa. É isso que separa os grandes dos pequenos.
5. Aceito a sua análise sobre a relação custo-benefício da torcida organizada. É seu direito, como de qualquer outra pessoa.
6. Eu não vou ao estádio para ver meu time jogar. Eu vou para levar meu time à vitória. Não quero esse conforto que muitos exigem. Quero dignidade e tratamento decente. Que a venda de ingressos seja organizada e que me sejam dadas as condições mínimas de dignidade. Mas não me importo em tomar chuva, ficar de pé (pelo contrário) ou coisas do tipo. E não julgo que ficar cantando os 90 minutos seja ter “ataques epiléticos”. Vide a admiração que geram os torcedores argentinos, a quem se atribui, com justiça, a qualidade de incentivarem o time durante todo o tempo. Eu sou assim, mas ninguém é obrigado a ser desse jeito.
Abraços
Sangue Verde:
1. Obrigado, cara, mas eu não tenho paixão alguma pela Mancha. Tenho pelo Palmeiras. Por circunstâncias da vida, sou associado da Mancha já há 12 anos e assisto aos jogos no meio da torcida. Já viajei em caravanas para todos os lugares imagináveis e isso não faz de mim um bandido ou um marginal. Pelo contrário. Como eu, há outros tantos nessa situação. Desta forma, não entendo que a minha condição comprometa a análise dos fatos. Reconheço os muitos erros da Mancha, mas não admito que venham agora colocar na organizada a culpa pelo que aconteceu no domingo (ou por muitos outros incidentes). É a velha história: no caso de alguma confusão, fica muito fácil culpar a massa, que não tem face. Se for uma entidade organizada - e com má reputação -, melhor ainda. Vide o caso do gás, em que o SPFW fez o que fez e apostou que era fácil jogar a culpa para o nosso lado.
2. É ótimo que a economia se desenvolva e as pessoas tenham dinheiro para gastar com lazer. Muito bom mesmo. Se há pessoas que querem pagar R$ 100 pelo Setor Visa, que o façam. Mas que não se retire do futebol o povo. Se assim for, que transformemos logo o nosso futebol em um Campeonato Inglês, que permite que um Chelsea, clube sem alma e apenas com o dinheiro sujo de um oligarca russa, seja considerado grande de uma hora para a outra.
3. O risco de uma elitização - e eu já escrevi sobre isso no meu blog - é a perda de identidade com as massas. É isso que faz um clube grande ou pequeno. E excluir a massa pode representar esta perda de identidade. Recomendo também uma reportagem da revista Piauí de janeiro de 2008 (”O esporte que vendeu sua alma”). Se tiver paciência, está aqui: http://forzapalestra.blogspot.com/2008/01/o-esporte-que-vendeu-sua-alma.html
4. Sou daqueles que entende que torcida ganha jogo. Torcida e camisa. É isso que separa os grandes dos pequenos.
5. Aceito a sua análise sobre a relação custo-benefício da torcida organizada. É seu direito, como de qualquer outra pessoa.
6. Eu não vou ao estádio para ver meu time jogar. Eu vou para levar meu time à vitória. Não quero esse conforto que muitos exigem. Quero dignidade e tratamento decente. Que a venda de ingressos seja organizada e que me sejam dadas as condições mínimas de dignidade. Mas não me importo em tomar chuva, ficar de pé (pelo contrário) ou coisas do tipo. E não julgo que ficar cantando os 90 minutos seja ter “ataques epiléticos”. Vide a admiração que geram os torcedores argentinos, a quem se atribui, com justiça, a qualidade de incentivarem o time durante todo o tempo. Eu sou assim, mas ninguém é obrigado a ser desse jeito.
Abraços
Barneschi, parou no anti-spam.
Aproveitando q rolou com o Raul tb, explico. Qdo vocês colocam links (tudo bem, pode colocar) o sistema tende a classificar como spam. Se a mensagem é repetida, ele volta a classificar como spam. Aí eu tenho que classificar tudo como não-spam, inclusive as repetidas, senão o nome de vocês fica marcado como spammer. Quando vejo que as mensagens são iguais, apago uma.
O sistema anti-spam é um saco, mas é um mal necessário, pois vocês não acreditam na quantidade de spam que ele pega diariamente.
Tranqüilo, Rafael. Vou evitar os links. É pena que não exista um filtro antibambi. A tranqueira que chega no meu blog é o que mais me irrita nos dias atuais. Se você puder deletar aquele comentário maior, o 59, eu agradeço.
Não quero ocupar todo o espaço aqui, mas deixo apenas mais um comentário, para o Felipe. Quero agradecer pela audiência no blog e pedir desculpas por qualquer exaltação da minha parte. Esse assunto todo de domingo tem me tirado do sério. De toda forma, concordo que é justo travarmos um debate maior sobre a questão das organizadas. E veja só: a sua “velhice” é a mesma que a minha, pois acabo de fazer 27 também. Apesar de discordarmos, entendo a sua opinião e, mais ainda, o que o levou até isso. Tenho amigos que também eram da Mancha, mas deixaram de ser por essa mesma divergência ideológica.
Abraços
Pessoal, cuidado ao segregar o espaço Visa e o povo. Este é um argumento extremamente preconceituoso com uma áurea de altivez. É como um governo que separa os cidadãos em trabalhadores e o resto.
Quem ocupa o espaço Visa também é povo, assim como um executivo de qualquer empresa engravatado também é trabalhador.
Acho que o cerne da discussão está no fato de que o espaço Visa é algo novo para nós. Senti, quando estive lá, uma certa retração da torcida em cantar e empurrar o time, coisa que absolutamente não acontece nas arquibancadas. Mas acho que isso tende a mudar com o tempo e as organizadas estão sendo as responsáveis por isso, puxando o entusiasmo.
Torcida, sozinha, não ganha jogo.
Dinheiro, sozinho, não ganha jogo.
Acho que devemos incentivar a união dos dois.
Sobre as confusões de domingo, indico o último post do Parmerista, “A palhaçada da PM”.
http://parmerista.blogspot.com/2008/05/palhaada-da-pm.html
Na verdade esse texto dele não tem nada de novo. É um resumão de tudo que aconteceu, de encontro ao que está relatado aqui pelos torcedores que não viram pela TV, estavam lá e foram testemunhas.
Estou indicando essa leitura pois, o Conrado do blog Parmerista, não é integrante de organizada e tem cadeira cativa no setor visa. É apenas para comprovar que tudo que está sendo falado contra a PM não é invenção de torcida organizada.
Realmente, a elitização é uma merda. E há chances de isso acontecer com o Palmeiras com a construção da Arena.
A diretoria tem que se tocar e deixar pelo menos uns 12mil lugares sendo bancada mesmo, concreto, pra ficar de pé e cantando os 90min, a 20 paus no máximo. Concordo plenamente com tudo que o Barneschi disse aqui.
O Setor Visa é muito bom, mas o Palestra não é tão grande e a pressão da torcida ficou muito menor nos jogos. Torcedor comum não canta. De qualquer time. Quem canta são as organizadas e o torcedor que fica ao lado delas, como é meu caso. Claro, isso pode mudar, mas acho difícil, é necessária uma iniciativa.
Sangue Verde,
esse Malia é um puta babaca travestido de engraçadinho piadista. Só que o que ele escreve, atrás desse perfil metido a bem- humorado, é de uma inconsequência sem tamanho.
Mas como aquele slogan que diz”a Rádio Bandeirantes não esquece”, nós palmeirenses temos uma pendência antiga a zerar com ele. Sábado estarei com o Falavigna, vamos ver se temos novidades.
Abraço
A confusão do Domingo:
A Organizada não teve culpa e a atuação da PM foi lamentável, o depoimento de todos os presentes aponta para isso. São as evidÊncias.
A questão da elitização:
Concordo com o Barneschi. Vou ao estádio mais pra sentir que pra assistir, tanto que no Palestra assisto desde 1.985 aos jogos na mureta, onde a visão é péssima. Pram mim, diversão e emoção garantida. No Pacaembu, fico na grade. Ninguém precisa ser como eu, claro.
As organizadas:
Frequentei, tenho carteirinha, tatuagem. Larguei o osso, pq ali o romantismo se perdeu. O que fizeram em Campinas, foi um desserviço à SE Palmeiras. Alguém poderia avisá-los que estava rolando uma final de Campeonato, e que o time que dizem torcer estava em campo, precisando de incentivo. Uma boicotou a outra, que boicotou a primeira, e ficou feio pra cacete. Por essas e outras (câmbio de ingressos, intimidação, etc), desisti.
Barneschi,
Esse texto que você cita (sobre elitização) eu li em janeiro por indicação do pessoal do OV. Confesso que não consegui ainda formar uma opinião sobre o assunto, penso que precisa ser melhor refletido.
O que eu acho, repito, é que existe campo para se ofertar um serviço diferenciado e se cobrar a mais por isso. Futebol é paixão para nós torcedores, mas administrativamente deve ser tratado como negócio para que o clube tenha grana para investir e formar equipes vencedoras.
Isso deve ser feito sem afastar o povo dos estádios, mesmo com a modernização do Palestra eu acho fundamental que se mantenha espaçõs acessíeis a grande massa.
Quanto a Mancha Verde, você deve ter notado que eu tomei todo o cuidado para não generalizar. Sei que existem pais de família, trabalhadores, estudantes, pessoas de boa índole, o triste é que bandidos ou simplesmente jovens sem perspectiva usufluam do anonimato promorcionado pelo fato de pertencer a um grande grupo para cometer delitos.
Vamos trocando idéias a respeito.
Por acaso você estava no Bourbon shopping por volta da hora do almoço no último domingo? Pergunto por que vi um rapaz com uma camisa oficial com o nome Barneschi nas costas.
Abraço.
PS - Teo o cara é um fdp para dizer o mpinimo.
Caro Barneschi (46), não sei quantos você tem.
Certamente, é mais novo do que eu.
Sou do tempo em que se ia ao estádio e só havia torcedores desorganizados.
Nem por isso os jogos eram monótonos e a torcida apática, pelo contrário, pode acreditar.
Para mim, independente dos fatos de domingo, em que a PM pisou na bola, a discussão mais premente é que já é hora da PM manter-se atenta a outras funções policiais, que não seja monitorar vândalos.
Deslocar tamanho efetivo para cuidar de um jogo de futebol, por causa da ação das organizadas, é de uma esquizofrenia sem tamanho.
Respeito a opinião de todos aqui, inclusive a de palmeirenses bem intencionados que integram a Mancha, mas lembro que o futebol com torcedores fanáticos, apaixonados, existe bem antes das organizadas e pode-se muito bem viver sem elas.
O fato de admitir a existência de problemas com as torcidas organizadas não significa que estamos inocentando a PM das ações indevidas.
Por outro lado, quando criticamos a postura da PM não estamos defendendo as torcidas organizadas.
Não é muito difícil entender que todos os problemas devem ser tratados e ninguém pode se esconder aproveitando os erros dos outros.
- Existe a intenção de denegrir o Palestra Itália.
- Existe a falta de preparo da Polícia Militar.
- Existe a irresponsabilidade (falta de inteligência) de boa parte das torcidas organizadas.
Mesmo que os problemas ocorridos após a final de domingo, sejam identificados como responsabilidade de apenas uma das partes, as demais falhas continuarão existindo e devem ser combatidas.
Acho que elas perceberam que vai ser difícil interditar o Palestra e que vão perder dinheiro.
Para sobreviverem, estão tentando fazer com que voltemos a jogar no Panetone.
Reparem que eles insistem em usar o termo “emprestar” :
http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2008-05-04_2008-05-10.html#2008_05-07_22_32_32-10305746-0
Nivaldo,
Tenho 27. Respeito sua opinião e a de todos os outros. Com base em tudo o que vem sendo colocado por aqui, creio mesmo que talvez seja este um bom momento para debatermos a questão das organizadas. Se for para o bem do Palmeiras, é válido e necessário. E aproveito para pedir desculpas por qualquer exaltação.
Sangue Verde,
Era eu mesmo. Fui almoçar no shopping antes do jogo. Antes dos jogos, fico sempre ali na rua Caraíbas, entre o Bar do Silvio e a L’Osteria. Quando me vir, é só me procurar e a gente toma uma cerveja ali.
Teo,
Você tem razão quando menciona o comportamento das organizadas em Campinas. Não dá para aceitar mesmo.
É o troco da PM, pelo menos é isso que paira nas cabeças dos caras. Uns provocam de um lado e contam vantagens que ter confrontado um PM, por outro lado, há PM’s que levam para conversas com amigos, de que bateu e soltou borrachada a vontade contra as torcidas organizadas (não pensem que é só as torcidas organizadas do Palmeiras que apanham da PM, todas, sem excessão, apanham). É isso, afora os interesses obscuros, creio que é uma rixa entre PM e torcidas organizadas, somente.
É isso aí!
Em tempo, AMÉRICA DO MÉXICO 3 X 0 FLAMERDA!!!
CHUPA URUBUZADA!!!!KKKKKK
Já vi vários jogos da atual Libertadores e, falo sem medo de errar, que ela está fraquíssima.
Ninguém está jogando nada. O Cruzeiro foi eliminado pelo Meia-Boca; o Flamengo foi um dos maiores vexames que assisti em minha vida; para ser desclassificado precisaria perder por uma diferença de 3 gols; e não é que perdeu para um time perna-de-pau que não ganhava fazia 17 jogos. Nem sei como se classificou!
Será que a chegada do Caio Junior teve a ver com a derrota, mesmo não estando dentro do campo?
O SPFW ganhou na bacia das almas de um timeco fraco também. O próprio não está jogando nada!
Não erro em afirmar que se o PALMEIRAS estivesse disputando teria imensas chances de ser o campeão. Mas faltou pouco para estarmos lá, não é Caio Junior-Mestre Pardal?
Barneschi, antes de mais nada, parabéns pela sua maneira respeitosa de discordar - maneira pela qual, de fato, você não merece ser incluído numa generalização que tome todos os integrantes de torcidas organizadas como marginais e cafajestes - ainda que algumas dessas torcidas tragam esse dna, na origem.
Eu creio não ter nomeado nenhuma torcida nos meus comentários anteriores, mas tal é o caso da Mancha. Muitos aqui sabemos (assim suponho) com que finalidade essa torcida foi criada. Não foi simplesmente para torcer pelo Palmeiras e promover a festa nos estádios. O motivo inicial foi a de fazer frente a torcidas rivais ainda mais violentas. Não sou especialista em violência no futebol, mas duvido que alguns dos participantes da atual discussão não tenham ouvido essa explicação da boca do próprio fundador da Mancha Verde, em alguma entrevista.
Fato porém é que a Mancha, ao se expandir, também foi se institucionalizando, e hoje não é mais o que era nos primeiros tempos da sua fundação. A maior parte da Mancha atualmente se compõe de pessoas sem nenhuma relação com a violência nos estádios, exceto pelo fato de integrar o mesmo grêmio que ainda tem, sim, por membros, indivíduos que encaram o futebol como uma guerra entre gangues rivais.
Não deixa de ser curioso que durante todo esse tempo o “lado bom” das organizadas (e da Mancha em especial), que deve constituir seu maior contingente hoje, não tenha contaminado o núcleo da organização, de onde poderiam e deveriam partir ações deliberadas para desmontar e acabar com os nichos de violência.
De minha parte, confesso que não tenho mais paciência com as organizadas. Mas se você acredita num futuro em que as organizadas cuidem tão somente de torcer e fazer a festa nos estádios, eis aí a minha sugestão. Penso que deveria ser por aí.
É hora da Mancha, por exemplo, como maior torcida organizada do Palmeiras, e das demais torcidas organizadas em geral, fundir uma identidade compatível com os Barneschis e outros tantos milhares de pessoas minimamente civilizadas que escolheram as organizadas como uma forma especial de torcer, não acha?
Mas para isso é preciso que manchistas como você abandonem essa postura reativa, que consiste em oferecer bexiguinhas, batuque e dez quilômetros de bandeiras e faixas, mais uma entrega incondicional ao time do coração, em troca da licença para o vandalismo e a instauração do clima permanente de insegurança generalizada, desencadeada por parte de seus integrantes.
Até hoje, Barneschi, infelizmente, jamais vi esboço sequer de reação crítica que partisse de dentro das próprias organizadas.
De um modo geralmente bem menos inteligente e educado, o argumento e a postura não diferem, na essência, dos que no fundo você mesmo apresenta: acompanhamos o time onde ele for (somos mais torcedores que vocês, somos os verdadeiros torcedores, vejam como nos sacrificamos pelo clube) e enchemos os estádios de som, cor e movimento; logo, a violência de alguns é um preço bem pequeno a pagar por esse amor e essa festa.
Um caso recente é exemplar: no incidente que envolveu um segurança do Palmeiras, sem nenhuma surpresa, diga-se (ou alguém aqui ficou surpreso?), vimos o presidente da Mancha manifestar-se em termos que só podem ser descritos como ameaça, e ameaça de morte. Por isso, em que pese o fato de manchistas como você - de quem eu duvido que pudesse partir algum ato de vandalismo ou de estupidez - constituam a maioria nessa organizada, tais atos refletem a forma como a entidade ainda é dirigida. Refletem uma mentalidade. Um espírito. E a sua postura em particular não ajuda a mudar isso.
“Nossa bandeira verde tem 200 metros. Acompanhamos o Palmeiras até o inferno, porra.”
E dá-lhe espírito de gangue, e dá-lhe rivalidade alimentada contra outras torcidas organizadas e a própria polícia.
Há quem veja tudo com ceticismo. Para essas pessoas, nada muda. Pois eu não. Para mim as coisas mudam. Estão mudando. E duvido mesmo que daqui a algum tempo existirá espaço para a existência de torcidas organizadas, se dentro delas não surgir um movimento capaz de completar esse processo de institucionalização, que até agora jaz pela metade. Se você confude esse movimento, ainda que vagamente, com elitização, que venha então a elitização. Porque esse tipo tipo de elitização que acaba com o vandalismo e a estupidez será bem-vinda pela maioria das pessoas, em especial pelo torcedor do Palmeiras que frequenta o Palestra. Ah sim, porque o torcedor que frequenta o Palestra não é o mesmo tipo que frequenta o Morumbi. Não por acaso os maiores defensores do Morumbi como palco da final paulista na comunidade Palmeiras do orkut eram integrantes de organizadas.
Por ora, é só. Um abraço, que ficou tarde demais para mim :o)
A tristeza que tomou conta do Sportv no jogo do Flamengo pela Libertadores foi impressionante. Os jornalistas da emissora pareciam estar em um velório de alguém muito querido das suas famílias.
O clima entre eles era de completa desolação, muito diferente do sarcasmo e da ironia que demonstraram em ocasiões onde o Palmeiras perdeu classificações.
Outro registro vai para o Boca Júniors. Quando o Palmeiras foi operado por arbitragens, nas Libertadores de 2000 e 2001, a imprensa brasileira preferiu optar pelo menosprezo e por aproveitar as derrotas do nosso time, comportando-se como torcedores rivais e não como jornalistas.
A imprensa brasileira, ao invés de denunciar os favorecimentos explícitos dados ao Boca pela Conmenbol, preferiu ridicularizar o Palmeiras. Ajudaram a criar um falso mito e deram ao clube argentino a fama de copeiro e imbatível na competição. Depois disso, vários clubes brasileiros sofreram com o clima e a aura forjada para esse adversário.
Caso após a Libertadores de 2000, fossem iniciadas denuncias e protestos relativos à proteção que a Conmebol dá ao Boca, hoje, essa equipe não teria todos esses títulos e não se aproveitaria dessa mística.
Mesmo em 2001, após observamos uma das piores arbitragens da história do futebol, o assalto de Buenos Aires praticado pelo Sr. Ubaldo Aquino, não houve nenhuma reação da CBF e muito menos da imprensa brasileira para denunciar a forma como o Boca consegue êxito. O resultado está ai, tornaram-se quase imbatíveis na competição, pois todos os seus adversários já entram em campo derrotados por medo da fama criada. (inexplicavelmente, os adversários do Boca tornam-se irreconhecíveis nos confrontos com ele)
Não discuto e não tiro os méritos técnicos de nenhuma equipe, apenas registro que a influência de fatores extra-campo tornam-se determinantes em determinadas situações, superando ate as condições técnicas.
Barneschi, Randes. O grande mérito de espaços como este, do OV, é o de permitir conhecer um pouco mais da alma palestrina, expressa de forma tão clara e bem articulada, como a de vocês.
O Barneschi deu-me a chance de conhecer um lado da Mancha que eu nem supunha que existisse. O lado que expõe um interlocutor válido e respeitável, bem distante daquela imagem belicista que todos têm da MV.
O Randes observa um ponto importante. O futebol caminha a passos largos para o business, a chamada ‘elitização’ é irreversível. Nesse novo cenário, não haverá espaço para as organizadas, na configuração atual, de violência, vandalismo, etc.
Por serem assim, as organizadas, mais cedo ou mais tarde, serão extintas, falta apenas uma grande tragédia (espero que não aconteça) que comova o país, para que isso seja feito, até por meio de medida provisória. Nossos legisladores funcionam assim, na base da comoção popular.
Lendo o Barneschi e considerando as observações do Randes, apesar de eu ser contrário às organizadas, gostaria que houvesse outros Barneschis para participar desse debate, para que uma medida radical fosse evitada e que, de alguma forma e de maneira justa, preservasse espaço para essas torcidas nos estádios. Mas acho difícil, porque, atualmente, elas constituem uma perigosa força sem controle.
Consegui uma entrevista exclusiva com o promotor de justiça, Paulo Castilho. Em mais ou menos uma hora de entrevista em sua casa no Jardim Leonor, o promotor me ofereceu café e esclareceu importantes pontos acerca do seu trabalho no Ministério Público.
Daniel : - Antes do segundo jogo das semifinais marcado para o Palestra Itália, o senhor esbravejava a todos os cantos, dizendo que o Estádio não poderia receber o clássico. Quando o jogo acabou e as pessoas voltaram para suas casas com segurança o senhor deu uma sumida. O senhor admite que errou na avaliação?
Paulo Castilho : - Não, eu não erro nunca. Eu sou perfeito. Eu sou o guardião da lei. Fiquei muito triste dos fatos não terem acompanhado meu correto raciocínio. Problema dos fatos, eu continuo certo.
Daniel : - A torcida do São Paulo, na comemoração da Libertadores 2.005, foi pra Avenida Paulista e depredou vários imóveis, bancas de jornal, o que aparecia pela frente. Vários comerciantes da região, principalmente donos de banca de jornal, tiveram seus patrimônios destruídos. Na época o senhor cogitou em pedir a extinção da organizada Independente, assim como hoje o senhor pensa em banir a Mancha?
Paulo Castilho : - Vou responder com a mesma objetividade que sempre caracterizou meu trabalho a frente do MP. De manhã, quando acordo, gosto de comer o pãozinho bem torradinho. Minha esposa gosta de queijo com geléia de cereja. E sempre quando chego em casa, na volta do trabalho encho a vasilha do meu cachorro de estimação com ração Pró-Plan. Ela deixa o pelo do animal muito bonito. Próxima pergunta por favor.
Daniel : - Quando a Gaviões tentou invadir o Pacaembu quando o Corinthians foi derrotado pelo River por 2 a 1 na Libertadores de 2003, e por pouco não ocorreu uma tragédia, o senhor esboçou alguma reação?
Paulo Castilho : - Nós promotores torcedores, assim como eu são paulino e o Capez corintiano, temos um acordo de cavalheiros, ele não ataca a Independente e eu não ataco a Gaviões. Portanto, por força deste acordo, eu não poderia fazer nada, nem mesmo o Capez, pois se assim o fizesse, ele estaria indo contra o seu clube do coração, o que não é permitido para um promotor de justiça.
Daniel : - O senhor disse no SP REcord de 05/05 que um dos problemas do Palestra é que as ruas em volta são estreitas. Na boa, promotor, o senhor às vezes não sente vergonha de falar tanta bobagem?
Paulo Castilho : - Às vezes sim. Chego em casa e muitas vezes quando assisto o vídeo, penso comigo mesmo “caralho, esta foi foda!”. Mas fica sempre a esperança de que ninguém perceba.
Daniel : - Promotor, o senhor não tem nada mais importante para fazer?
Paulo Castilho : - Até tenho. O Judiciário está atolado em serviço. Mas é tudo muito chato, tem muita oitiva de testemunhas, laudos a serem analisados, recursos a serem interpostos e etc… Então largo tudo para os colegas, porque o que eu gosto mesmo é de encher o saco de vocês palmeirenses. E meu objetivo é fazer do Morumbi o único estádio “seguro” da América Latina.
Daniel : - O Blog do Parmerista vem relatando muito bem o que aconteceu após o jogo da final (link no comentário 66 do Rafael Let’s Gol). O que o senhor pensa a respeito?
Paulo Castilho : - Discordo plenamente. O Parmerista quer analisar os fatos, as coisas que aconteceram na realidade. Nós gostamos de analisar as coisas pela intenção. Vou me explicar com exemplos: em 1971 Leivinha tinha a intençao de botar a mão na bola, embora tenha feito o gol com a cabeça. Em 2.008 o Imperador tinha a intenção de marcar o gol a todo custo mesmo que para isto tivesse que esticar o braço. E vocês palmeirenses precisam a analisar o lado positivo das coisas. Foi o primeiro gol de mão não intencional do futebol mundial!!
Daniel : - A parceria formada pelo senhor e pelo São Paulo Futebol Clube planejam novas trapaças contra o Palmeiras, como a encenação do gás?
Paulo Castilho : - Planejamos sim.
Daniel : - Quais?
Paulo Castilho : - Isto é segredo de justiça.
Daniel : - Obrigado pela entrevista.
Paulo Castilho : - Eu é que agradeço a oportunidade de externar toda a minha sapiência.
Randes, Nivaldo,
Agradeço pela oportunidade de discutir o assunto, pela maneira respeitosa e pelos elogios, que eu faço questão de retribuir. Fazer parte da organizada não me torna um defensor cego de tudo o que ela faz. Pelo contrário. Tem muita coisa errada, e eu já tive momentos de enorme reflexão. Creio, ainda, que os benefícios são maiores, mas as vozes que se levantam em contrário têm enorme qualificação e representatividade. Respeito cada uma delas e levo em conta tudo o que tem sido dito.
Lamento se um dia chegarmos ao ponto de as organizadas deixarem de existir pela ação truculenta de alguns poucos - que, admito, nem são tão poucos assim. Isso tudo tem a ver com o poder da massa, da camisa, até da violência estilizada. Digo, por sinal, que o Randes tem total razão quando fala sobre as origens da MV. Eu tinha lá meus 2 anos e fica difícil avaliar, mas talvez aquilo fosse necessário no momento. Hoje não mais. É preciso reformular certos conceitos, em nome da manutenção da entidade e também de sua integração junto à massa palestrina.
A gente se vê no Palestra e discute isso…
Abraços
Senhores,
Dificilmente escrevo aqui apesar de ser um assíduo leitor do blog mas nesse assunto das organizadas fica difícil não tomar uma posição: Frequento estádios desde 74 (sempre morei ao lado do Pacaembú) inclusive indo a jogos de outros times (me divertia muito nos anos 80 indo xingar o time dos cachórros junto com a torcida deles quando o Jorginho pé-frio se bandeou pro lado deles e nos anos 90 no longo jejum da bambizada era uma festa também ver eles tomando nabo), enfim comecei no tempo em que de organizadas tinha a tup, a tip, a império verde e a acadêmicos de maior expressão e mais algumas outras, em todos os jogos aquelas bandeiras desfraldadas (infelizmente as proibiram, o estádio ficava maravilhoso, eu mesmo sem ser de torcida alguma fiz minha própria bandeira e ia aos jogos), enfim, a festa era muito bonita mesmo sem tanta organização… em meados dos anos 80 um amigo da época me convidou a ser integrante de uma torcida que estava começando ( o amigo era o Atibaia, a torcida a mancha) mas como sempre fui um “lobo solitário” não quis me agregar. Com o passar dos anos acompanhei o crescimento da torcida, o surgimento de outras e o desaparecimento de algumas, e vi cada vez mais o que era para ser um grupo de amigos reunidos em torno de uma paixão comum se transformar numa massa intimidatória e que se acredita mais palmeirense que os torcedores ” comuns” (quantas vezes não fui achacado em fila de bilheteria com o pedido de “R$1 pra completar o ingresso” vindo de torcedores uniformizados, furadas de fila com olhares de superioridade…).
A polícia tem sua enorme parcela de culpa, cansei de tomar borrachada de graça, de ser tocado como gado no final dos jogos; a diretoria tem sua culpa por permitir que ingressos vazem de dentro das bilheterias para a mão dos cambistas e de deixar as instalações em estado deplorável, banheiros que nem animais usariam, torcidas organizadas têm sua culpa por não terem um código de conduta rigoroso (e se o têm, não o aplicam), culpa dos torcedores “comuns” que quando são intimidados por quem quer que seja não buscam a denúncia, enfim, culpados existem muito e é fácil apontar.
Quais são as soluções? porque no país do futebol, onde existe polícia especializada em x, y e z não têm uma força específica para lidar com esse tipo de questão? porque a justiça não se empenha com os instrumentos que têm para punir os culpados, seja quem for? porque as diretorias dos clubes não são cobradas nas suas responsabilidades de uma forma concreta?
Enfim, acredito que está mais do que na hora de um fórum (virtual ou real) que debata o assunto, que identifique responsáveis e soluções, onde todas as partes sejam ouvidas e onde se chegue a um consenso (difícil mas possível) e onde se estabeleça uma lei única e não dois pesos e duas medidas dependendo dos interesses e indivíduos envolvidos. O importante é determinar uma igualdade na voz, uns não podem ser ouvidos de forma privilegiada em detrimento de outros.
Saudações alviverdes,
Enrico
Nivaldo (79),
Não é tão fácil assim extinguir as organizadas. Basta ver que a MV estava proibida de entrar nos estádios depois do 4×1 contra os Bambis, mas todos sabemos que ela estava sempre presente.
E nunca se poderá acabar com o direito de organização das pessoas, visto que isso é um direito constitucional.
Os problemas das organizadas nada mais são do que uma extensão dos problemas sociais do país. É claro que as diretorias das torcidas não fazem nada para punir os encrenqueiros, pelo contrário, até incentivam. Ter pessoas com disposição para a briga é um tipo de vantagem para as Torcidas Organizadas, pois quando surge uma batalha, são eles que mostram a cara. Por isso eles são mantidos. E é ai que está o ponto chave para acabar as brigas de torcidas: nenhuma delas vai aceitar ter seus membros ‘mais dispostos’ fora, pois ficaria em desvantagem em relação as outras.
O argumento do último parágrafo do Rafael (83) é o mais forte para sustentar a opinião de que as organizadas não têm solução.
Admiro o Barneschi, mas infelizmente (para ele) e felizmente para os “torcedores comuns”, a evolução (nome melhor do que “elitização”) do futebol culminará com o fim das organizadas. Ou, pelo menos, com sua redução à insignificância.
E fiquei feliz ao ler relatos de pessoas mais velhas, dizendo que havia ânimo, sim, no estádio, antes das organizadas. Não sei como funciona na Itália, no Chile, na Argentina (se existem organizadas e se elas são significantes ou não), mas lá sempre vemos o estádio cantando 100% do tempo, e, melhor que isso, cantando juntos o nome do time. Não é o nome da torcida. E não há torcida “discordando” do grito da outra.
Enrico (82), eu lembro do Atibaia, do Kincas, do Macumba. Não que fossem meus amigos, já que eu era apenas uma criança. Mas eu os admirava. Infelizmente, a MV virou o que virou, talvez por culpa deles mesmo.
Felipe (84),
Ter solução até tem. Mas ai já passa muito para o poder público. E aí ja viu né…
Evoluir o futebol não significa elitizado. São duas coisas diferentes.
E acabar com as torcidas violentas não significa que devemos acabar também com a organização que a torcida faz para o lado bom da coisa, que são as festas nos estádios. Acho um erro considerar dessa forma.
América do Sul e Europa também tem organização de torcedores, parece que de formas diferentes dos padrões daqui. E não se engane que por ser Europa não tem violência. Vide hooligans ingleses, ou brigas de torcida na Itália que sempre geram suspensão de rodadas do campeonato italiano.
corrigindo um erro de digitação:
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Evoluir o futebol não significa elitizá-lo. São duas coisas diferentes…
Felipe,
Vou expor o pouco que sei sobre torcidas organizadas pelo mundo.
Na Argentina, onde as torcidas são reconhecidamente mais participativas do que por aqui, há entidades organizadas, mas em moldes um pouco distintos. La 12, do Boca; Borrachos del Tablón, do River; e La Butteler, do San Lorenzo, são bons exemplos. Mas lá, sob o seu ponto de vista, a situação seria ainda pior. Há violência, claro, talvez tanto quanto aqui, mas existe um agravante: as diretorias das organizadas assumem quase a condição de máfia. Explico: são grupos bem pequenos (a diretoria e não a massa) que travam relações muito próximas com as diretorias dos clubes. Os clubes pagam tudo para as torcidas: ingressos, viagens e eventualmente suborno. Existe todo um jogo político por trás e os dirigentes que tentam quebrar este ciclo são invariavelmente vítimas de ameaças ou coisa pior. Isso vale também para os jogadores. Existe sim uma certa organização, mas normalmente as torcidas não têm camisetas ou gritos específicos. Há instrumentos de percussão, faixas (aos montes), tirantes, plásticos, sinalizadores e tudo mais que você vê nos jogos em Buenos Aires ou Rosario, por exemplo. No caso da Borrachos, do River, eles têm músicas próprias, que enaltecem não só o time, mas também a torcida. Mas eu não vejo isso no caso do San Lorenzo ou do Boca. Não sei muito sobre Estudiantes, Racing, Independiente e Velez, e nada sobre os times de Rosario. Precisaria estudar.
Na Itália, por sua vez, os Ultras são igualmente organizados. No Olimpico de Roma, por exemplo, os torcedores que ficam nas curvas (da Lazio ou da Roma) têm um sistema de som só para eles. Ali, puxam os gritos que serão entoados depois por toda a curva. De forma geral, há poucos líderes. Gente com histórico de violência mesmo, mas na faixa dos 30, 40 anos. Passa longe, portanto, da molecada que temos aqui pelo Brasil. No caso da Itália, a maioria das torcidas se denomima Ultra + o nome do time. Ultas Milan, Ultras Napoli, Ultras Roma, Ultras Juventus etc. Há aqui e ali uma outra diferenciação, mas basicamente é isso. Quase todas têm site na internet, mas nem sempre uma sede física. Também não vendem camisetas ou artigos da torcida. A violência, no entanto, é considerável, em especial nos jogos com maior rivalidade. Ah, um detalhe: é possível ir a um jogo no Olimpico de Roma pagando o equivalente a 15 euros (40 reais). Portanto, os R$ 30 cobrados pelo Palmeiras estão bem acima do que deveria. Ao menos na minha opinião.
Na Inglaterra, a força dos hooligans foi bastante reduzida com a elitização do esporte. É possível conferir isso naquela matéria da revista Piauí. Há, é claro, os grupos são organizados, mas eles são pequenos. São conhecidos como “firmas” e o filme “Hooligans” dá bem uma idéia de como as coisas funcionam. De forma geral, é gente que vai aos campos só para brigar mesmo. Deixo aqui a indicação de um livro muito bom: “Como o futebol explica o mundo”, de Franklin Foer, lançado pela editora Jorge Zahar. Em um de seus 10 capítulos, ele aborda a questão dos hooligans no Reino Unido.
O mesmo livro ajuda a entender como funciona essa questão das torcidas em Belgrado, Sérvia, por exemplo, e em outros tantos lugares. No caso da antiga Iugoslávia, as torcidas organizadas representavam verdadeiras armas de política e, posteriormente, de guerra. É claro que trata-se de um caso extremo, mas vale a pena entender como isso funciona.
E há ainda - putz, estou fazendo a maior propaganda - um capítulo dedicado à rivalidade de Celtic e Rangers, em Glasgow, na Escócia. Ali a coisa fica pesada, pois o foco é a religião. Bastante interessante…
Abraços
Muito legais as informações Barneschi!! Show de bola mesmo!! Valeu!!
Pessoal, sei que faz um tempo que andava distante do OV. Emendei férias com mudança de emprego, e estive bem atarefado com as coisas do trabalho há até bem pouco tempo.
Sobre a questão das organizadas, é difícil dizer algo depois do ótimo debate que vem rolando. Já falamos mais de uma vez, e é a pura verdade, que o bacana do OV é essa coisa de o site, com as ótimas conversas entre os colaboradores-leitores, praticamente se fazer sozinho.
A respeito do assunto tratado, acho que, para além da festa promovida pelas organizadas, é muito importante que existam espaços de organização da torcida, que existam correias de transmissão que possam dialogar politicamente com a diretoria dos clubes. Considero esse papo de “futebol é coisa para dirigentes profissionais, lugar de torcedor é na arquibancada”, uma grande balela. Olhando mais de perto, trata-se, basicamente, da versão futebolística do esvaziamento dos espaços de pressão da sociedade sobre as instâncias políticas e governamentais.
Além disso, e seguindo nessa analogia, dependendo da relação entre a organizada e a diretoria, existe o risco delas, ao se distanciarem da massa das arquibancadas, acabarem se transformando em espécies de currais eleitorais, bancando e dando suporte institucional a cartolas que, não raro, acabam causando estragos ao clube (veja bem, digo isso de forma hipotética — não faço aí qualquer relação entre torcidas “x” e cartolas “y”).
Acontece que, em vez de repensarmos o papel das organizadas, de refletirmos sobre seus problemas (e são muitos), e absorvê-las como instâncias legítimas da torcida, existe uma tendência a enxergá-las como uma espécie de corpo estranho. E isso acaba abrindo caminho para a sedimentação de coisas não muito bacanas, tanto no que diz respeito à violência quanto, também, nas relações esquisitas com diretorias e tal.
Não acho que é o caso de acabar com as organizadas (até por que o direito de livre-associação é garantido constitucionalmente), mas também considero que, no médio prazo, parece inviável mantê-las nos moldes atuais. É um debate complicado.
No mais, é muito bom voltar ao batente por aqui.
Barneschi, há pouco tempo peguei o livro do Foer, e é realmente muito bacana. Daniel, sensacional entrevista! Haha.
E grande abraço!
Daniel (80),
Sensacional o furo de reportagem! Merece um Pulitzer!
Daniel (80).
Sensacional, quase rolei de rir…
Ira contar o meu relato sobre domingo mas seria demasiado longo e não sei se passaria os fatos com a enfase necessária. Só questiono uma coisa, que não vi ser comentada em lugar algum, o que aconteceram com as imagens da “avalanche” na arquibancada? Para abrir o espaço que os policiais abriram lá em cima MUITA gente despencou e o que se viu foi quase uma tragédia. Eu estava lá embaixo, no segundo ou terceiro degrau e quase fui derrubado, consegui me manter de pé mas o que vi só me trazia a lembrança do episódio de São Januário. Todas as pessoas caidas, uma por cima da outra, pedindo ajuda e tentando se levantar como podiam, gritos de dor, uma mulher linda que me segurava a cintura como podia e chorando pedia “Pelo amor de Deus moço, me tira daqui, me tira daqui, minhas pernas” e mesmo tentando ajudar não era possível pois as pernas dela estavam presas pelas pessoas do degrau superior. Só quem estava ali sabe o que é, tenho muitos anos de estádio e nunca tinha visto algo assim, tinha amigo meu rezando, perdindo perdão pra mãe achando que ia morrer. E a imprensa GRAVOU ISSO SIM, inúmeros reporteres estavam no gramado com as lentes focadas ali, vendo a pm sair acuada depois da tragédia que quase provocaram, mas disso ninguém fala. Eu aposto que diversas pessoas devem ter tido fraturas neste episódio, amigos meus inclusive se machucaram e não puderam comemorar direito depois.
Fica aqui meu “parabéns” para o preparo dos militares, incapazes de fazer o que são pagos para, animais que tratam quem paga seus salários com bombas, cotoveladas e borrachadas.
Mas é isso ai, o mundo gira.
Passei aqui somente para agradecer a inclusão do Cruz de Savóia entre os links ligados à mídia palestrina! Estou sempre por aqui também, grande abraço!
Raphael Falavigna
(77) José Marcelo Randes: ” De minha parte, confesso que não tenho mais paciência com as organizadas. Mas se você acredita num futuro em que as organizadas cuidem tão somente de torcer e fazer a festa nos estádios, eis aí a minha sugestão. Penso que deveria ser por aí.
É hora da Mancha, por exemplo, como maior torcida organizada do Palmeiras, e das demais torcidas organizadas em geral, fundir uma identidade compatível com os Barneschis e outros tantos milhares de pessoas minimamente civilizadas que escolheram as organizadas como uma forma especial de torcer, não acha? ”
—
É isso ai, disse tudo. As organizadas tem que mudar. Sou a favor delas por fazerem festa, cantarem durante o jogo, incentivar os outros palmeirenses ao seu lado cantarem também. Mas tem esse lado da violência. Ou seja, ou elas mudam, ou de um jeito ou de outro, isso vai cair SIM numa elitização. E ai, depois disso, concerteza nascerá outra organizada, esta para torcer. Mas será complicado…
Hahahaha, boa entrevsta Daniel (80), sensacional…
E valeu pelas informações Barneschi, muito interesasntes.
interessantes*
Barneschi
Já que vc é da MV fica aqui minha sugestao para que os integrantes tentem cantar coisas novas no estádio
Nao é possivel que a torcida nao tenha criatividade para criar algo melhor do que “olê porcooo” e “vamos ganhar porcoooo”
ESTIVE NA ACADEMIA HOJE, COBRINDO O LANÇAMENTO DA NOVA CAMISA DO PALMEIRAS, E REALMENTE PUDE CONSTATAR, COM MUITA ALEGRIA, QUE AS COISAS ESTÃO MUDANDO PARA MUITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO MELHOR NO PALMEIRAS!
O LANÇAMENTO FOI SENSACIONAL:
MUITOS COMES E BEBES …AGORA NINGUEM MAIS PODE RECLAMAR DO TRATAMENTO QUE RECEBEM NO PALMEIRAS.
MUITA ORGANIZAÇÃO E COMPETENCIA, ALÉM DE SERIEDADE, O QUE MOSTRA QUE O FUTEBOL DO CLUBE ESTA ATUALMENTE EM BOAS MÃOS!
A CAMISA FICOU MUITO BONITA, A GALISTEU FEZ A APRESENTAÇÃO, A DIRETORIA DA CASE, DO GRUPO FIAT , ESTAVA LA EM PESO, ALEM É CLARO DE GILBERTO CIPULLO, E SAVERIO ORLANDI.
TIVE O PRAZER DE GANHAR UMA!!! SENSACIONAL!!!! GRANDE PARTE DOS PRESENTES TBM GANHOU!!!
TBM HOUVE A APRESENTAÇAO DOS 3 REFORÇOS.
TUDO MUITO BEM ORGANIZADO.
DE MINHA PARTE, APROVEITEI PRA CONVERSAR COM ALGUNS JOGADORES DO ELENCO E MEMBROS DA COMISSAO TECNICA, E SENTI UM ALTO-ASTRAL QUE HA MUITO TEMPO NAO VIA NO PALMEIRAS.
PARABENIZEI A TODOS, EM NOME DOS PALMEIRENSES, PELO TITULO, E TODOS ESTAO MOTIVADOS PRA BUSCAR O BRASILEIRAO!
ENFIM, UMA TARDE AGRADAVEL…
AS FOTOS DO EVENTO, PELA ÓTICA DA MIDIA PALESTRINA, ESTAO DISPONIVEIS NO
http://www.mondopalmeiras.net
QUEM QUISER DAR UMA OLHADA, PASSE POR LÁ..
SÓ MAIS UMA COISA: SE ACONTECER 50% DO QUE EU OUVI, DOS PLANOS E PROJETOS DO PALMEIRAS PRA ESSE ANO, TEREMOS UM FINAL DE ANO SENSACIONAL! PARABENS DIRETORIA, POIS AGORA VEMOS PLANEJAMENTO E VONTADE DE VENCER!
QTO AOS QUE DUVIDARAM DA FIAT, DO PATROCINIO, ETC( MEMBROS DA IMPRENSSINHA)….DOU UM CONSELHO:
LEIAM O PRESS KIT QUE FOI DISTRIBUIDO , E CALEM A BOQUINHA DE VCS!!!
CHUPA BABACAS!!!!
O VERDAO VEM AI E O BICHO VAI PEGAR MESMO!!!!!
OVzes!
Estou viajando a trabalho e não estou acompanhando tudo, mas essa discussão sobre as organizadas está bem boa. Para mim, o caminho é legalizá-las ao máximo possível, tornar tudo muito transparente e responsabilizar os líderes de alguma forma. Mas tem que fazer com respeito, quase como se fosse um sindicato de torcedores, não com grades. Tentar acabar com elas acho pior, pois a tendência seria a marginalização completa, a clandestinidade, aí a coisa piora.
Daniel, sensacional!
Daqui a pouco alguem,como eu,vai chegar a conclusão que as organizadas deveriam formar o proprio time.Bricadeiras a parte,essa discussão eu nunca vi iniciar e chegar a uma conclusão.Há não ser as radicais,tipo extinção.Mas mesmo assim…pouca coisa muda.A coisa se enraizou de tal forma,que não creio que seja possivel numa penada só acabar.E sobre a pm….são a organizada do Estado.Com uniforme e alguns ” apetrechos”.
Mudando de saco para a mala…Aonde esta aquele lambari ,que vai entrando na casa alheia e vai logo abrindo a geladeira,hein??Aparece aí e nos conte da alegria do seu véinho,de ver o verdão saindo da fila.
Saudações a todos
Amigos , tudo o que está sendo discutido sobre as organizadas é essencial para que , aqueles que nunca ‘chegaram perto’ de uma , tenham uma visão diferente e possam até mesmo melhorar a impressão , caso essa seja ruim.
Para mim , que vivo um pouco das organizadas e não sou filiado a nenhuma delas , posso dizer que é um ‘espaço’ mais do que democrático e é frequentado por todo tipo de gente. De engenheiros , advogados , administradores de empresas , executivos de multinacionais , jornalistas e simples comerciantes entre outros vários profissionais , até ‘vagabundos profissionais’ , traficantes , sem-teto e bandidos de várias espécies.
Nada disso significa que uma torcida organizada é um antro de marginais , mas também não vou afirmar que é o lugar mais puro do mundo.
O que todas as pessoas querem quando frequentam uma torcida organizada , vai muito além de se identificar com a sua ‘tribo’ ou ’simplesmente’ ajudar o time de coração a conquistar vitórias.
Acredito sim que este último é o principal objetivo das torcidas. Mas a coisa cresceu tanto , que há muitos outros fatores que fazem as torcidas organizadas serem o que elas são hoje.
O que acontece , na verdade , é que fica muito fácil atirarem pedras - lógico que no sentido figurado - nas organizadas , pois só se vê na imprensa de modo geral que elas estão aí para brigar e incitar a violência.
Queria saber o por que essa mesma (grande) parte imprensa que só sabe mostrar e dizer que as organizadas são antros de marginais , não vão mostrar que muitas delas tem em suas sedes projetos sociais , campanhas beneficentes , que geram empregos e etc ?
Isso não é bonito mostrar? Não deve ser , porque coisa boa não gera audiência na tv , não vende jornal…
O bonito é ficar mostrando quebra-pau entre torcedores , a polícia descendo a borracha , neguinho sendo algemado e levado preso em rede nacional…
Por muitas vezes , um ‘louco’ qualquer , veste um camiseta da MV e sai por aí quebrando tudo e brigando com todos , sem nem mesmo ser sócio da torcida.
Vou deixar bem claro que não tenho o menor interesse em defender as torcidas organizadas , pois não é a minha intenção frequentar a sede ou a quadra de nenhuma delas , apesar do grande n° de amigos que tenho e que fazem parte delas. Mas é muito injusto - e fácil - criticar algo que não conhecemos de perto. Também concordo que as organizadas erram demais e precisariam pensar melhor antes de cometer alguns atos.
O maior erro de uma torcida organizada é o ego inflado que elas tem e que lhes passa a impressão de poderem fazer tudo o que querem da maneira que bem entenderem.
Se eles fossem um pouco mais humildes e pensassem melhor no que representam dentro de uma sociedade , acredito que não cometeriam tantos erros.
Mas afirmo que , pelo menos a MV , não é esse monstro que muitos querem fazer ser.
Verdaço (98),
Realmente é dificil chegar a uma conclusão, ou a um consenso. Acho que se deve ao fato de não serem problemas originados no futebol, mas em problemas sociais. E para resolver isso de forma efetiva, demandaria grandes investimentos sociais por parte do governo, numa forma totalmente diferente de administração pública da que estamos acostuamados.
Concordo com o Rafael Evangelista. Proibir não resolve nada. É só ver o que aconteceu nesse último caso, quando a MV foi proibida de entrar nos estádios nesses últimos jogos desse campeonato paulista. A diretoria da torcida informou que não podia proibir seus os associados de irem ao estádio, e como a torcida organizada estava proibida, logo, os associados da MV estariam lá como palmereirenses e não como manchistas. Dessa forma, a diretoria da torcida se isentou de qualquer responsabilidade sobre os atos cometidos pelos torcedores. Assim, o que a FPF conseguiu fazer foi aumentar o problema.
Então proibir, extinguir, é conversa mole pra enganar a população. É só pra mostrar na TV que as autoridades estão tentando resolver o problema. Mas eles mesmos sabem que isso não vai resolver nada, é só um teatrinho pra dar uma satisfação aos eleitores. E a imprensinha vai na onda.
O Flamengo foi desclassificado da Libertadores e a mídia, que apostou todas as fichas no time, se recusa a tratar o resultado como um acontecimento do futebol, embora inesperado.
A impressão é que um esquadrão cheio de craques perdeu para um time de várzea, uma “tragédia” sem paralelo.
Vejo a escalação do Flamengo e ali estão jogadores comuns, um time comum, que dentro do mata-mata de um torneio difícil como a Libertadores pode ganhar ou perder de qualquer adversário.
Neste caso, funciona a comparação com a Mercosul de 2000. É só analisar a escalação de Palmeiras e Vasco no contexto da época para concluir que surpreendente não foi a virada, e sim o fato de o Palmeiras terminar o primeiro tempo com 3X0 no placar.
O Flamengo perdeu? Azar do Flamento, sorte do América.
O ufanismo e o populismo intragáveis que permeavam a cobertura do time carioca nestes últimos meses são irmãos desse clima patético de luto e apocalipse que agora querem nos impingir, como se uma derrota do Flamengo fosse um drama nacional. Não é.
Menos, mídia, menos.
não li nem metade dos comentarios sobre as organizadas, mas proibi-las é apenas jogar o sofá fora(sabe aquela piada do portugues que encontra a mulher traindo ele no sofá e, ao inves de terminar com a mulher, joga o sofá fora).
O que tem que fazer é responsabilizar o individuo que briga e não a organizada.
Vou dizer agora uma coisa que não influência em nada na violência das torcidas, mas as “autoridades” insistem em tentar acabar: A festa nas arquibancadas.
Hoje, com a separação eficaz de torcidas dentro do estádio, não existem mais brigas nas arquibancadas. Elas acontecem somente do lado de fora.
Por isso não há mais razão nenhuma para proibir os artigos que as torcidas usam para fazer a festa e deixar o estádio mais bonito. A razão para as proibições era que tais objetos poderiam se transformar em armas. Mas como não existe mais contato entre torcidas adversárias, esse argumento cai por terra.
Faixas, sinalizadores, instrumentos musicais, bandeiras, camisas (essas até ajudam na identificação), bexigas e até papel são proibidos hoje. Quando liberam alguma coisa, é somente um ou outro, após muita burocracia. Acho que isso tá mais pra uma “birra” de FPF/PM/MP.
Os clubes deveriam tomar uma posição contrária a isso, de apoio a festa das torcidas, visto que tornaria o espetáculo muito mais bonito, e talvez até atraísse mais público.
Salve esmeraldinos, uma boa tarde a todos.
Sobre o tema das torcidas organizadas, eu creio que do modo de vista institucional, Estatuto é bem pouco.
Uma sugestão seria firmarem o seu Código de Ética, Conduta e Disciplina.
Poderia ser um bom início de fortalecimento do controle interno dos associados.
Palestra Itália, sempre.
(96) Palestrino
O que acontece, é que nesse paulista a MV foi proibida de entrar nos estádios e tal, dificultou o acesso deles no estádio e tal, ficou só a TUP, que realmente torcendo é mais fraca. Mesmo assim, na final, eles eram maioria e cantaram.
No brasileiro do ano passado por exemplo, a torcida teve boa participação, vários gritos, entre eles “Canto sou Palmeiras até morrer”, “Meu Palmeiras” etc… Considero uma das melhores torcidas. Só não sei o que aconteceu naquele jogo contra o Fluminense, e depois com o Atlético-MG, que a MV simplesmente não cantou.
É uma merda, porque no final a TUP a a MV sempre discordam uma da outra, e quem perde com isso é o Palmeiras. Imaginem as duas unidas, cantando, e ainda com os torcedores comuns? A única coisa que discordo nas organizadas é isso, muitas vezes colocam-se acima do clube.
… e a violência claro.
José Calil é novo gerente do Barueri
O Grêmio Barueri acertou a contratação do jornalista José Calil (comentarista da Rede TV!) para ser o novo gerente de futebol do clube. O cargo era ocupado, anteriormente, pelo ex-jogador Jamelli, que assumiu o mesmo posto no Coritiba.
(…)
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=9154
—
Será que estamos livres dessa figura falando asneiras no rádio e na televisão?
Galera…
Olha esse cara!
É discipulo do chico lang! Isso porque o Palmeiras foi campeão:
“FINAL DO PAULISTA
SÉRIE A1 2008
Palmeiras e Ponte Preta se enfrentaram no Parque Antártica, reprisando o fraco jogo do qual foram protagonistas na cidade de Campinas, no Moisés Lucarelli, quando do mando da Ponte.
Quanto ao trabalho do arbitro Cléber Abade, lhes afianço que não me agradou por ter se omitido ao não ter dado pênalti em favor da Ponte Preta, quando um defensor palmeirense dentro da linha da área pequena foi de sola e tudo pra cima do atacante ponte-pretano, este lance aconteceu próximo ao fim da primeira etapa.
Tenho certeza absoluta se o lance ocorresse no centro do campo, Abade marcaria falta.
Conseqüentemente a S.E. Palmeiras sagrou-se campeã e na comissão técnica comandada pelo Luxemburgo, encontra-se Luiz Cláudio Lula da Silva auxiliar técnico e futuro formando em Educação Física, que exerceu as mesmas funções no São Paulo.
É triste ouvirmos que está no cargo por capacidade e não por ser filho do maior funcionário publico temporário do país.
Quantos e quantos jovens, formados há algum tempo e com capacidade, estão a procurar oportunidades neste mercado restrito de trabalho, principalmente nas equipes de ponta e não a encontra?
Seguidamente vêem as explicações contumazes a nos chamar de neófitos.
Durante a partida o árbitro distribuiu 08 cartões amarelos e 02 vermelhos, houve omissão ou medo do árbitro ao não expulsar o defensor palmeirense Kleber que maldosamente atingiu seu oponente dando-lhe um pontapé. Kleber foi advertido com o amarelo, isto mostra que o árbitro viu o lance, deveria de tê-lo expulsado, e não venha com explicações de ser lance interpretativo.
Denílson em meu entender também deveria de ter recebido o vermelho por ter praticado o desprezo para com seus oponentes que no todo da partida comportaram-se dignamente, sem jogadas violentas que pudessem por em risco a qualquer defensor alviverde.
Fiori”
—
Peguei no blogzinho..
RESPONDAM a ele: caminhodasideias@superig.com.br
Abraços
UMA INFORMAÇÃO INTERESSANTE
EM JOGOS DO BRASILEIRO NO CONFRONTO PALMEIRAS X SPFW O PLACAR ESTÁ ASSIM;
Jogos………………..42
Vitórias do Palmeiras….16
Empates………………20
Vitórias do SPFW……… 6
Tabú….Ficamos 27 anos sem perder para elas….de 1.973 a 2.000
SÓ!
O MUNDO MUDOU
Fiquei abismado!
O JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, O REDUTO MAIS RANCOROSO DOS BAMBIS CONTRA O PALMEIRAS PUBLICOU NESTE DIA 10 DE MAIO DE 2.008 UMA MATÉRIA COM ESCRITOS - IMAGENS E SOM - CHAMANDO O PALMEIRAS DE CAMPEÃO MUNDIAL DE 1.951. A SEÇÃO É DE MATÉRIAS ESPECIAIS.
ELES NÃO FIZERAM ISSO NEM EM 1.951.
ACHO QUE ELES ESTÃO SENTINDO QUE PALMEIRENSE NÃO COMPRA MAIS O ESTADÃO E ESTÃO TENTANDO READIQUIRIR LEITORES.
NÃO ACREDITO….CHEGUEI LÁ POR UM POST NO BLOG A TURMA DO AMENDOIM.
FUI VER O QUE ERA E CAI DE COSTAS.
ALELUIA.
A MIDIA PALMEIRENSE ESTÁ CONSEGUINDO MILAGRES.
Pessoal, aí vai minha análise do nosso time:
Marcos: Fraco na saída com a bola nos pés. Médio nas bolas altas em cruzamentos. Mas o cara é tão bom em não tomar gols que ninguém se importa com isso. É incrível como o cara pega tanto a ponto de compensar estas deficiências e ainda sobrar muito crédito. A melhor frase já feita para defini-lo é : “PUTA QUE O PARIU! É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL! MARCOS!”
Granja: Impressionante sua segurança. Chega a dar medo às vezes. Parece que ele se sobrepuja naturalmente ao atacante. E isto é gritante quando ele tem a bola dominada e tem um atacante adversário no abafa. Não dá para acreditar a tranquilidade do cara. É coisa pra gente grande.
Gustavo: Já escrevi aqui que ele tem deficiência nas bolas altas. Mas considero um bom zagueiro no todo e com uma seriedade de dar inveja a qualquer time adversário.
Henrique: A primeira vez que o vi, foi pela TV. Achei estraho a postura corporal. Sinceramente me incomodou. Depois percebi que esta postura corporal (ombros eretos, sempre imponente) é própria dos grandes zagueiros. Lembrei do Luizão Pereira. É outro cuja segurança e futebol irrita qualquer um.
Leandro: Não sabe nada de defesa. Mas foi o cara MAIS IMPORTANTE NO NOSSO TÍTULO, estatisticamente. A grande maioria dos nossos gols passou por ele. É o cara que agregou o grupo mas que cometeu uma grande cagada no final, que foi a história do corte de cabelo. Teve gente que não gostou. Mas o cara tem crédito e, entre mortos e feridos, o grupo gosta dele. E cruza pacas…
Pierre: Sem comentários. O melhor roubador de bolas do Brasilero e do Paulista. Fora o golaço que fez contra a Ponte (ou você não acha que aquela defesa não foi?)
Leo Lima: Um cara que, se fosse sério, seria titular da seleção brasileira. Resolveu ser sério tarde, o que nos levou ao título e ao Santos o ano passado.
Diego Souza: Um cara que a torcida, com razão, tá pegando no pé. Mas tenho a intuição que é uma questão de adaptação. O cara é grande, forte, e acho que joga muito. Se tivermos paciência, este cara vai ser ídolo aqui.
Alex Mineiro: Fatal. Fala mansa e fatal. Tenho medo dele. Por isso não vou falar nada de um cara de fala mansa.
Kleber: Troglodita manhoso. Combina a fome com a vontade de comer. O filho da puta deu na maldade no bambi, ficou na dele, se saiu bem, e ainda ganhou respeito. O cara é foda!
Martinez: Defende tanto quanto o Alex Mineiro. Nosso melhor passe. Bons nas bolas altas e nas faltas. Um cara ótimo para o grupo.
Lenny: Titular e ídolo nosso o ano que vem.
Bem, pessoal, essa é minha avaliação. Infelizmente não prestei muita atenção nas novas contratações.
Pessoal, o que vcs acham de fazermos um bolão daqui do pessoal do OV no site da ESPN?? Já há alguns anos participo de competições na brincadeira e acho aquele o que tem melhor sistema de pontuação.
É o seguinte galera. Vou criar um bolão com o nome CHUPA IMPRENSINHA e deixar visível ao público. Ao que quiserem participar, basta entrar no site do bolão da ESPN(http://espnbolao.terra.com.br/bolaoEspn/) e se cadastrar. Os que participaram no ano passado podem usar os mesmos username e senha para o deste ano.
Então, entrem em “Meu Bolão” e procurem pelo nome “CHUPA IMPRENSINHA” no espaço de busca e façam o pedido para entrar que eu aprovo.
Como está em cima da hora (o campeonato já começa amanhã) programei para que no ranking a pontuação comece a contar apenas a partir da segunda rodada. Assim temos mais tempo. Obviamente, quem quiser que aposte sem problemas. Apenas não contará para o ranking.
Abraços campeões a todos!
Histórico SEP X CFC
Por Fábio Finelli - Assessoria de Imprensa SEP
Geral: 39 jogos
16 vitórias do Palmeiras [ 67 gols ]
13 empates
10 vitórias da Coritiba [ 47 gols ]
No Campeonato Brasileiro: 23 jogos
08 vitórias do Palmeiras [ 26 gols ]
09 empates
06 vitórias da Coritiba [ 18 gols ]
Como visitante, o retrospecto é de equilíbrio. Em 19 jogos em Curitiba, foram 6 vitórias do Palmeiras [23GP], 6 empates e 7 vitórias do Coritiba [26GP].
Primeiro jogo da história entre os dois clubes. 16/01/1938 [Amistoso]. Coritiba 3 X 3 Palestra Itália, em Curitiba-PR. Os gols palmeirenses foram de Barcelona, Octávio e Mathias.
Primeiro jogo da história entre os dois times no estádio Couto Pereira. 09/08/1959: Coritiba 3 x 1 Palmeiras. Ivo, Duílio e Hamilton (C), Dicão (P).
Primeiro jogo da história entre os dois clubes pelo Campeonato Brasileiro. 11/09/1971: Coritiba 0 x 1 Palmeiras, no estádio Couto Pereira-PR. O gol foi do atacante Héctor Silva.
Últimas partidas entre as duas equipes:
08/09/05 - Palmeiras 1 x 1 Coritiba - C.Brasileiro
05/05/05 - Coritiba 1 x 0 Palmeiras - C.Brasileiro
19/09/04 - Coritiba 0 x 0 Palmeiras - C.Brasileiro
29/05/04 - Palmeiras 2 x 0 Coritiba - C.Brasileiro
Maiores goleadas: o Palmeiras goleou o Coritiba por 5×0 no Brasileiro de 1996, no Palestra Itália, e na Taça Cidade de São Paulo, por 6×2, no Pacaembu. Já o Coxa goleou o Palmeiras por 4×1 no Brasileiro de 2001, no Couto Pereira.
Curiosidades: o placar de 1×0 é o mais comum entre os dois times. Aconteceu em 8 dos 20 jogos da história, seguidos pelos placares de 3×1, 1×1 e 0×0, que aconteceram em 5 oportunidades. Já as goleadas por três ou mais gols de diferença ocorreram 6 vezes.
http://www.estadao.com.br/ext/especial/extraonline/infograficos/2007/03/audiopalmeiras/
O endereço eletrônico acima é de uma página do ESTADÃO - jornal anti-palmerense.
É um reconhecimento explícito de que o Palmeiras foi realmente o PRIMEIRO CAMPEÃO INTERCLUBES DO MUNDO em 1.951…!!!
Galera,
Postei lá no meu Blog um balanço do Brasileirão 2008 e minhas previsões…
Quem quiser leia e comente lá ;D
http://www.blogdoro.net
Abraços
Bom,
Hoje é sábado, dia de ver o Timinho na série B!! Esperei muito por esse momento… Vou abrir uma lata e curtir!!
Façam o mesmo Parmeristas!! Curta, esse momento!!!
Curtam esse momento
Goooooool, do CRB! Sensacional!!
Devemos agradecer a Polícia Militar e não condená-la!
Na semana seguinte da atitude “precavida” da PM preucupada que estava com queimaduras que os piscas e sinalizadores causavam nos palmeirenses no domingo do título, o time da marginal sem número e o do Jardim Leonor, jogaram e suas torcidas usaram dos mesmos elementos durante o jogo.
Porque a Polícia não agiu (por coerência e preucupação) da mesma forma é um mistério, acho que gostam mais da nossa torcida e não querem que ninguém da arquibancada se machuque, só pode ser isto.
Porque a imprensa não questiona a Polícia sobre sua “falha” em não entrar na arquibancada como fizeram conosco, só o Flávio Prado para responder …………………
O blog acabou? Desde o dia 6 sem post…