Revisionismo histórico leonor
mai 24th, 2009 by Rafael Evangelista
O jornalismo é um meio panelístico por excelência. Confronte um figurão, mesmo educadamente, e ganharás um inimigo. Teça loas ao mesmo, concorde polidamente e promova-o quando possível que logo logo você está na patota. Eventualmente patotas diferentes brigam, para a alegria da massa, que é submetida a mais exposição de vísceras que muito filme gore por aí.
Não dá pra se aventurar nessa seara, mas a briga Giacomini/Kfouri vs. M. Neves chamou a atenção para o livro escrito pelo pivô do episódio e prefaciado e recomendado por JK: Dentre os grandes és o primeiro. Boa parte está disponível no Google Books e fui direto em duas partes que envolvem o Palmeiras na história deles, a nossa Arrancada Heróica e o Paulista de 1971.
Bom corto e colo os trechos, voltamos a falar depois que vocês tiverem um opinião sobre a obra.
Primeiro 1942:



Agora 1971:

Não se enganem, este é um blog de esquerdinhas e este que vos escreve se considera um relativista. Já esperava que a versão leonor da história fosse um pouco diferente pois, sabe como é, até para colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir em paz nossa consciência altera um pouco os momentos vergonhosos da nossa vida para que a coisa não fique tão mal assim.
Mas tudo tem limite! É preciso que haja um mínimo de coerência nas coisas, senão o delírio é tão grande que vira caso para se tomar Haldol.
Nem falo nada sobre os absurdos sobre o contexto histórico da década de 1940, algo que é até desrespeitoso com com os italianos, alemães e japoneses perseguidos no Brasil. Mas falar do gol do Leivinha? Que mãos para o alto são sinônimo de tentativa de ludibriar a arbitragem? Isso não faz nem sentido, quem tenta ludibriar a arbritragem fingindo cometer uma infração?
Tudo bem que o livro seja escrito de fanático para fanático, como diz o JK no próprio prefácio (e sabemos que quando JK chama alguém de fanático ele não está fazendo propriamente um elogio à sanidade do sujeito). Mas, sei lá, achei que um dos papéis dessas figuras expoentes do jornalismo fosse referendar e recomendar o que tem uma mínima qualidade - nem precisa ser literária, basta ser qualidade lógica - até para que o público possa separar o joio do trigo. Pelo visto privilegiou-se a camaradagem.
Ah não. É pegadinha isso né? Fala a verdade, foi você que escreveu o texto, do tipo “história aos olhos de um leonor”.
Cara, não acredito que isso foi publicado. Já acho absurdo o papinho de 42 “pressentindo que o jogo ia acabar em tragédia, os dirigentes mandaram os jogadores se retirarem”. Tragédia pra quem cara-pálida? Só se fosse pra eles que tavam apanhando feio do time dos italianinhos, e com seu golpe indo por terra.
Nem vou falar do gol do Leivinha. Essa eu me recuso mesmo a comentar qualquer coisa!
( que bom que o OV voltou! O blog sempre foi excelente, senti muito quando acabou. Forzaaaa!!! )
Sinceramente, estou adorando ver a máscara de Juca Kfouri ser pulverizada no caso relatado na blog do Milton Neves.
Opa Rafael, tá famoso hein.
O Milton Neves acabou de te encher de abraços na Band AM.
Isso aí é sério? Nem Joseph Goebels faria melhor.
E eles levaram o apito de novo…
Bom, ainda bem que este livrinho “Dentre os grandes (ladrões) és o primeiro” é só pra bambi comprar mesmo. Com a falsificação da realidade que o livro oferece, os poucos que comprarem vão ficar ainda mais alienados.
Uma história mentirosa, escrita com dinheiro público, fruto de corrupção política de um de seus diretores. Quer retrato mais fiel da genética bambi? Pode-se sentir o mau cheiro destes vagabundos de longe!
Melhor eu não escrever a respeito. Confiem em mim. Vai dar merda…
Rafael, meu caro,
Este livro já deu o que falar, e eu não me surpreendo com nada que venha desta gentalha oportunista.
Você foi até bondoso ao elencar apenas estes trechos. Há coisa pior. Recomendo a você a página 14. Atenção ao que escreve o imbecil, cuja leitura é “vivamente” recomendada por este crápula que atende pelo nome de Juca Kfouri:
“Os italianos, indubitavelmente, são uma gente muito boa, lutadora, mas com um mortal pecadilho: quando se agrupam seguidamente por muito tempo, saem grandes pragas que vêm a assolar a humanidade. A Máfia começou assim, o Fascismo também se iniciou dessa maneira, e o nefando Palestra Itália idem”.
Sim, é isso. E nada mais se faz necessário.
Abraços
sem comentários… “Leivinha, que era um excelente cabeceador, inexplicávelmente golpeia a bola com a mão..” só a incoêrencia nessa frase, já diz bastante….
agora o que o Barneschi colocou é o pior de tudo… é RACISMO!!
PS: eu não estou muito interado com a reforma gramatical, mas os erros gritantes de portuques nos trechos citados, fazem parte dela?
O livro do ex-presidente Leonor, Bastos Neto, conta sobre a primeira visita de Medici a São Paulo em 1970 e a forma como foi recebido no estádio recém inagurado, em companhia do ex-governador Laudo Natel.
A informação circula pela internet e indica como fonte a spnet, (entrevista com Laudo Natel).
Com certeza, uma entrevista que é um documento histórico.
Barneschi, deu o q falar quando saiu? eu só li mesmo os trechos que indiquei, o resto nem perdi meu tempo (até pra não passar nervoso). O trecho de que você fala é mais chocante ainda.
Marcelo, uma pena q não ouvi. Mas é o que falei, é só bater numa patota que a outra já fica ouriçada.
Eu também ouvi. Acho que o MN anda lendo o seu blog.
Por mais que seja uma “briga de patota” o Juca merece esta situação.
bizarro…
hahahahahahahhaha é engraçado ver o ponto de vista delas.
Então estávamos com medo em 42?
Então houve penalties para os dois lados?
Elas fugiram temendo que a coisa pulasse para a violência?
O Leiva tentou ludibriar a arbitragem?
O que esse sujeito diria do Adriano, do gol do Max legal, dos 5 gols em impedimento do tal centroavant deles e do penal ontem?
hahaha é engraçado.
Em primeiro lugar, quero expressar minha imensa felicidade com a volta do OV. Já tava com saudade da galera diferenciada desse blog, sem citar nomes pra não cometer injustiças. E agora, que seja pra ficar hein!!
Quanto ao tópico, pego carona com o Caio Filardi, melhor nem falar nada. Mas já que o assunto é leoneres, deixo aqui o que penso sobre isso aí: se analisarmos de maneira mais ampla, essa instituição - não chamo de time - está iniciando sua curva descendente, o ciclo do ‘produto’ já está mostrando o bico pro chão. A correlação aqui feita com o ciclo de vida de um produto - nos termos cruéis do marketing - cabe perfeitamente para essa turma, pois falta-lhes tradição e alma de time; ou seja, eles estão iniciando literalmente sua jornada rumo ao fim. Fim esse que não será lá muito dramático para seus fãs, algo mais ou menos como o fim de um desses times de vôlei. Creio que, às voltas do centenário desse clube (?), que ocorre não se sabe quando (30, 35, 32…?), estarão rivalizando com o Taquaritinga em alguma divisão feita especialmente para elas.
Porque se isolaram do mundo, e os únicos alicerces restantes que mantém a mentira são partes da imprensinha (repararam que muita coisa está mudando na mesma, que certas verdades absolutas já não valem tanto assim?), e a relação amável com arbitragem e tribunais. Estão claramente gastando muitos níqueis nesse último alicerce, pois sabem que, se não ganharem - a qualquer custo - a vaca vai mesmo pro bréjo (bem que podia ser o bréjo que eles mesmos construíram lá pelas vizinhanças do estádio público deles próprios). Esse clube claramente não sobreviverá a um jejum de títulos, pois não tem mais curintia pra pagar as contas, pois jogarão clássicos só quando forem mandantes, e pois sua torcida, em jogos ordinários, está em ótimo número quando consegue passar de 5 mil. Já começaram as pressões de patrocinadores e de proprietários de camarotes, gastaram uma grana pra fazer lobby empresarial num deserto redondo, bela sacada! Essa coisa não se sustenta sozinha, e agora ficam aí de propagandinha na tv pra adquirir não sei o quê em até 200 vezes; alguém bem disse por aí na Mídia Palestrina: estão virando as Casa Bahia. Não adianta, essa corja caminha inexoravelmente para o fim, o desespero vai bater e ouviremos choros e manipulações da história ainda mais toscos. Coitados, ainda não se sabe se o que têm na cara é barba ou buço, e já já teremos que enterrá-los.
Pois então que façamos o DERRADEIRO jogo das barricadas. E corrijamos um erro histórico de nossas partes.
Abs
Amigos,
o trecho citado pelo Barneschi, na página 14, é grave.
abs
Braços para o alto? o Leivinha?
Meu Deus!!!!! agora sim com os braços para o alto.
Qual a credibilidade de um texto e qual a autoridade moral de um autor que se beneficia de um emprego fantasma para produzir essa pérola?
Ah, um bom e “velho” post do OV.
Muito bom.
Oxigena minha alma verdolenga.
E as perguntas se multiplicam:
- depois de recomendar livro que foi retirado de circulação por conta de uma ridícula falta de apuração por parte do autor (aquele da história do Barrichello) e depois de recomendar livro com citações racistas; qual será o próximo livro recomendado por Juca Kfouri?
Quem sabe não será “Formando equipes vencedoras” do Parreira?
- Quando o Valdívia se apresenta no SPFW?
abraços palestrinos
Racismo puro o trecho citado pelo Barneschi!!!
O autor deste livro precisa responder judicialmente pelo que escreveu!!!!
a diretoria tem que processar esse cara mesmo.
Sexto jogo leonor sem vitória, senão me engano.
terceiro jogo consecutivo leonor com erro grave de arbitragem.
e a vida segue.
Poderíamos fazer infinitas considerações sobre essa deturpação histórica de fatos ocorridos, aliás, em plena vigência das duas ditaduras pelas quais o Brasil passou no séc. XX.
Mas prefiro lembrar apenas o jogo final do brasileirão de triste memória de 2008.
Os bambis enviando seguranças para “tomar posse” do banco do mandante, o Goiás.
De um time que quer tomar o banco do mandante na mão grande, o que mais esperar?
A pagina 14 é revoltante, como o livro todo pelo que pude entender… Mas é engraçado ver como incomodamos essa corja suja… É bom ver que eles se preocupam em explicar as merdas que fizeram do jeito deles, é sinal que conhecem a torcida que tem, que com a falta de amor ao time pode deixar de ser Tricoflor a qualquer momento ou fofoca que apareça pela imprensinha marrom…
E nisso a vida segue, pontos ganhos por juizes que nao sabem o que apitam, ou pelo contrario sabem muito bem e assim caminha o futebol no Brasil… To quase desacreditando….
Pessoal, a imprensinha está dizendo até “Palmeiras nas cordas”. Empatamos o jogo, pelo amor de Deus!! Eles estão extremamente ouriçados, mas, temos que reconhecer que nosso treinador ontem deu 1 km de pano pra manga. O que vcs acharam da atitude do Luxa em criticar abertamente a torcida e dizer que isso é a “cultura do clube”?
Grande Roberto Verdão,
Concordo contigo que a partida contra o Nacional não é material pra manchetes apocalípticas e tal. Mas a bola do time também dá brecha prum ceticismo forte quanto ao futuro na Libertadores.
Agora, sobre a coletiva, confesso não ter assistido. Fui para a cama logo após o jogo, e li sobre o assunto há pouco.
Acho que:
1) Mesmo que o Palestra estivesse tomado de crianças hiperativas treinadas pelos Periquitos em Revista, a coisa ia ser a mesma. Tipo, esse é um daqueles times que se tornam antológicos de tão mal armados.
2) Fazer birra, errar por conta disso, e jogar a culpa nos outros. Taí uma coisa feia pra cacete.
E acho que é isso. Abraço!
pqp! a leitura dessa propaganda leonor me embrulhou o estômago.
e a cereja foi o cretino detonar a italianada!! Maledetto!
a inveja é uma merda!
bemvindos OV!
Uau, isso é que é obra de ficção científica! Que Arthur C. Clarke, que nada! Desculpem a escatologia, mas dá vontade de comprar só pra fazer cocô em cima, empacotar bem empacotadinho, e enviar via Sedex para o Giasecomi (é isso?) acompanhado do seguinte bilhetinho: “Eis o que eu acho de você, do seu livreco e, principalmente, do seu time”.
O que considero emblemático é o linguajar extremamente debochado, calunioso e ofensivo adotado pelo autor. O que me leva a confirmar mais uma vez minha tese de que TODO bambi, em maior ou menor grau (há incontáveis gradações, reitero), é um canalha em potencial.
Finalizando: o nome da obra está incompleto. É “Dentre os grandes és o primeiro”, com o subtítulo “…De calças arriadas, e com todo mundo atrás se divertindo à beça”.