O destino de Kléber
Mai 24th, 2008 by Rafael Evangelista
No jogo de domingo, contra a Portuguesa, informam os jornais que Kléber não deve entrar jogando.
Até aí tudo bem. Quem viu o jogo contra o Inter viu que o Denílson foi muito bem. Não dá para saber exatamente o que se passa na cabeça do Luxemburgo, mas manter o time que foi bem me parece muito lógico.
Diz o Estadão, na versão impressa:
Palmeiras que tenta a segunda vitória no Campeonato Brasileiro - amanhã, contra a Portuguesa, no Pacaembu - não deve ser diferente daquele que bateu o Internacional no Palestra Itália. No coletivo de ontem, o técnico Vanderlei Luxemburgo repetiu a formação de domingo, e o atacante Kléber, que se envolveu em confusão na madrugada de quinta-feira, deve ficar no banco de reservas.
Antes de saber da discussão que Kléber teve numa casa noturna (atropelou um rapaz na saída), Luxemburgo havia dito que iria aproveitá-lo no jogo de amanhã. O jogador estava perdoado depois de ficar fora do clássico com o Inter - tinha sido punido por agredir o companheiro Mauricio num treino da semana passada. Ontem, porém, atuou no time reserva. E Denilson será de novo titular.
Na madrugada de quinta, Kléber estava cumprindo seu dever como funcionário da Sociedade Esportiva Palmeiras e comemorava a desclassificação leonor. Diz que tirava uma onda na boa com um garçom quando um grupo de torcedores entristecidos ouviu, subiu nas tamancas e tentou agredi-lo. Na fuga, atropelou um dos perseguidores, que sofreu ferimentos leves.
Reparem no segundo parágrafo destacado. O jornalista opta por estabelecer uma contradição. Diz que Luxemburgo perdoou Kléber e que estava pronto a escalá-lo, antes de saber da confusão de quinta. Mas que, na sexta, colocou o atacante no time reserva e deverá deixá-lo no banco no domingo.
A impressão que fica é que o técnico está punindo Kléber. Pode ser verdade, o rolo de quinta pode ter contribuído para isso. Mas também é verdade que a entrada de Kléber pode ter motivos puramente técnicos (e certamente é algo que Luxemburgo pensou em fazer já antes de quinta). O mais provável é que as duas coisas tenham pesado: Luxemburgo estava a fim de escalar Denílson, e Kléber metido em confusão foi mais um empurrãozinho.
E aí a questão é: porque não colocar tudo isso às claras na matéria? Por que ficar fazendo essa jogo de “dar a entender” quando se pode simplesmente dizer: “Luxemburgo não disse que mudou de idéia sobre o time por causa do episódio. Mas o caso pode ter contribuído para que o treinador tomasse essa decisão”. Seria mais transparente e muito mais informativo para o leitor.
Vamos ver como a Folha tratou o episódio. Colo a matéria quase completa:
Ainda não deve ser contra a Portuguesa que o atacante Kléber vai recuperar a sua condição de titular. No coletivo de ontem, o atacante treinou entre os reservas e só no final, quando o técnico fez várias mudanças na equipe principal, Kléber mudou de time.
Para enfrentar a Portuguesa amanhã, o time deve entrar com três volantes (Pierre, Martinez e Léo Lima) e Denílson completando o meio. O chileno Valdivia e Alex Mineiro formarão o setor ofensivo.
Titular absoluto na campanha no Paulista, quando o Palmeiras voltou a ser campeão estadual, Kléber viu sua situação mudar depois de agredir, no treino, o companheiro Maurício. Expulso da atividade e nem sequer relacionado para enfrentar o Internacional, o jogador reapareceu no noticiário por problemas fora de campo.
Na madrugada de anteontem, ele atropelou um torcedor são-paulino após uma discussão que teve correria e agressão em uma casa noturna.
Apesar de descartar qualquer tipo de punição ao jogador, a atitude do atleta não caiu bem no departamento de futebol.
Novamente temos o mesmo expediente. Ninguém diz que Kléber não vai jogar por causa do ocorrido na quinta. Mas a informação de que “a atitude do atleta não caiu bem no departamento de futebol” é a senha para que o torcedor entenda o que o jornalista pensa sobre os motivos da mudança no time.
O duro é que a matéria tem um equívoco grande numa parte importante: explicar ao leitor como jogará o time. Diz-se que Denílson ficará no meio e Valdívia ajuda Alex no ataque. Ora, até minha avó vendo o jogo contra o Inter percebeu (teria percebido, se ela ainda estivesse entre nós) que quem jogou lá na frente, ajudando o Alex, foi o Denílson, não o Valdivia.
***
Muito bacana o Estadão ter destacado a música feita para o Mago Valdivia.
E a impren$inha vai se superando cada vez mais em sua eterna mediocridade.
se fosse jogador Bambi seria assim jogador agredido em boate………….
se fosse jogador Bambi
A materia seria assim:
” jogador agredido em boate………….”
Se o Luxa quizesse punir o kleber, não o relacionaria, como o fez contra o inter. Levar o kleber como reserva não é punição, é opção e respeito ao denilson que fez a melhor partida dele desde que chegou ao Palmeiras.
Isso é o pior calão dos piores da imprenssinha.
Hoje em dia a imprenssinha tem mais classe para criticar o palmeiras, não fala mentiras assim do nada. SOlta aquelas verdades comuns…
APrenda com o Juca Kfouri meu caro…
Enfim..
—
Postei no meu blog sobre a contagem da timemania e o SPFW dizer que tem a 3ª amior torcida do brasil… Hahahahahaha
vejam la:
www.blogdoro.net
Abraços!
O fato do torcedor do JL pertencer a uma torcida organizada não significa nada?
Ninguém notou esse detalhe?
Não analiso o comportamento do Kléber, pois não sei o que de fato aconteceu.
Acho estranho que condenem o jogador, ignorando que o confronto foi com um torcedor de organizada.
E esse o Kléber estivesse no Jardim Leonor e se envolvesse com um torcedor da Mancha, o que diriam?
O erro do Kléber foi sair em um horário não compatível com a profissão que desempenha. Isso é outra coisa. Agora, querer acabar com a trajetória do atleta no Palmeiras é um caso bem diferente.
Encontro da Mídia Palestrina
Pois bem, estava difícil. Vários jogos, alguns em casa outros ensejando uma viagem. No fim, uma imensa vontade e a necessidade de nos encontramos. A data se apresentou. Dia 08 de junho parece ser o ideal, o Palmeiras enfrenta o Sport, lá no Recife. Para a maioria dos Palmeirenses faltará grana para a viagem. Para a mídia Palestrina será um momento de trocar idéias e para, juntos, acompanharmos a apresentação (e a vitória) do Verdão.
Então, estamos preparando um churrasco, na casa do Falavigna (Raphael – Cruz de Savóia), para esse momento.
Esperamos TODOS por lá. Todos da mídia Palestrina.
Então, vamos lá:
Data: 08/06 (domingo) - Horário: a partir das 12h00 - Endereço: Enviaremos por e-mail no momento da confirmação da presença. Somente adiantamos que é no DECADENTE bairro do Cambuci.
Investimento: 1 caixa de latinhas (não bebe? Azar o seu, contribua com os bebuns) e mais R$ 10,00 para a carne, se for levar acompanhante – namorada, mulher ou filha, acrescentar mais R$ 5,00.
Obs: FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA (ATÉ 01/06), pois o Rapha comprará a carne e precisará saber o número de presentes para não perder grana. Entenderam o motivo? (endereço para confirmação da presença: adcastellari@gmail.com ou cruzdesavoia@gmail.com).
Pedimos a todos que convidem o máximo possível de membros da mídia Palestrina. ‘Linkem’, convidem, intimem, avisem. Esperamos todos(as) por lá. Todos(as) mesmo.
Até lá.
Palmeiras vai atropelar a Lusa…e é gol, é gol…é gol, do Mago Valdívia..é gol, é gol…do Mago Valdívia…
É isso aí!
É a nossa querida imprençinha cumprindo sua sagrada missão de lamber, com a boca arreganhada e a língua esticada, o bumbum dos bambis e gambás. E para tanto, contorce-se em malabarismos de raciocínio que - creiam - já não convencem nem mesmo os torcedores rivais…
E o Náutico já perdeu hoje para o Grêmio… Se o Cruzeiro tropeçar no Santos amanhã - algo longe de ser impossível - e passarmos pela Lusinha, já estaremos a 01 ponto da liderança…
Na versão escrita do Estadão da última sexta-feira a matéria sobre o incidente do Kléber terminou com o seguinte parágrafo:
“Kléber foi contratado em fevereiro por seis meses. O Palmeiras já manifestou interesse em renovar contrato pelo mesmo período, desde que fatos como esse não se repitam.”
Vejam o poder que tem uma ´rase jogada ao vento. Ao que parece essa é apenas a posição do jornalista. Ninguém da diretoria disse algo semelhante, mas quel a imagem que fica??
Esse estudou na mesma escol do cara que escreveu na Folha a matéria reproduzida no post.
Agora há pouco, antes do jogo, o Denílson deu entrevista e confirmou: é segundo atacante, meia é o Valdivia. Ê Falha de S. Paulo.
O motivo da falha na hora de dar a escalação e posicionamento tático do time que vai enfrentar a Lusa é porque o jornal Falha de S. Paulo está mais pra revista Caras do que para análise esportiva.
Serviço de utilidade pública: até este mês eu sou assinante UOL. Mês que vêm não precisarei pagar mais R$29 (mensais). Não pagarei mais nada porque cancelei a assinatura do Uol. Cancelei a assinatura do Uol porque a Telefônica informou que não é obrigatória assinar um provedor banda larga para ter internet de banda larga. E cancelei também porque o Uol busca todas as informações na Falha do S.Paulo. Parafraseando a propaganda deles: “Folha de S. Paulo, não dá pra não cancelar!”
Sport 4 x 1 Palmeiras
Cortiba 2 x 0 Palmeiras
Portuguesa 1 x 1 Palmeiras
O Palmeiras não joga com seriedade contra times medianos.
Jogou fora a Copa do Brasil e pode estar jogando fora o título do campeonato brasileiro.
Já são cinco pontos atirados no lixo. O primeiro colocado já tem cinco pontos à frente, sendo um time forte.
Os jogadores são irresponsáveis e displicentes. Acham que podem ganhar um jogo quando quiserem.
Não adianta ter no papel uma equipe superior as demais, se em campo não existe profissionalismo.
O time está dando um prato para a impressinha.
O momento de cobrar vontade, responsabilidade, vergonha na cara e raciocínio é esse. Não adiantará vencer o próximo jogo e na partida seguinte voltar o comportamento moleque (no sentido pejorativo da expressão).
O Palmeiras quer ou não disputar o título do campeonato brasileiro?
Sendo a resposta positiva, deve mudar, com urgência, a mentalidade dos jogadores.
Caso do gás……..
a imprensa rosa está querendo proteger o são paulo?
SOBRE O NOSSO PALMEIRAS
O que EU acho, respeitando sempre as demais opiniões.
1) Ao contrário do que muitos julgam, não temos um time
diferenciado. Temos, apenas, um BOM time e um
excepcional treinador.
2) Somos carentes em várias posições, para as quais não
dispomos de peças à altura dos titulares para as neces-
sárias reposições .
3) Nosso time é excessivamente BRANCO.
O Palmeiras parece ter sistema de quota para negros.
Aliás, temos alguns poucos jogadores mulatos mas negro
retinto, tipo Djalma Santos, Klebão e uns poucos mais,
não temos. Há anos somos, inexplicavelmente (?), assim.
OBS - Talvez seja por isso que, tradicionalmente, temos times de pouca raça, embora eu saiba que raça não seja privilégio só de negros.
Convenhamos, porém, que os negros, em maioria, são raçudos. Quem corre mais do que Leandro em nosso time ?
4) Nosso time, em média, é baixo, mormente os atacantes.
Poucos clubes têm média de estatura igual ou menor do
que a nossa. No futebol de hoje, só baixinhos foras-de-
série têm espaço.
5) Nossos atacantes chutam muito pouco ao gol adversário.
Não temos nenhum atacante que bata forte de fora da
área ou seja dono de um chute mais potente.
Para arremates de fora da área temos o Léo e o Martinez
O Léo tem má pontaria e o Martinez arrisca pouco.
6) Não temos, sequer, um único bom batedor de falta. Isso
nos subtrai a oportunidade de vencer por lances de bola
parada, a grande arma dos bambis nos últimos anos e
do futebol que se pratica hoje em dia.
7) Não dispomos de um único cobrador eficiente de
escanteios. Nesse quesito, Leandro, nosso batedor,
está bem abaixo da média.
temos gente em condições de fazer o gol. Primeiro, como
já disse, pela estatura pequena de nossos avantes e,
segundo, pelo próprio esquema que faz com que os
homens de área voltem para buscar o jogo.
9) O Denilson, que foi muito bem APENAS contra o Inter, é
um jogador muito aquém de nossas necessidades.
Inexplicavelmente não atuou no mesmo setor que
atuara diante do colorado gaúcho, isto é, na ponta
direita, o único lugar em que ele, QUEM SABE, possa
entrar como titular, para clarear a jogada pelo meio e
cruzar ou tentar chute a gol como fez contra o Inter .
Em outros setores ele não vai jogar bem.
Aliás, trata-se de jogador para entrar, apenas,
no segundo tempo.
Sair jogando e permanecer até o final, não dá.
O Luxa precisa cair na real.
O QUE TEMOS DE BOM ?
O toque de bola que, ainda que não refinado, é de boa qualidade, mais a boa preparação física e velocidade.
Muito mais do que isso, convenhamos, há o dedo do Luxa e, do ponto de vista tático, temos um bom esquema.
É evidente que, não fosse o Luxa, nosso time seria, apenas e tão somente, mediano.
CONCLUINDO
Não sei se o Luxa está pedindo ou já pediu, mas precisamos de reforços para ENTRAR DIRETAMENTE NO TIME.
Martinez é um bom reserva. Kleber e Alex precisam de encontrar um meia que possa obrigá-los a melhorar o rendimento. Esse meia não foi, não é e jamais será o Martinez. Para mim, Kleber e Alex NÃO são os “CARAS”.
Valdívia não pode continuar, definitivamente, sendo o ÚNICO jogador de criatividade em nosso ataque. E quando ele se contundir, quem irá substituí-lo ? E se ele, efetivamente, for negociado ?
Sem ter quem arremate vai ser difícil para o Palmeiras.
Precisamos ONTEM de um meia e de um centro-avante dessas características, preferentemente altos e fortes.
Do jeito que as coisas estão vamos ter imensas dificuldades.
Lembremo-nos de que o Brasileiro não é o Paulistão e que Valdívia encontra-se na maior solidão tática, tentando o
impossível:
Dialogar com quem não sabe (Kleber, Pierre, Leandro, Granja) pela falta de initimidade com a bola, ou com quem não pode (Alex, Martinez) o primeiro pela vísivel falta de arranque e o segundo pela extrema lentidão e obviedade tática.
MAS NÃO IMAGINEM QUE ESTOU PESSIMISTA. IMAGINO QUE A NOSSA DIRETORIA ESTEJA “SE AVIANDO”, ISTO É, TOMANDO AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS PARA O REFORÇO DO ELENCO.
Alguém falou em Kleber Santana, ex Santos, que está no exterior. Seria o jogador ideal, tanto ou quanto o Renato
ex-gambá e ex-Flamengo, que se encontra na Arábia ou algum outro jogador nas características de ambos, isto é, grandes chutadores e contundentes homens de aproximação para as jogadas ofensivas.
Com qualquer desses jogadores, mais o que temos, teríamos o “plus”, isto é, o algo mais que nos falta para firmarmos a nossa condição de um time favorito ao título.
Um centro-avante melhor, mais alto e mais forte do que os que temos, também seria muito bemn-vindo !!!
SAUDAÇÕES CLOROFILÁTICAS !!!
ADENDO
Pelo mesmo motivo que Alex não pode “dialogar” com Valdívia, isto é, falta de explosão muscular que atenda o chamamento do reflexo, Edilson também não pode.
Esmeraldino, acho o Leandro tao raçudo quanto o Valdivia e o Gustavo (brancos) e o Pierre (negro). Sem falar no Marcos. Acho que a cor nao deve ser critério para selecionar (nem para incluir nem para excluir), porque a vejo como irrelevante.
Acho muito interessante o seu comentario sobre o Denilson. Jogando pela direita ele ocupa o espaço ofensivo do Granja e não do Leandro, o que pode pesar para que o time jogue melhor.
Esmeraldino,
Sem entrar no mérito de sua análise, acrescento um detalhe.
Por mais problemas e deficiências que o Palmeiras possa ter, não se justifica empatar com a Lusa, da forma que o Palmeiras jogou.
Poderíamos fazer uma análise detalhada da fraca Portuguesa, considerando os mesmos critérios utilizados para o Palmeiras e ver a possibilidades dela empatar com o Palmeiras.
Estamos vendo na Copa do Brasil um time extremamente limitado quase na final e com grandes chances de ser campeão. Uma equipe de refugos, treinada pelo superado Nelsinho Batista passando por cima de adversários teoricamente muito superiores.
Faço esse comentário por achar importante que não haja transferência de responsabilidades.
Esses jogadores têm obrigação de jogar muito melhor do que estão jogando. Uma coisa é ter falhas técnicas, outra é ter falha no comportamento.
Por mim, as cobranças devem ser nesse sentido e pela entrevista pós-jogo do WL, o tempo vai esquentar nessa terça-feira.
MARCO
Permita-me discordar de um termo que você utiliza com bastante frequencia: REFUGOS.
Outro dia você usava a mesma terminologia para definir o time do Sport de Recife e isso não é verdade.
Pense bem.
Em um time de futebol jogam onze. Acrescente outro time
aos onze, correspondente aos reservas e você vai totalizar
vinte e dois. Coloque-se mais oito entre contundidos, mais gente que está em litígio com o clube, mais os garotos das bases chega-se a trinta.
Pois bem. Exageremos e admitamos que todos os grandes do futebol brasileiro recolham em seus elencos quarenta jogadores.
Os maiores clubes do Brasil, Inter, Gremio, Palmeiras, ECCO, SPFC, SFC, Fla, Flu, Vasco, Bota, Cruzeiro, Galo e
com muito boa vontade o Atlético PR, ou seja, treze clubes recolheriam em suas bases um total de 720 jogadores.
Pelo seu ângulo de visão, os que não conseguissem emprego nesses 13 clubes seriam ‘REFUGOS”, mas isso não corresponde a realidade.
Raciocine: num universo imensurável como este do futebol, em que o jogador vale muito mais pela imagem projetada do que, propriamente, pela sua condição, seriam apenas
720 os capacitados e que não podem ser chamados de refugos ?
Eu vivi no futebol e do futebol por longos anos e garanto-lhe que existem jogadores excepcionais que não são aproveitados nas maiores equipes brasileiras em todas as
divisões e, até, na várzea.
Mas o que vale é a projeção do nome. Infelismente a imprensa trata de alimentar o mito do jogador do nome nos grandes clubes, sobretudo no nosso, e não dá valor ao bom e barato, única forma de sobrevivência dos clubes após a lei Pelé, infelismente não aceita pelas torcidas.
Note que por melhor que possa ser o time da Portuguesa, do Sport, do Vitória, do Goiás, do Bahia, do Figueira, do Coritiba e etc que sempre QUALQUER comentarista vai dizer que tem um time tecnicamente inferior ao Inter, Gremio, Palmeiras, ECCP, SPFC, Fla, Vasco, Bota, Flu, Galo, Cruzeiro, ainda que seja superior.
Quando essa superioridade é mostrada dentro de campo ai vêm os comentários que dizem: “Não, meu time não pode perder para um time de refugos como esse”, referindo-se de forma imprópria aos times de menor porte e expressão.
O Bahia já foi campeão da Copa Brasil, vencendo o Santos de Pelé e não obteve méritos, mas observações de que
vencera o Santos por acaso em um dia em que nada deu certo para o Santos. Mentira. Venceu porque tinha um excepcional time e um ataque fenomenal com Marito, Bengala, Alencar, Mário e Biriba. Alencar, aliás, brilhou, tempos depois com a nossa camisa nove.
O Bahia com Bobô, Paulo Rodrigues e outros grandes jogadores rejeitados pelos “grandes” do futebol brasileiro, ganhou o título brasileiro e era sempre tido pela imprensa como o provável perdedor dos jogos.
Com um time poderoso, formado em maioria por jogadores que não tiveram oportunidades nos grandes, o Bahia venceu o Brasileirão de 88 eliminando todos os times que a imprensa insistia em dizer que eram tecnicamente melhores do que o Bahia e derrotando o Inter, depois de um banho de bola, em pleno beira Rio.
Futebol é questão, apenas, de oportunidade para quem tem talento. Mais do que isso, exige, apenas, um QE que permita a adaptação ao grupo, haja vista que o futebol é esporte coletivo.
O Sport de hoje, quer a imprensa queira ou não tem um time fortíssimo, competitivo e dispõe de uma estrutura espetacular para formar e preparar os seus jogadores, com o respaldo de uma torcida fanaticíssima.
Não tenho um grama de simpatia pelo Sport, clube que coloco no mesmo patamar de Inter, Gambás, Bambis,
Cruzeiro, Flamengo, Vitória e outros em termos de
arrogância e prepotência.
Entretanto a consciência obriga-me a reconhecer o Sport, neste momento (futebol é momento) como um dos melhores times do país. O Palmeiras não perdeu para um timeco qualquer mas para um time de excelentes jogadores.
(não são refugos, não, mas, apenas, jogadores que não tiveram chances nos grandes).
Veja que ainda que o Sport chegue à final (é provável) ou levante o título da Copa do Brasil, continuarão rotulando o time pernambucano de fraco, incompetente, de formado por jogadores recusados pelos times do sul e outras nomenclaturas bem ao gosto da imprensa sulista, mormente a paulistana, que julga um time muito mais pela sua localização geográfica ou pela tradiução, do que pelo futebol.
Essa visão míope da imprensa é que nos leva à necessidade de só contratarmos jogadores de marketing, diferentemente do que fazem os nossos adversários que reforçam os times a partir de jogadores que se destacam no interior e em equipes de porte menor, justamente como fazíamos em nossa melhor fase nos anos setenta(s).
Essa é a minha posição que, sei, perfeitamente, vai encontrar antagonismo total entre, sobretudo, os mais jovens, deslumbrados com nomes e com imagens de jogadores poderosos que só existem mesmo nos albuns de figurinhas.
Claro que não o censuro por ESTA sua opinião. Apenas e tão somente sou antagônico a ESTA entre tantas teses importantes, interessantes e inteligentes que você defende com brilhantismo neste espaço.
A Portuguesa, definitivamente, não é um time de refugos, mas um time com jogadores que não tiveram oportunidades em outros clubes, alguns como o Diogo que nos interesa e
Edmo que a lusa nos antecipou e foi buscar no Noroeste.
AO RAFAEL
Se você ler, antentamente, o parágrafo em que eu abordei o tema NEGROS, verá que eu disse que raça não é privilègio de negros.
Entretanto, SINTA, PERCEBA que NEGROS RETINTOS e FEIOS são raríssimos em nosso clube, que, no máximo, contrata mulatos claros. É preciso acabar com isso.
Eu já enjoei de feijões brancos, bonitos, cara de galã de holiwood, sem força, sem raça e sem alma.
O melhor jogador (disparadamente) do brasileirão até agora, Ramirez do Cruzeiro, negro, feio, mas muito técnico e raçudo, um baita jogador, tem remotíssimas chances de defender o nosso clube.
Ele já ao tempo em que defendia o Juventude, clube muito ligado ao Palmeiras, era um dos melhores na posição em todo o Brasil e declarou-se Palmeirense de coração, mas, parece, o tipo físico não agradou aos nossos velhos “made Itália”.
Um abraço a todos e, se houve algum erro, perdão, pois não vou fazer o “copy-desk”.
Saudações clorofiláticas !!!
Olá Esmeraldino, não sei se já houve esse racismo institucionalizado no Palmeiras (racismo de diretores com certeza já houve, esse tipo de pensamento escroto infelizmente aparece em todo lugar). Mas não acredito que isso ainda exista nas contratações, nesse nível profissional.
Sobre o assunto, lembro de ter lido uma entrevista muito interessante do Vadão, sobre Kaká e Rivaldo. Ele falava que o Rivaldo era muito mais jogador, mas que o Kaká era mais badalado por ser bonitinho. E é verdade, acho que o Rivaldo é menos badalado do que devia (até entre nós palmeirenses) não só por ser feio, mas também por ser tímido.
grande RAFAEL
Contam-se nos dedos os NEGROS
Contam-se nos dedos das mãos, apenas, os NEGROS que vestiram a nossa camisa. Dizem que o primeiro foi Djalma Santos, no início dos anos 60.
Antes dele lembro-me de alguns mulatos, mas NEGRO MESMO de fisionomia símimesca e cor fechada, não me lembro de ninguém. Só o Klebão, muitos anos depois.
Tivemos, por exemplo, Valdemar de Brito, o descobridor de Pelé, que fazia, segundo alguns historiadores, o mesmo que faziam os jogadores amulatados do Fluminense carioca
para disfarçar a cor: usava pó-de-arroz .
Na verdade Valdemar não atuou tanto com a nossa camisa.
Os negros e negróides nunca se sentiram a vontade no Palmeiras. A discriminação era visível e os sócios não toleravam jogador de cor.
Também me lembro de Liminha, mulato, e de um crioulinho liso, rápido, fogoso e artilheiro que o Palmeiras foi buscar no Flamengo, chamado Paulinho.
Quem se dispuser a ler as fichas técnicas das décadas de 50 e 60, verificará que Paulinho era um explêndido atacante, cuja especialidade era matar os gambás.
Foi com ele que demos a volta por cima sobre os marginais, vencendo-os por 4 X 0 em um jogo em que ele assinalou dois ou tres gols.
Em outros jogos ele sempre marcou presença com excelentes atuações até que foi negociado com o Fluminense, atuando em um ataque espetacular: Maurinho, Paulinho, Valdo, Telê e Escurinho.
Melhoramos muito, Rafael, mas aina existem ranços do passado que precisam ser eliminados.
Não estou reivindicando um time exclusivamente de negros, mas que tenhamos times mais miscigenados e que as contratações obedeçam critérios técnicos e físicos, não raciais como já ocorreram tantas e tantas vezes.
Nesse ponto ninguém vai me desmentir porque já fui testemunha de algumas decisões de nossos dirigentes optando sempre pelo branquelo em detrimento do negro.
Da mesma forma, quando se contrata jogadores de cor, não se os contrata para que sejam sócios ou para que frequentem as dependências do clube social, mas, apenas e tão somente, para o time de futebol. E, ainda que fosse, qual o problema, considerando-se que o racismo no Brasil, hoje, é muito mais econômico ?
As coisas mudaram muito no Palmeiras, mas sei que existem, ainda, focos de resistência entre dirigentes mais velhos e alguns sócios, o que nos inibe de contratar jogadores como os que descrevi.
A propósito, alguém sabe dizer quantas famílias negras estão associadas ao nosso clube.
E se querem provas do que estou dizendo, apanhem fotos de times do Palmeiras, ano a ano, e as comparem com outros clubes brasileiros. Nem o Fluminense é mais branco do que nós.
Sei que muitos consideram irrelevante ou desnecessário o que estou dizendo, mas quem se der ao trabalho de analisar com profundidade os fatos, verá que se trata de algo muito importante porque estamos indo na contramão das linhas de pensamento mais modernas.
As novas gerações têm de ajudar a modernizar o nosso Palmeiras.
Saudações clorofiláticas !!!