O povo nos estádios
set 11th, 2008 by Rafael Evangelista
Surpreendente o post de Mauro Cezar Pereira sobre a ausência leonor dos estádios. Até que enfim alguém não apela para mitificações marqueteiras como “time da libertadores” para explicar o sumiço das frutinhas naquele panetone.
Mauro ainda linka com o texto de Arnaldo Ribeiro, na Placar, que também fala do Palmeiras e aí… polêmica!
Sabe qual é uma das metas principais dessa diretoria? Estreitar os laços do clube com a colônia italiana. A Arena Palestra Itália, que deve ser construída nos próximos anos, tem como objetivo abrigar a Azzurra na Copa de 2014. O Palmeiras entende, também por conta da receita, que é mais interessante reforçar a imagem de clube de colônia do que popularizar o Verdão, do que resgatar, por exemplo, a enorme torcida caipira que o time tem no interior do Estado, do que criar iniciativas para seduzir jovens carentes na capital, dominada por corintianos e são-paulinos.
Dizer que a diretoria pretende mais “reforçar a imagem de clube de colônia do que popularizar o Verdão” me parece estranho sem uma declaração que a contextualize. Ele está inferindo isso ou ouviu de alguém? Parece-me que essa idéia até existe entre um ou outro diretor (remember Ebem), mas daí a generalizar como política do clube é outra história. De qualquer forma, nem faz muito sentido, pois boa parte dos “caipiras” são descendentes de italianos. O que não invalida a idéia geral, e é algo que eu já disse por aqui: ficar com nheco-nheco com a italianice é até interessante como lembrança da origem. Mas sem exageros, o Palmeiras já ultrapassou sua parte Itália faz tempo. Felizmente!
Esse Arnaldo Ribeiro, autor da matéria, mostra total ignorância sobre o que escreve.
Tira conclusões a partir de hipóteses que ele mesmo formula.
A matéria não merece destaque, pois não acrescenta nada e não retrata a realidade atual do clube.
O Palmeiras tem grande torcida no interior do Estado devido forma como a região foi colonizada e usa o termo “caipira” como pejorativo.
Escreveu um texto tirando conclusões a partir de uma informação que é a da intenção de fazer do Palestra a sede da Itália.
O Palmeiras não falou nada. Nenhum dirigente de clube daria uma declaração dizendo que via ignorar um setor do seu público. Somente uma pessoa limitada para imaginar e escrever algo assim.
Esse Arnaldo Ribeiro é um BABACA, diz muitas asneiras e
faz jus à equipe esportiva da qual é integrante.
Num programa da ESPN, chegou a dizer que o Palmeiras havia conquistado apenas um paulistinha, em frontal desrespeito à nossa conquista mais recente.
Vindo dele, que é sobrinho do Sócrates, não se poderia esperar outra coisa além de despeito pelo nosso verdão.
Quanto à tentativa de tornar nossa torcida ligada apenas à colonia italiana, é mais uma insanidade. Sou do interior, tenho inúmeros amigos que não tem ascendência italiana e são Palmeirenses e outros, descendentes dos oriundi, que são gambás ou róseos. Por acaso ele já pesquisou o enorme número de descendentes japoneses que são torcedores do nosso clube?
A nossa torcida por aqui é enorme, chego a dizer que é tão grande quanto a do corinthians e bem maior daquela que pertence àquele time do qual não gosto de pronunciar o nome.
Que diretoria de clube gostaria de perder tanto prestígio? As rendas dos jogos do Palmeiras no interior, que sempre são boas, não interessam?
As Vendas de camisas fora da cidade de S. Paulo não interessam?
Baita (falando caipira) imbecilidade desse babaca parcial.
Essa segmentação que ele tenta nos impingir já ficou na história, no tempo e não tem o menor dos sentidos.
Avante palestra, apesar deles.
Por mais que o Arnaldo Ribeiro tenha generalizado, confesso que a italianisse que vejo em alguns blogs de torcedores me incomoda um pouco.
Nada contra usar a bela história do clube e de como ele foi formado. Acho legal isso, traz uma identidade para o clube que mostra ter orgulho das origens (até porque exitem clubes rosados por aí que fazem de tudo pra esconder o passado nefasto e exibir uma máscara de modernidade).
O Palmeiras faz décadas é um time de massa e não há mais aquela ligação umbilical com, e somente com, os italianos. A ligação hoje é com torcedores de todas origens. Associar a imagem do Palmeiras unicamente aos descendentes de italianos já não cabe mais para a torcida atual.
Me sinto incomado também ao ver blogs “oficiais” de torcedores, aquele do globoesporte e aquele outro do lance, forçando uma italianisse que eu não vejo por exemplo nas arquibancadas do Palestra. Eles não representam a imensa maioria dos palmeirenses.
Não acredito que oficialmente a diretoria do Palmeiras queira se aproximar dos torcedores da colônia em detrimento dos torcedores do interior. Não faz o menor sentido.
Mas acredito que essa é a percepção de outros torcedores e jornalistas.
O Mauro fala umas besteiras as vezes, mas uma coisa eu sempre disse: ele nunca teve rabo preso com ninguém. Aliás, deve ser o único.
“Reforçar a imagem de clube de colônia” seria de uma inutilidade sem tamanho, para dizer o mínimo.
Primeiro porque, até onde eu sei, não está havendo nem está prevista nenhuma nova onda migratória de italianos para o Brasil.
Segundo porque hoje a relação do Palmeiras com a Itália é muito mais simbólica e não produz nenhum tipo de conseqüência objetiva. Tenho dúvidas se os italianos lá, mesmo os que gostam de futebol, se interessam ou sabem que existe um ex-Palestra Itália no Brasil (na verdade dois).
Não há nem sombra de comparação entre o interesse despertado pelo Palmeiras lá com o interesse despertado aqui pelos brasileiros que disputam o campeonato italiano.
Obviamente este Arnaldo (que nem sei quem é) está confundindo o desejo palmeirense de sediar a copa e receber a seleção italiana com um atavismo sem sentido.
Ele é sobrinho do Sócrates? E despreza o campeonato paulista?
Não deveria. Não lembro de nenhum título conquistado pelo Sócrates que não fosse o campeonato paulista.
Ganhou algum brasileirão? Disputou alguma final de brasileirão?
Ganhou Libertadores? Disputou alguma Libertadores? Ganhou algum título pela seleção que não fosse o de “campeão moral”?
Na verdade eu não lembro, se alguém souber, pode informar.
E o Arnaldo é tão bambi quanto o Birner.
Em meio a toda bobagem dita pelo Arnaldo Ribeiro(que só sabe comentar + ou - futebol europeu) será que só eu enxerguei uma mensagem subliminar que é a maldosa comparação já feita pelo Milton Neves com a Portuguesa?
Se for, com todo o respeito ao clube do Canindé, mas Lusa Verde é o c*****o! Que me desculpem os donos deste blog, mas essa imprensinha é demais, tem horas que não dá pra comentá-la sem baixar o nível.
Não sei da onde tiraramm essa idéia!
O Palmeiras sempre foi um clube com a imagem vinculada à Itália, mas qualquer comparação entre ‘tentar fortalecer a imagem de colônia’ e ‘tentar se tornar um clube de massa’ é equivocada e ignorante…
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Estou indignado com a derrota do Palmeiras no tribunal.
Vejam a conclusão definitiva e sucinta que fiz no meu blog.
Modéstia a parte está muito bom (ainda não ouvi críticas, por isso sou forçado a pensar isso hahaha)..
http://www.blogdoro.net
Abraços!
Caso do gás:
O mínimo que podemos esperar por parte de nossa diretoria é a urgente instalação de câmeras de segurança nos vestiários visando resguardar nossos direitos.
Comentarei apenas sobre o panetone vazio, e é o seguinte, por curiosidade, vamos lá…
Todos sabemos que há um timinho de modinha e seus simpatizantes de modinha é claro.
Pois bem, em notícia divulgada pela Gambambizeta, para o jogo entre bixas paulistas x favelados cariocas, foram vendidos até esta 5ª feira, 9.078 ingressos. Desta quantidade, 3.500 foram para a ralé carioca. Ou seja, temos aqui uma simples equação matemática:
9.078 - 3.500 = 5.578
Como a matemática é uma ciência exata, logicamente do total de 9.078 ingressos, 5.578 são das bixinhas e 3.500 são dos favelados.
Naturalmente que até a hora do jogo, a ralé passará as bixinhas no número de ingressos.
Aí pergunto: é este aquele clubinho médio (isso com mto boa vontade) que costuma dizer por aí que possuem a 3ª maior torcida do Brasil? E que em pouco tempo teriam a maior torcida deste mesmo país?
Hahahahahahahahaha…
Só rindo mesmo. Aliás, a quem esses gambambis, e essa impren$inha acham que enganam? Acredito que a prepotência dessa corja (leia-se gambambis + impren$inha, para que fique bem claro) subiu tanto a cabecinha oca deles que causou um sério efeito de disturbio mental, onde eles mesmos inventam fatos e coisas que só eles mesmos (gambambis) acreditam.
A medíocridade dessa gentalha seria somente ridícula se não fosse algo que absurdamente patética.
O São Paulo tem muito empenho para fazer a obra do estacionamento e algumas outras, como uma grande sala de imprensa. Mas antes, temos que ter certeza de que iremos receber a Copa do Mundo para poder investir”, destacou Marcelo Portugal Gouvêa, diretor de planejamento e desenvolvimento do São Paulo.
O ex-presidente do clube está otimista quanto à possibilidade do Morumbi receber o Mundial. “Estamos trabalhando para isso e as coisas seguem bem. Temos dinheiro e projetos, falta somente o pontapé inicial”, afirmou Portugal Gouvêa.
Trecho publicado na imprensssinha!
CONTINUAM COMENDO MORTADELA E ARROTANDO PERÙ!
SE TEM DINHEIRO E PROJETOS PORQUE ESTÃO ATRÁS DE DINHEIRO PÚBLICO?
MENTEM E NÃO FICAM VERMELHOS…NO MÁXIMO FICAM ROSAS!
Caso do Gás
Ficou a imagem de culpa para o Palmeiras. A punição na Justiça Desportiva não foi nada perto do prejuízo para o nome do clube.
O advogado do Palmeiras quis perder a causa ou então é uma pessoa que vive longe da realidade.
Não é possível que uma pessoa normal formalize uma defesa baseada no conceito que o gás não existiu, que não havia evidências concretas de ter sido lançado o gás!
O Advogado e o clube deveriam ter enfatizado que o gás existiu sim, MAS NÃO VEIO DE FORA DO VESTIÁRIO.
Havia laudo para formular essa tese.
Não vindo de fora do vestiário, o Palmeiras não poderia ser responsabilizado. Essa imagem deveria ter sido explorada, inclusive nos meios de comunicação.
A omissão do clube, durante todo esse período, fez com que o senso comum da população aceitasse a idéia que o culpado do caso foi o Palmeiras.
Com essa estratégia, a discussão deveria ir para o lado de descobrir quem foi o autor. Talvez seja esse o motivo de não fazerem nada. Não criar caso com o outro lado.
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E esse Arnaldo? Como um cara desses ganha espaço na imprensa? Teria emprego se não existisse o Tio?
Caros palmeireses
A questão da Gaiola das Loucas estar sempre vazia, não é de hoje, sempre foi assim. Elas não vão ao estádio, é fato.
Sobre o tamanho da nossa torcida, nem mereceria comentários, é óbvio que somos a terceira torcida do Brasil e se alguém afirma o contrário é no mínimo má-fé.
O que cabe uma reflexão mesmo é o assunto do “italianismo”.
É difícil admitir, mas existe SIM, um italianismo exacerbado dentro do clube. Para começar, todos nossos dirigentes são descendentes de italianos, alguém já viu um conselheiro com nome de João da Silva ou Raimundo Silva? Ou então, alguém conhece algum negro que exerça alguma função diretiva dentro do Palmeiras? A impressão que me passa é que existe dentro do clube um preconceito velado com aqueles que não tem ascendência italiana.
Infelizmente o Palmeiras não sabe ser brasileiro, tudo que é feito pelo clube tem alguma citação à Itália, e podem ter certeza que esta é entre tantas, talvez a maior das causas que fomentam o ódio dos adversários. A continuidade desta mentalidade de segmentação é um erro crasso e só nos trará prejuízos.
Sou eternamente grato àqueles italianos que com sua fibra e coragem fundaram o time que torcemos, porém não podemos ficar eternamente vinculados a terra de origem deles, a gratidão já basta. E como já foi dito acima, os italianos da Velha Bota estão se lixando para a gente.
O Palmeiras é Brasil, o Palmeiras é dos nordestinos, dos negros, dos amarelos, dos paulistas e de todas as etnias que compõem nosso País.
Estou muito à vontade para dizer isso, pois, também sou descendente de italianos. Meus avós desembarcaram aqui no começo do século passado, vindos de Treviso, porém meu pai é paulista e minha mãe baiana, logo, sou brasileiro!
Saudações alviverdes
“Sabe qual é uma das metas principais dessa diretoria? Estreitar os laços do clube com a colônia italiana.”
- Ou esse cara é muito bem informado, ou aumenta muito os fatos. Só porque os dirigentes esperam receber a seleção italiana em nosso estádio não significa que virou uma das PRINCIPAIS METAS o estreitamento dos laços com a colônia.
“A Arena Palestra Itália, que deve ser construída nos próximos anos, tem como objetivo abrigar a Azzurra na Copa de 2014.”
- Por essa frase dá para concluir que ele está longe de ser bem informado. O objetivo da Arena Palestra Itália é que nosso estádio se torne uma grande fonte de receitas para o clube nas próximas décadas, bem como oferecer aos seus torcedores e a população da grande SP um estádio de qualidade e com capacidade ampliada. A Copa do Mundo é muito importante, mas é segundo plano.
“O Palmeiras entende, também por conta da receita, que é mais interessante reforçar a imagem de clube de colônia do que popularizar o Verdão”
- Essa eu realmente não entendi. De onde ele tirou que nossa diretoria pensa isso? E se tem alguém que pensa dessa forma, é mais um dos conselheiros que a imprensinha tanto usa para fazer notícia, ou é alguém influente, que pode realmente fazer a diferenças nos planos para o futuro do clube?
vladimir rizzetto!!! Vc é o cara!!! Falou tudo!!! Concordo plenamente!!!
Agora, será tal fácil assim o Paleiras receber a seleção da Itália no Palestra, seja como local de jogo ou de treino?
Pergunto isso porque, acredito que em Copas do Mundo os locais de cada grupo sejam definidos antes mesmo de conhecermos os classificados. Dessa forma, a cidade que cada seleção ficaria seria definida em sorteio. Ou estou errado?
Vladimir (13)
A realidade do clube associativo é diferente da realidade da torcida espalhada por todo o Brasil.
Considero natural que exista a maior influência italiana dentro do clube. O universo dos sócios é muito menor que o da torcida. São pessoas que freqüentam o clube há muitos anos.
Essa formação de imagem de clube de colônia é feita por poucas pessoas ligadas ao Palmeiras e, especialmente, por quem procurar criar a segmentação para o clube.
A associação feita por esse jornalista não tem fundamento, foi criada na imaginação dele. Nenhum diretor daria uma declaração desse tipo, mesmo que pensasse dessa forma.
O Palmeiras é sim o clube do italianos, como é dos portugueses, espanhóis, japoneses, nordestinos, imigrantes, migrantes, interioranos e tantos outros.
Acho que não devemos dar tanta importância para um assunto forçado, a não ser mostrar que a realidade atual é outra, como é para tantos outros times que foram formados por colônias.
Será muito legal ter a Itália para a Copa. Vai representar uma homenagem ao passado, além de fortalecer a imagem do clube no exterior e conseguir um aliado para a nossa Arena se tornar sede do Mundial.
Isso não significa que outras ações não possam caminhar em PARALELO, fortalecendo a marca Palmeiras junto a todos os brasileiros de vários locais do país. Uma coisa não impede a outra, por mais que alguns jornalistas incompetentes e sem visão queiram passar essa idéia.
Acho muito legal a idéia de manter a imagem do Palmeiras vinculada a colônia italiana, tenho muito orgulho disso, diga-se de passagem.
Essa identificação mantém a torcida qualificada além de ratificar nossa história e tradição, coisas que, nos difere e muito de outros clubes cuja história é repleta de obscuras falências e de “pais” incertos.
Nós sabemos quem são nossos pais, são “italianinhos” corajosos e trabalhadores, europeus que trouxeram suas raízes mas que souberam estar sempre dispostos a compartilhar e se fundir com os que aqui encontraram.
Por isso, essa gente italiana ganhou tanta admiração e respeito. conseguindo atrair apaixonados de todas as outras colônias e de brasileiros também.
Nossa tradição sempre falará mais alto, somos italianos de descendência ou de espírito e sempre será assim:
Judeus de Veneza, japoneses de Milão, nordestinos da Calábria, paulistanos de Roma, paranaenses de Verona e por aí vai…
Brasileiros palmeirenses identificados com esse clube de origem européia, torcedores de todas as raças que se apaixonaram cientes das fortes ligações do clube com a Itália.
É muito bom que seja assim, esse é um grande diferencial, os mal-nascidos que me perdoem…
Avanti Palestra, tradição e história!
Rafael, há sorteios sim, mas eles são dirigidos, até para equilibrar internamente os grupos (cabeça de chave, time forte, time médio e time fraco). O local onde uma seleção importante vai ficar pode ser pré-determinado sim, desde que ela se classifique, claro.
E vc está coberto de razão: o objetivo central da nossa Arena é criar fontes de receita, valorizar e atualizar o patrimônio e contar com um belo estádio para mandarmos nosso jogos. Sediar jogos da copa seria bom, mas não é o principal.
Quanto à copa, a Fifa tem um documento de recomendações e especificações para construção de estádios que possam abrigar as competições que ela organiza.
Há as questões de acesso, segurança, conforto, condições de trabalho da imprensa e tudo o mais.
Mas o que pega mesmo, e praticamente exclui qualquer estádio atual no Brasil, é a questão da visibilidade. Inclinação do estádio, ângulo e amplitude de visão e a distância máxima do torcedor para qualquer ponto do campo.
Acredito que a Fifa possa fazer algumas concessões para o Maracanã, porque é o Maracanã - embora mesmo este tenha que passar por inúmeras adaptações.
Os outros, se quiserem fazer parte da copa, tem que por abaixo e construir um novo.
Uma mão de pintura e trocar azulejos do vestiário não vai adiantar.
Esse é o xis da questão que os dirigentes do JL não gostam de abordar, e a imprensa finge que não existe.
O site 3VV tem discutido este assunto e traz o link para o documento da Fifa que eu citei.
Também sou descendente de italianos. Dos meus 8 bisavós, cinco são italianos. Então estou à vontade para falar.
1) Não somos clube de colônia. Moro no RJ há mais de 20 anos e vejo camisas do Palmeiras por aqui toda semana, no Rio, em Niterói e até em São Gonçalo, vejam só. Muitas e muitas. Se fôssemos “de colônia”, não seríamos a terceira torcida do Brasil, como já comprovou a Timemania (QUE NÃO É PESQUISA DE OPINIÃO DE DATAFOLHAS DA VIDA, É A REALIDADE DE GENTE QUE PÕE A MÃO NO BOLSO PARA MARCAR “PALMEIRAS” NO CARTÃO… independentemente de eu concordar ou não com a existência desta loteria…)
2) Fica uma imagem de “italianismo” da nossa torcida talvez um pouco por causa de nós mesmos. Apenas um exemplo: reparem nos títulos dos blogs da Mídia Palestrina. Mais ou menos a metade deles usa palavras italianas no título. Eu até acho bacana, viva a liberdade, mas depois não podemos “reclamar”, pois realmente passamos a impressão (como torcida) de querermos ser identificados com a Itália.
Fico indignado com essa história de italianar tudo no Palmeiras. Eu não tenho nada a ver com a Itália e a minha simpatia com aquela terra decorre em grande parte do Palmeiras.
Mas seria um erro ficar se prendendo a estas origens. Não se pode renegar a tradição, mas é preciso olhar para o futuro e aceitar que o Palmeiras é um clube brasileiro, composto de torcedores brasileiros, como eu.
Que a Itália permaneça sempre viva nas cores e tradições do clube, mas não como meta ou objetivo.
E morte ao Massimo Divino, com quem tenho 0 de identificação. Mamma mia é o c….
Prezado Marco Verdão
Quando você diz que a realidade dos sócios do clube e torcedores pelo Brasil é diferente, eu concordo plenamente, acho até que é bastante evidente, mas quanto aos dirigentes não vejo desta forma, para mim parece muito claro que há um “italianismo” exacerbado. Só para citar um pequeno exemplo: aquela frase “schoppi…bláblá é nostra…”, porque não foi escrita em português também? Será que em tudo a Itália vem na frente?
Contudo, concordo que receber a seleção italiana no Palestra seria muito interessante para fortalecer a imagem do clube no exterior.
Fábio Niteroi (20)
No ítem 2 você pôs o dedo na ferida. Existem vários sites e blogs (não é o caso do OV) que italianizam demais e depois não podemos reclamar mesmo. Na minha opinião eles deveriam repensar seus conceitos, mas afinal de contas, temos de respeitar, pois vivemos numa democracia, certo?
Natan (18)
Por favor, você pode explicar o que são mal nascidos? É impressão minha, ou sua afirmação está carregada de preconceito?
Saudações alviverdes
Algumas retificações quanto ao italianismo.
Pediram exemplos, aqui os dou:
Briscio Pompeo de Toledo, que nada tem de italiano, foi Presidente do Palmeiras por duas gestões.
Era a ovelha branca da familia Pompeo de Toledo, cujo irmão Cicero foi quem registrou em seu cartório a “compra” do Canindé durante a II Guerra Mundial e que dá o nome ao estádio conhecido como GAIOLA DAS LOUCAS.
Se percorrer os nomes de nossos conselheiros vão encontrar inumeros sobrenomes que nada têm a ver com a bota.
Palmeiras é tão brasileiro tanto quanto o Corinthians cuja origem é a mesma.
O que não tem lá são representantes da ELITE ESCRAVAGISTA PAULISTANA. ISSO É COM OUTRO CLUBE.
Na minha opinião:
1- Temos que ter orgulho da nossa origem e nunca escondé-la.
2- Com todo respeito mas bem-nascido são todos aqueles que escolheram o palmeiras para amar, sejam nordestinos, negros, judeus, palestinos e até italianos. Aliás, no interior e mesmo na capital existem muitos italianos “mal-nascidos” que torcem para o gambá. Cuidado com o preconceito europeu.
3- A impren$inha quer esconder o fatoque o verdão é o time mais brasileiro de todos, até no nome, senão vejamos:
SPFC - Tem São paulo no nome
Gambás - É Corinthians paulista
Santos - Nome de cidade paulista
Famengo, botafogo- Bairros cariocas
Vasco- Este sim time de colônia
Palmeiras - árvore tipicamente brasileira presente inclusive nas praias nordestinas.
Não é à toa que o verdão tem torcedores nos quatro cantos do país, afinal é o mais identificado com o brasil e o menos regional no nome.
Ah, e a impren$inha gambambi odeia isso, e tenta nos taxar de “time de colônia”.
Eu acho que mal nascido é quem tem a infelicidade de torcer para o gambá, não ter estádio e ver o time jogar na segundona…. rsrsrsrsrs
É muito importante relembrar as origens. Mas como disseram lá em cima, não existem novas ondas migratórias de italianos para cá.
A tendência é que com o passar das gerações, cada vez mais a cultura italiana trazida por esses imigrantes se funda com a brasileira, tornando-se uma só. O Palmeiras deve acompanhar esse processo.
Como disse o Marco, é possível relembrar o passado e a origem italiana, e, ao mesmo tempo, cuidar do presente e do futuro junto, que é aqui junto ao povo brasileiro.
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Tenho uma opinião, que pode ser polêmica. Acho que a imposição de mudança do nome do clube de Palestra Itália, para Palmeiras, durante a Segunda Guerra, no fim, acabou sendo benéfico para o clube, pois o nome antigo dava a entender que era um clube exclusivo para a colônia italiana e seus descendentes. Já o nome Palmeiras, como disse o Luiz Sérgio, é bem brasileiro, e pode ter sido um fator decisivo para que hoje tenhamos uma das maiores torcidas do país.
Na falta do que melhor fazer, esse jornalista quis ressuscitar uma discussão morta, de muitos anos atrás, quando houve um movimento para trocar o nome da Portuguesa porque achavam muito restritivo.
Na verdade, o que faltou à Lusa mesmo foram títulos, vitórias. Foi isso que limitou o aumento da torcida.
O Vasco sempre foi totalmente identificado com a colônia portuguesa, mas tem uma grande torcida no Rio e em todo o Brasil pela tradição de time vencedor.
O Palmeiras já era grande, torcida grande e muitos títulos quando era Palestra.
O Cruzeiro se tornou grande de verdade bem depois da mudança de nome, nos anos sessenta, com uma geração de jogadores excepcionais.
O Santos era só um time de Santos, mas depois da era Pelé ganhou grande torcida na capital e muitos outros lugares.
Mesmo falando só para as paredes sobre um assunto pra lá de obsoleto, as premissas do jornalista estão erradas.
Como muito errada estaria nossa diretoria e todos os palmeirenses que quisessem transformar nossa bela origem e tradição numa camisa de força.
Muito mais que uma identidade cultural enfiada goela abaixo, queremos e precisamos mesmo é de títulos, muitos títulos.
Acho de uma imbecialidade desmedida, por definição, quem se incomoda com o legítimo resgate das origens.
O Palmeiras nasceu italiano. A colônia italiana comeu o pão que o Diabo (com “D” maísculo) amassou. Passou por cima de incontáveis discriminações desportivas para consolidar a agremiação palestrina no cenário nacional.
Ao longo do tempo, foi incorporando torcedores que sentiam naquele time a raça, a altivez e a ética que almejavam em suas vidas.
Assim, tornaram-se palmeirenses. Assim, passaram estes valores austeros para seus filhos, pois perceberam que ali havia história. E história honesta.
Portanto, acho muito bacana este resgaste histórico das raízes italianas. Quem se sente desconfortável, talvez seja a hora de entender que foi justamente esta “italianice” que armou milhares de adversários ao longo destes anos, querendo nos destruir.
Aqueles que não tem ascendência italiana, não se sintam incomodados. Ao contrário, meus parabéns por escolher o Palmeiras. Vocês agora também fazem parte da história.
A propósito, minha ascendência é alemã e não tenho nada de italiano na família.
Isaac, você pode discordar o quanto quiser, mas classificar o argumento alheio como imbecilidade não ajuda. A discussão aqui está bem boa, com ótimos argumentos e percepções reais. O problema é que “legítimo resgate das origens” não é algo simples de se medir, o limite entre a inclusão e a exclusão é subjetivo e complexo.
Vladimir, não é impressão não, é preconceito mesmo!
Tenho preconceito em relação a são-paulinos que sempre nos perseguiram cheios de preconceitos e principalmente por aqueles que se ofendem quando chamam o Palmeiras de time de “colônia”.
Como disse no texto, o fato de termos tradições italianas não impediu que aqueles que não tivessem essas raízes se tornassem palmeirenses como eu.
Acho até que por simpatia a essa colônia tão importante na história de São Paulo e do Brasil é que hoje temos tantos torcedores e somos tão grandes.
Por isso, me orgulho muito de como o time nasceu e me sinto privilegiado por ama-lo independentemente de suas raízes.
O termo preconceito que vc usou fica melhor empregado aos que não gostam de ver nos inúmeros sites de nossa mídia palestrina a influência italiana, ou aos que se sentem ofendidos quando a imprensa usa o ‘time de colônia” expressão criada por são-paulinos no começo do século para se referirem ao Palmeiras de forma pejorativa.
Nascemos no dia 26 de agosto de 1914, sabemos quem são nossos pais diferentemente de corintianos que ninguém sabe, de são-paulinos que foram cuspidos em 1938 e comemoram o paulista de 1936 e do Santos que nasceu e morreu com o Pelé.
Portanto meu “preconceito” está explicado, e o seu?
Abraços…
Aliás, esse movimento de “italianizar” o Palmeiras não é exclusividade nossa.
Nos EUA por exemplo, a colônia irlandesa faz questão de manter acesas as chamas dos imigrantes que fundaram o Boston Celtics, e nem por isso o time deixou de ser grande na NBA e cultuado por torcedores norte-americanos, que mesmo sem a descendência, participam e ajudam a manter viva toda memória…
No mundo inteiro existem exemplos iguais, os escoceses na Inglaterra, os turcos na Alemanha e etc.
Ao contrário daqueles que pensam que o tempo vai fazer com que essas ligações se apaguem, sou dos muitos que acreditam que essa identificação agrega em torno de si sentimentos de coletividade, cumplicidade, amor com intensidade e energia.
Ações como a de trazer a “Squadra Azurra” para o CT da Academia, os jogos da Itália na nova Arena em meio às festas de nosso Centenário, não há como negar que além de uma grande festa, seria uma oportunidade imensa de marketing sadio e extremamente positivo.
Acho muito charmoso ser um clube de colônia, saber usar com orgulho esse diferencial é uma tendência nesses tempos de globalização, sem preconceitos não é mesmo?
Somos sim, um excelente clube de colônia!
Rafael (29)
Eu não concordei nem discordei especificamente de qualquer post anterior. Não contra-argumentei ninguém. Apenas dei minha opinião. Tanto que fiz questão de dizer que referida opinião tinha o caráter absolutamente pessoal, quando citei “por definição”. Obviamente minha, no caso.
Por favor, respeite meu ponto de vista de achar uma imbecilidade desmedida quem se incomoda com o fato de alguém querer resgatar suas origens, tendo em vista que não citei ninguém. E como não citei ninguém, tenho o direito de dar minha opinião.
Assim como eu respeitaria quem achasse um imbecil quem pensa como eu. Talvez me ajudasse a refletir um pouco.
Seria interessante que você contra-argumentasse o objeto, não a forma, pois às vezes é natural que sejamos mais enfáticos. E, por favor, não tente revestir a opinião alheia de um caráter não construtivo, pois sugere uma arrogância que acredito você não tenha, pois acompanho diariamente os posts aqui no OV.
Mais uma coisa. Não vou mais volatizar a discussão, pois fica maçante para quem lê e o capricho definitivamente não é um dos meus maiores defeitos.
Abração.
Cari Natan
Primeiramente devo dizer que como palmeirense que sou, sinto um nojo e ódio inomináveis por tudo que vem do Jd. Leonor, aliás, algo inerente a qualquer palmeirense que se preze.
Muito bem, quando te questionei a respeito do suposto preconceito, me referia ao berço e origem dos torcedores, pois num primeiro momento sua declaração me parecia excludente demais, pois você citava Verona, Calábria e etc., mas tudo bem, já entendi, pois agora você esclareceu minha dúvida. Ok.
Preconceito meu???? Onde você leu isso? Amar e respeitar o País onde nasci, onde nasceram meus pais, esposa, amigos e filho é preconceito? Exaltar a nossa e a minha brasilidade é pecado?
Inclusive, parece que você só leu o que te interessava, mas eu repito aqui uma parte do meu post:
“…Sou eternamente grato àqueles italianos que com sua fibra e coragem fundaram o time que torcemos, porém não podemos ficar eternamente vinculados a terra de origem deles, a gratidão já basta”.
Infelizmente, minha redação não é das melhores e se faz necessária uma pequena alteração: “…ficar eternamente e somente vinculados a terra de origem deles…”. Acho que deu para entender.
Mas vou repetir de novo.
Tenho um imenso respeito e gratidão pelos italianos que tiveram coragem e perseverança para fundar nosso Palmeiras, entretanto, isto não exclui o meu direto de entender que o alviverde imponente DEVE ser mais brasileiro, porém, sem nunca esquecer suas origens, só isso.
Como eu também não esqueço e respeito a minha, pois TAMBÉM SOU DESCENDENTE DE UMA TÍPICA FAMÍLIA ITALIANA de desbravadores que fazia seu próprio vinho, massas e que trabalhava (obviamente) no plantio da uva aqui em Jundiaí, cidade que tem uma imensa colônia italiana e que é conhecida, não por acaso, como Terra da Uva.
Mas sou brasileiro, e se isto te incomoda, lamento.
Saudações alviverdes
Vou deixar minha opinião.
Não vejo problemas no que diz respeito aos nomes de vários sites da Mídia Palestrina lembrarem nossas origens. Acho que não tem nada a ver esse lance de “italianizar”, de querer restringir essa “nacionalidade” a uma parcela da torcida só. Os nomes dos sites é apenas uma alusão as nossas origens.
Concordo com o Natan, tbm acho que há um considerável charme em ser um clube originário da colônia italiana. Mas é nítido e notório, que o Palmeiras deixou de ser apenas o clube da colônia italiana a mto tempo. E a mto tempo tbm o Palmeiras passou a ser um dos clubes mais brasileiros deste país.
Eu sou neto de italianos, mtos palmeirenses não tem essa mesma descendência, mas nenhum de nós deixamos de ser palmeirenses. Pq? Oras, pq o Palmeiras é filho de italianos, mas é brasileiro. Sempre foi. Simples assim.
Por isso eu tbm concordo com mtos aqui qdo dizem que esse “italianismo” significa conhecer e exaltar nossas origens. Sabemos quem somos, de onde viemos, de quem viemos. E sinceramente eu tenho um puta orgulho disso.
Tem clubinho aí que não sabe qdo nasceu e de quem nasceu. Não passam de um aborto resultante da fusão de outros dois clubes. Não passam de um bando de canalhas que se hj possuem alguma coisa, foi fruto de roubos e falcatruas. Não preciso citar o nome desse lixo pq todos sabem de quem se trata.
Acho bobagem implicar com isso agora. Até pq na minha humilde opinião é uma conversa que não tem um “porque”. O fato é um só, o Palmeiras tem origem italiana, mas é brasileiro. Não há como mudar e nem tem pq mudar isso. Foi sempre assim e espero que assim o seja para todo o sempre.
Agora sem dúvida que essa história de “reforçar a imagem de clube de colônia” é completamente desnecessária. Assim como é desnecessário achar que não somos uma torcida de “massa”. Pois nós somos sim. Ficamos apenas atrás de urubus e gambás (sabem como é né, o número de favelados ainda é imenso nesse país). Naturalmente que, ainda sobre esse lance de ser desnecessário, eu não sitei aquela sub-raça alienada e rosada por motivos óbvios.
Abs à todos!
Tentando trazer a discussão um pouco para os efeitos práticos da prevalência da origem italiana dentro do Palmeiras.
O que isso quer dizer objetivamente?
Que os cargos mais importantes só poderão ser ocupados por pessoas com sobrenomes italianos?
Significa restringir o acesso ao poder?
Significa que alguns serão considerados intrinsecamente “mais” palmeirenses que outros?
Cada vez que alguém evoca nacionalismos, patriotismos, identidades culturais, origens e etc. devemos estar atentos.
As melhores e mais nobres intenções podem trazer embutidos efeitos colaterais danosos.
Também sou descendente de italianos, portugueses e brasileiro, tudo isso com muito orgulho.
Este orgulho pelas minhas origens é um sentimento que não deve ser manipulado indevidamente de nenhuma forma, por quem quer que seja, qualquer que seja o motivo alegado.
Tudo certo Vladimir, a única coisa que me parece “preconceituosa” nesta discussão é imaginar que alguém possa estar se sentindo ofendido por terem chamado o Palmeiras de time de colônia, só isso…
Respeito sua opinião mas penso completamente diferente.
Acho que a “brasilidade” do Palmeiras e dos palmeirenses não está sendo questionada.
“Que sabe ser brasileiro ostentando a sua fibra”
O brasileiro Palmeiras deve ou não ser um pouco mais italiano em homenagem à sua colônia?
Pensar ao contrário,
“O italiano Palmeiras ser mais brasileiro” citado por vc, é que me parece um questionamento meio que manipulado pela imprensa preconceituosa atigindo o objetivo. É no mínimo uma inversão de valores.
O que me parece estar sendo discutido é que se devemos ou não usar nossas raízes em sites, simbolos, ações de marketing e etc. ou se devemos quebrar os elos que nos ligam à Itália.
Sou brasileiro e palmeirense como vc, irmãos no amor pelo Brasil e pelo Palmeiras, o time da eterna colônia italiana que acredito ser o maior do Brasil.
Isaac, não fui arrogante e você entendeu, só pedi para que não classificasse o argumento dos outros como imbecil. Achar que o outro, ou o argumento do outro, é um imbecil não é respeito. Tem um milhão de outras palavras melhores para manifestar discordância. Só isso.
E eu argumentei quanto ao conteúdo, quando disse que “legítimo resgate das origens” não é ciência exata: um pode achar a coisa forçação de barra, o outro natural. Ponto.
Particularmente acho essa discussão muito interessante, porque tem a ver com estereótipos que colam nos times, mas tem a ver também com estereótipos que a diretoria e a torcida chamam para si. Não é questão de achar o “certo” ou o “errado”, mas ver como essas identidades funcionam na cultura do futebol.
Caro Natan
O Palmeiras jamais deve quebrar seus elos com a Itália. Somos um time que foi formado pelos filhos deste país, porém, eu penso que o lado brasileiro do clube deveria estar, pelo menos atualmente, em maior destaque perante a mídia, que tem sido ao longo de nossa história uma inimiga atroz, e este “italianismo” que nos referimos é usado pela imprensa, ainda que subliminarmente, para nos estigmatizar como um clube “pouco brasileiro”.
Saudações alviverdes
Rafael, também acho bacana a discussão dos estereótipos, como você bem disse, embora não concorde com alguns pontos da sua opinião, mas insisto que você não compreendeu que não chamei ninguém de imbecil.
Se você está na arquibancada, solta um “FDP” e aí alguém bate no seu ombro e diz “tá falando comigo?”, o que você faria?
Talvez tentasse explicar para ele que não era pessoal. Nem para ele, nem para ninguém por ali. Infelizmente você desviou o foco para um ponto sem importância. Paciência.
Voltando à discussão a respeito da “italianice”, realmente a sua opinião do post 26 a respeito da mudança do nome para Palmeiras mereceria um tópico à parte.
Sempre fui contra à mudança, mas seus argumentos são interessantes.
É claro que a conjuntura histórica não deixou margem à discussão mas, agora, acho que seria bacana saber a opinião dos palmeirenses.
Isaac, a dinâmica na web é diferente e é fácil descambar para um flamewar, minha única preocupação foi evitar isso. Mas tudo bem, estamos entendidos.
O Rafael do comentário 26 não sou eu. Todos os meus comentários são assinados com meu sobrenome: Evangelista (que não pararece italiano, mas é
) Mas eu concordo com a opinião do Let’s Gol, e é esse acho que o ponto mais interessante da discussão: em que medida os sinais de uma identidade de origem atraem ou afastam novos torcedores.
Desculpe a confusão Rafael.
Eu ainda não concordo definitivamente com a opinião do seu xará Let’s Go, mas os argumentos dele são fortes.
Fico imaginando um retorno para o nome Palestra Itália… Se aprovada, como reagiriam os palmeirenses? E, mais interessante ainda, como reagiriam a mídia, os adversários, o Inimigo e seus discípulos?
Acho que as críticas seriam ferozes. Não nos dariam trégua. E não tenho dúvidas de seríamos ainda mais discriminados.
Porém, devido à minha leve tendência ao anarquismo, se me dessem a caneta, acho que pagaria para ver.
A questão maior é como o Palmeiras quer ser visto hoje:
a. como um time vinculado aos descendentes de italianos que se orgulha de ter se tornado popular no Brasil ou;
b. como um time popular no Brasil que se orgulha de sua origem vinculada à colônia italiana
O melhor Diretor de futebol que o Palmeiras já teve era
espanhol…
Seu nome GIMENEZ
Listei 32 amigos e conhecidos de origem japonesa; dos
32, 26 são palmeirenses
Listei 8 amigos e conhecidos judeus; dos 8, 4 são
palmeirenses
Os filhos do ex-Presidente do Palmeiras, Briscio Pompeu
de Toledo, irmão da figura que dá o nome ao estádio dos
bambis, são Conselheiros do Palmeiras
Caros amigos observadores verdes
Talvez não tenhamos percebido o detalhe mais importante, todas as ligações do Palmeiras são positivas e se somam.
Somos o clube originado de uma colônia italiana, da mesma forma que somos o clube mais brasileiro de todos, com uma história de desafios e vitórias.
Somos o clube que representa a pedra no sapato de muitos arrogantes incompetentes que tentam se igualar ao Palmeiras por meios nada corretos.
Devemos ter orgulho da nossa origem e da nossa realidade atual.
Nossas virtudes se somam e se completam.
Não será uma reportagem de um cara limitado, que ocupa espaço na imprensa porque o tio é famoso, que irá lançar um falso debate entre nós.
Temos o Palmeiras italiano, o brasileiro, o japonês, o espanhol, o português, o migrante, o interiorano e de todo torcedor que tenha a felicidade de torcer pelo clube Campeão do Século XX no Brasil, apesar dos meios de comunicação tentarem esconder quem somos.
Devemos incentivar a ligação com a Itália, com o interior, com os paulistanos, com todas as colônias, com todos os brasileiros e tudo o que puder somar a nossa família palmeirense.
Acho muito bacana este resgaste.
Embora não italiano, admiro e me sinto parte desta história.
Aos italianos puros ou descendentes:
Que fiquem orgulhosos da legítima luta pela nossa agremiação.
Marco Verdão (44): BRAVO! BRAVO! PARABÉNS! COMPLIMENTI! CONGRATULATIONS!
Assino embaixo.
Fico satisfeito em saber que a nossa torcida não é a maior mas sim a melhor,quero dizer a mais seleta.Torcida muito enorme como a do flamengo e do corinthians contemplam muitas pessoas de baixo nivel .A do s.paulo está indo para o mesmo caminho. O IMPORTANTE NÃO É SER A MAIOR E SIM A MELHOR.SE FIZERMOS UM ESTUDO DA RENDA DOS TORCEDORES IREMOS DESCOBRIR COM CERTEZA QUE A DO FLAMENGO ,CORINTHIANS POSSUEM BAIXA CAPACIDADE DE CONSUMO.SE NÃO JÁ TERIAM CONSTRUIDO ESTADIO E O FLAMENGO NÃO ESTARIA NA PITANGA DO JEITO QUE ESTÁ,DEVENDO 300 MILHOES DE REAIS.Temos sim que misturar raças ,mas mantendo sempre uma torcida selecionada.A final tudo que é muito grande torna se de pouco valor.A torcida do interior do palmeiras é a que apresenta um maior poder de consumo pois fazemos parte de cidades com maiores rendas percaptas do pais.Estamos crescendo sim , mas com qualidade .Deixem a ralezada para os outros.
Marco Verdão (44),
PERFEITO! SENSACIONAL! O MELHOR COMENTÁRIO SOBRE O ASSUNTO QUE EU JÁ LI! MEUS PARABÉNS!
Abs.
Francamente,não vejo problema algum em dizerem que o Palmeiras é time de colonia italiana,mesmo eu tendo descendecia alemã.Convenhamos há um timeco por aí que é chegado a colonia PENAL.
Saudações a todos
Srs.
Me permitam discordar da maioria dos comentaristas.
Não acho que esse é um falso debate, como disse o Marco. Muito pelo contrário, acho que é muito pertinente. Não me importa se foi provocada por um jornalista sem expressão.
Eu vejo sim problema em chamar o Palmeiras de time de colônia. Longe de ser algo contra alguma colônia. Mas é mais um estereótipo que colam no Palmeiras.
Lembram dos rótulos de “clube decadente”, “clube endividado”, etc? “Clube de colônia” é só mais um que nos aplicam. Mas esse último, por ser um estereótipo simpático, a torcida aprova.
Eu reprovo. Mais uma vez quero dizer: nada contra qualquer colônia. Mas alguém acha que 15 milhões de pessoas se sentem pertencentes à colônia italiana? Antes de mais nada, essas pessoas se sentem pertencentes à sociedade palmeirense .
O vínculo com a Itália e os italianos deve ser mantido para caracterizar a personalidade do clube, que já é muito bem definida por sinal. Mas apenas com fins de manter a tradição.
Para fins estratégicos é ruim. Diminui o esforço de atenção para uma torcida abrangente e popular para se focar em um pequeno nicho da socidade.
Muito vamos ouvir até a inauguração da “Arena”. Informações desencontradas, partindo de pessoas em sua maioria portadoras do desconhecimento de causa e viciadas no tendencionismo.
Mais uma vez, digo: É preciso saber separar o joio do trigo. Notícias facciosas, somente trabalharão a favor do clube da zona sul.
A pseudo- “xenofobia” palestrina há muito deixou de existir,; se é que existiu.
“Construir para poder conquistar! Acreditar sempre!”
eu sou caipira, descendente de italianos, mas sou, principalmente, PALMEIRENSE, ou parmerense, como queiram.
O mais importante é que todo mundo aqui está escrevendo na nossa Língua Portuguesa…;-)
( )s
“…QUE SABE SER BRASILEIRO, OSTENTANDO A SUA FIBRA”
Absurdo total!
Em qualquer atividade no mundo, o que se busca é qualidade e quantidade de consumidores.
Alimentar a relação de clube/colônia é o mesmo que andar para trás.
Não sei de onde veio essa informação, mas pela gravidade negativa, penso que seja mais uma “bombinha” jogada por aqueles que querem conturbar o Verdão.
Qualquer alusão a Itália que não seja restrita a enaltecer nossa história maravilhosa, servirá para que nossa torcida para de crescer.
Só temos a terceira torcida do país, graças a mudança de nome para Palmeiras.
Se ainda fossemos Palestra, nossa torcida seria bem próxima da Portuguesa. Lusa, aliás, que teimou em não mudar de nome e hoje tem uma torcida “traço zero”.
PALMEIRAS É BRASIL!
Desculpem mudar de assunto, mas como o Grêmio perdeu em casa (!) para o Goiás…
UMA VITÓRIA AMANHÃ EM BH NOS COLOCARÁ NA MELHOR SITUAÇÃO DESDE O INÍCIO DO CAMPEONATO.
AVANTE, PALMEIRAS!!!
O debate é falso porque não deveria existir, não tem necessidade e não acrescenta nada.
Serve apenas para criar uma polêmica em um ponto onde somente há fatos positivos. Somos o clube de todos.
O jornalista procura pêlo em ovo.
A história foi superada há exatos 66 anos (13/09/1942), quando o Palestra de São Paulo mudou seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras. (nome tipicamente brasileiro - o primeiro jogo foi em 20/09/1942).
Antes o nome Palestra Itália tinha sido trocado para Palestra de São Paulo, em abril de 1942.
O nome Palestra não foi aceito, mesmo sendo uma palavra grega e não italiana.
Não vejo debates sobre clubes elitistas e “quatrocentões”?
Marco Verdão (56),
Mais uma vez, PERFEITO! PARABÉNS!
Marco,
O debate é falso entre mim e você, pois temos a mesma percepção a respeito da brasileiridade do Palmeiras.
Porém essa percepção não é a mesma de outros blogueiros e de leitores inclusive desse blog. Houve comentários no decorrer desse post sutilmente elitistas e segregacionistas. E isso não foi jornalista que fez.
Negar a existência dessa questão é perder uma boa oportunidade de discutir como o Palmeiras e seus torcedores querem ser vistos daqui pra frente através de gestos e atitudes (e não somente através da letra do hino).
Caro Marcelo GJ
Você conseguiu descrever melhor exatamento o que eu penso, ou seja, a questão mercadológica e estratégica. O Palmeiras “é aquele clube de italianos” ou um clube de todas etnias”?
Todos nós sabemos que o Palmeiras não se restringe apenas a uma colônia, e sim a todos os povos e suas descendências, entretanto, a famigerada imprensinha insiste em nos estereotipar como um time de colônia, justamente porque nossos dirigentes não trabalham esta questão de forma mais abrangente.
Saudações alviverdes
ESSE ARNALDO RIBEIRO É UM MONGO, VIVE FALANDO MERDA NA ESPN… NO COMEÇO DO ANO ELE NÃO VIA ADVERSARIOS NA FRENTE DOS BAMBIS..E AGORA ONDE ESTÃO OS BAMBIS? DEPOIS ELE DISSE Q O FLAGAY JA ERA CAMPEÃO, ONDE ESTA O FLAGAY DO CAGÃO JR AGORA?…FLW , É NOIS PALMEIRAS SEMPRE!
Dica!
JK, sempre ele. Hoje na sua coluna da Folha de SP escreve sobre tema parecidíssimo com o que o Luís escreveu no 3VV sobre a Traffic, mas lógico que dando uma bela alfinetada nos clubes que se associam à ela e até criando possíveis teorias da conspiração.
Também na Folha de SP, só que desta vez no Painel FC, há outra ‘má-vontade’ com nós. Não sei se todos sabem, mas o blog La Nostra Casa está tentando reunir opiniões de torcedores para que o dono do blog (Júnior), numa reunião com a diretoria e a WTorre, leve as principais sugestões dos torcedores ao projeto para serem analisados.
Uma grande quantidade de pessoas sugeriu qua a capacidade passasse dos 50 mil lugares. Aí que vem, qual não é a surpresa ao abrir o jornal em pleno domingo? Tá lá (mais ou menos com essas palavras): “Amendoim: mal começou a reforma no estádio e torcedores do Palmeiras já reclamam da capacidade, pedindo um estádio para 52 mil torcedores”.
PÁRA! MEU DEUS, QUANTA MÁ VONTADE!
Amendoim? Agora se preocupar com o nosso estádio é ser amendoim? Se fosse do outro lado do muro o que isso seria? Engajamento, talvez? E se fosse na Marginal que nem estádio tem?
Cada vez mais, o melhor jeito de se informar é pela Mídia Palestrina.
Abraços!
Enquanto acompanho esta discussão, vejo pela janela aqui no condomínio a molecada batendo bola com camisas do Milan, Barça, Manchester.
Não consta que nenhum desses garotos tenha alguma vínculo pessoal com a Itália, Espanha, Inglaterra.
Eles são atraídos pela imagem de vencedores e pelos ídolos que estes times têm.
Em outros países, na Ásia e Oriente Médio, esta atração que os times estrangeiros vencedores excercem é ainda mais forte. As pessoas compram camisas e acompanham os jogos de times de países com os quais não têm nenhuma ligação cultural.
Qualquer ação mercadológica ou estratégica de um time de futebol é praticamente nula se este time não conquistar títulos e/ou tiver ídolos.
E mesmo que o time queira - o que é improvável - de algum modo “restringir” sua identidade, ligando-se a algum grupo específico, uma seqüência de títulos derrubará esta política naturalmente, porque os novos torcedores fascinados pelos ídolos e vitórias do presente não estarão nem aí se o time foi fundado há mais de 90 anos por tchecos, dominicanos ou senegaleses. Então:
-Não acredito que o colunista tenha alguma informação quente exclusiva sobre uma política de “reforço da imagem italiana” do Palmeiras.
-Não acredito que a diretoria tenha alguma política neste sentido.
-Se tiver, não acredito na eficácia de tal política.
-A imagem que um time forma é basicamente indepentende de qualquer ação premeditada. Esta imagem vai sendo construída ao sabor dos fatos, dos resultados, do contexto histórico.
Marcelo,
Talvez a palavra falso não tenha sido a melhor escolha para expressar a idéia. Entretanto ficou claro, tanto nas minhas mensagens, quanto nas suas que o assunto foi bem entendido.
Considero esse problema menor e de fácil resolução. Seria ótimo que todos os nossos problemas tivessem essa dimensão.
Não nego a existência dessa característica em partes da torcida, somente a considero insignificante perto da grandeza do Palmeiras.
Acho que a melhor forma de superar esse tipo de discordância é não dar tanta importância a ela e valorizarmos a parte positiva.
Aproveito e faço a comparação com a repercussão na imprensa das criticas de meia dúzia de torcedores que ficam atrás do banco de reservas do Palestra Itália.
Quantas vezes ouvimos relatos da imprensa dizendo que a torcida do Palmeiras criticava o time, reclamava de tudo e não dava sossego para o treinador. Isso acontecia com uma parcela muito reduzida de torcedores, enquanto mais de vinte mil pessoas no estádio apoiavam o time.
Ficava a imagem negativa de meia dúzia, em contrapartida ao apoio de mais de vinte mil torcedores. Acho que essa discussão é a mesma coisa, ela vai perder espaço, naturalmente, quando o lado positivo prevalecer.
Se existem grupos preocupado com a valorização das origens, que façam essa valorização. Outros, podem explorar a “brasilidade” do clube, cada um colaborando a seu modo e na mesma direção. Cortam-se os excessos e todos caminham juntos.
Esse caso é como pegar apelido, se dar muita atenção, só piora. Não dando importância, aos poucos as coisas se acertam. Quem agir de forma inadequada, dentro desse ambiente, acabará não se sentido à vontade.
Obs: Não podemos nos esquecer que o assunto surgiu em razão da imaginação de um “jornalista” que colocou uma tese criada na sua cabeça como sendo uma política de divulgação que partiu do clube. Conforme já escrevi, mesmo que um diretor pensasse assim, não seria estúpido para declarar essa idéia para o publico.
Só pra completar: os estereótipos que a mídia ou os adversários queiram nos impor também perdem qualquer importância conforme o resultado.
Se ganharmos agora o brasileirão, e depois a Libertas e o Mundial, podem me chamar de time de colônia ou do que quiserem.
Vão ter que rastejar aos pés de nós carcamanos.
Vão chorar vendo o time de colônia se cansando de tanto dar a volta olímpica.
Até porque nós palmeirenses também chamamos outros times de coisas muito mais pejorativas, e a imagem deles está ligada a coisas muito piores do que honestos e batalhadores imigrantes italianos.
Nesta matéria colocada pelo Rafael Evangelista, temos dois fatos a serem analisados: a) a ausência da torcida do São Paulo; b) uma “informação” de um jornalista (que só Deus sabe de onde ele tirou esta conclusão).
A ausência da torcida da modinha é fato. E é gostoso comentar sobre coisas que existem no mundo real. Ainda mais quando esta realidade mostra a falta de fibra dos “fãs” do Jardim Leonor.
Já o segundo item, o que é? Sobre qual fato se refere?
É óbvio que sobre o jornalista e suas conclusões, não sobre se o Palmeiras é Italiano, Brasileiro, Dinamarquês, Eslovaco. Então é só copiar e colar um pedacinho do comentário 17 : “A associação feita por esse jornalista não tem fundamento, foi criada na imaginação dele. Nenhum diretor daria uma declaração desse tipo, mesmo que pensasse dessa forma.”
Acredito ser mais válido torcer para um clube que tem suas pecúliaridades e diferenças de um gigante com pouca torcida mais vibrante, cativa e de melhor instrução cultural, do que, torcer para clubes com alguns titúlos importantes mas sem muita história e diferenças entre os outros clubes nacionais e muita torcida de camisa de camelô.
Todo mundo sabe que não é com a renda de jogos que um clube grande sobrevive e sim de bons contratos comerciais e parcerias, como tem feito o Palmeiras últimamente ( Adidas, Fiat, Traffic e Wtorre). Com a Arena e o Palmeiras sempre montando bons elencos dificilmente não irá angariar mais adeptos (como dizem os portuguêses) para sua sociadade nos próximos anos.
Avanti Palestra, sempre Palestra…
(vc é o que fez no passado)
A propósito da excelente discussão, segue abaixo maravilhoso texto que inspira a paixão palestrina que há em todos os palmeirenses independente de nossa descedência.
Nossa luta por igualdade é que contagiou brasileiros de todas as raças, solidários à causa palestrina…
A história do Palestra Itália é o legado para as futuras gerações e deve ser sempre lembrado…
Nasceu Campeão
Por Jota Christianini
Crédito para a imagem: palestrinos.sites.uol.com.br
Noite fria, céu escuro, muito escuro, nenhuma estrela, sombrio, como sombria eram as notícias que chegavam. Eram os homens que entravam, eram as esperanças que pareciam morrer.
Tomasino berrava:
- Por que essa perseguição? Nós somos tão brasileiros quanto eles!
Adalberto lamenta:
- Logo hoje que o Adami não está, nem o Pelegrini, temos que tomar essa decisão, mas o Leonardo taí e vai assumir a Presidência, a reunião vai começar.
O frio era muito intenso, os homens chegavam, alguns poucos de automóvel, a maioria de bonde, desciam na Avenida Água Branca, cruzavam os portões, com a fisionomia preocupada. Era tudo muito difícil, tudo muito injusto.
Paschoal secretariando a reunião avisa:
- Não tem mais tolerância, podemos ter o nosso estádio confiscado e perdermos todos os pontos do campeonato. Querem usar o decreto de março que diz que os bens dos estrangeiros seriam tomados.
Tomasino, fora da sala, escuta e berra :
- E por que ninguém reclamou na Revolução de 32, quando, os atletas do Palestra, fizeram o batalhão de esportistas e foram lutar pela democracia?
Pediam calma, mas Tomasino insistia:
- Quando transformamos o estádio em hospital, epidemia de gripe, não apareceu ninguém para dizer que não eramos brasileiros?
O presidente em exercício, Leonardo tenta falar com a autoridade que exige a mudança de nome ou tomará as medidas drásticas contra o o clube.
Não tem êxito! Passa o telefone ao Capitão Adalberto que argumenta com a lógica: Palestra é um nome grego e que desde março já não somos Itália, portanto o decreto contra nomes estrangeiros não nos atinge.
Não tem êxito também. Não adianta usar os argumentos do presidente do Conselho Nacional de Desportos, João Lyra Filho que escreveu que não ha propósito exigir a troca de nome e que se isso fosse levado a ferro e fogo ele mesmo teria que trocar seu nome, ja que Lyra é o nome da moeda italiana.
Tomasino reune os sócios e começam a encher barricas de gasolina e colocá-las ao redor do estádio:
- Se vierem tomar, nós preferimos tocar fogo do que entregar o que é nosso, compramos com nosso dinheiro. O Palestra não usou dinheiro do governo para comprar o estádio.
Prossegue a reunião. Chega um telegrama, vindo do Corinthians, hipotecando solidariedade ao Palestra. Assina Vicente, um jovem conselheiro, também imigrante.
O doutor Mario pede a palavra e diz que não nos querem Palestra, mas que seremos fortes para prosseguir, pois nascemos para vencer e nada nos destruirá, ainda mais que sabemos muito bem quem está por trás de tudo isso, atrás do nosso estádio e atrás do nosso campeonato.
Vincenzo, fundador do Palestra, dramaturgo, jornalista, astrônomo e ator usa um pouco de cada uma das ocupações para ordenar o recinto.
Não adianta o sangue palestrino ferve.
Três conselheiros saem apressados e cortando a noite pelas ruas escuras vão a casa do Sr. Olival.
Todos esperam, Tomasino e seus amigos, nervosos, circulam pelo estádio de olho nos portões.
Hora depois o carro volta, olhares tristes dos amigos do Tomasino confrontam com os ocupantes do carro, parecem esperançosos.
Olival não só autorizou como fez questão de vir junto, avisa Adalberto.
Reiniciam a reunião. Dr. Mario, completa a frase
- “NÃO NOS QUEREM PALESTRA, POIS SEREMOS PALMEIRAS E NASCEMOS PARA SER CAMPEÕES”.
Enrico diz que o Palestra continua no Palmeiras e Oberdan vai jogar para sempre de azul para lembrar a Itália.
Os gritos de alegria e os abraços contagiam.
O Palestra muda para Palmeiras para continuar sendo Palestra.
Lá fora Tomasino avisa
- Domingo, dia 20 de setembro, vamos dar de relho neles, para mostrar que agora aqui é Palmeiras!
Todos saem abraçados, mais uma etapa estava vencida, a madrugada antes fria parece bem mais agradável, vão todos para a cantina 1060 no Brás. Dizem que faltou vinho naquela noite.
Vincenzo o astrônomo olha para o céu, agora bem mais claro. Olhos fixos:
- Nasceu uma nova estrela, e de primeira grandeza!
NOMINATA
Adami - Italo Adami presidente licenciado do Palestra em 42;
Pelegrini - Hygino Pelegrini, presidente em exercício que não pode presidir a reunião;
Leonardo - Leonardo Lotufo, presidente interino na célebre reunião de 42;
Adalberto - Capitão Adalberto Mendes, capitão do exército que entraria na frente do time no domingo seguinte, dia 20, quando ganhamos do SPFC por 3×1 e na iminência da marcação do quarto gol, eles fugiram do campo;
Paschoal - Paschoal Walter Byron Giulian, secretariou a reunião; depois tornou-se um dos maiores presidentes do Palmeiras;
Enrico - Enrico Di Martino, disse: “O Palestra continua no Palmeiras”; foi presidente do clube, um dos melhores;
Vicente - Vicente Matheus, conselheiro corintiano que solidarizou-se com o Palestra;
Doutor Mario - Mario Minervino, advogado, autor da frase, “Não nos querem Palestra, seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”;
Olival - Olival Costa, presidente da A.A. Palmeiras, sempre grande amigo do Palestra, foi chamado à reunião para autorizar o uso do nome Palmeiras;
Vincenzo - Vincenzo Ragognetti, fundador do Palestra e primeiro diretor de futebol;
Tomasino - TODOS NÓS!
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