Ainda sobre a Libertadores
jun 21st, 2009 by Rafael Evangelista
Depois do jogo Brasil contra o Paraguai comecei a escrever isso aqui:
Peço desculpas aos amigos e amigas vou dar um exemplo a partir de um ídolo leonor. Se bem que Kaká está mais para milanista ou “renascerista em Cristo” do que para representante do time do Jardim Leonor, de onde saiu escorraçado.
Não sei o quanto disso é verdade ou não, pode ser devaneio galvanístico, mas no meio do segundo tempo do jogo de ontem Bueno comentou algo como: “O Kaká agora de uma dura no Robinho, falou que ele tinha que ter passado a bola”. Mais tarde Galvão relatou algo como uma orientação de posicionamento feita por Kaká.
Aí fiquei pensando se temos alguém assim no elenco do Palmeiras, alguém capaz de orientar capaz de de dar instruções à garotada lá na frente, um sujeito que tenha visão de jogo suficiente para isso e ascendência sobre todos. Não me entendam mal, acho Kaká um chato moralista. Mas me parece que ele tem esse tipo de respeito, uma legitimidade para dar instruções, organizar as coisas.
Então me veio à mente Diego Souza. Joga mais ou menos na mesma posição no Palmeiras e lá na frente é um dos mais velhos do time (perde para Cleiton Xavier, que não tem ficado tão lá na frente).
Diego virou herói da torcida pelos motivos errados…
A partir daí ia argumentar que achava ele cabeça quente demais para o papel de líder do time, e que a idolatria que surgiu em torno de Diego só piora isso, porque incentiva o individualismo e o torna propenso a presepadas que parecem demonstração de raça - e às vezes são - mas que nem sempre são boas para o time.
Bem, fomos eliminados da Libertadores. E concordo com quase todo mundo que o problema foi o jogo no Palestra, quando tomamos o gol (o que o Barneschi fala sobre o Fator Jumar é bem classe). Mas isso não invalida minha opinião de que falta uma liderança em campo. Pelo contrário, talvez com essa liderança não tivéssemos tomado o gol no Palestra. Ou teríamos feito lá no Uruguai. Falta alguém pra puxar a orelha do Diego quando ele não passa a bola. Ou pra gritar com o Keirrison quando ele fica preso na marcação. Ou para orientar o time mesmo, dizer em campo quem faz o quê.
Nesse sentido, tem um material bom na imprensinha que reforça minha tese. Recentemente o JK entrevistou o Edmilson naquele programa da ESPN em que ele brinca de Marília Gabriela (lembram do Cara a Cara? Então). Ele deu um depoimento ótimo falando sobre o que o jogador vive nos clubes. Falou sobre como eles não são preparados para serem profissionais, para se dedicarem exclusivamente ao futebol. Disse que muitos tem que lidar com problemas paralelos de toda sorte e que alguns vivem atolados em dívidas, mesmo ganhando o que ganham. Edmílson mais ou menos aprofundou o que já havia dito no Mondo Palmeiras, quando perguntado sobre o que teria mudado no futebol brasileiro na sua volta. A resposta foi que nada mudou. E se o Palmeiras foi o único clube em que ele atuou na volta significa que ele está falando do Palmeiras.
Outro bom material foi publicado pelo Lance! Já descemos a lenha nos caras mas quando eles fazem algo direito é preciso dar o braço a torcer. As matérias sobre os 10 anos da Libertadores foram ótimas. (Achar no site dos caras é jogo duro, recomendo que dêem uma olhada no Nação Palmeiras, foi por lá que li). Vejam o que Felipão e outros falam sobre o grupo, sobre a mistura entre gente que já havia jogado a competição, jogadores talentosos e profissionais identificados com o clube. Claro que não há fórmula para ganhar o torneio, mas que faltou um pouquinho de malícia para nós faltou. Não fomos eliminados levando uma sacolada como os leonores (o placar agregado contra eles foi 4-1), caímos por causa dessa maldita regrinha dos gols (1-1 foi o nosso agregado).
E o manager? Bem, fica pra outro texto. Enquanto isso, façam figas para que ninguém assine nenhuma renovação com ele até 2010.
***
Que coisa feia isso, hein? Então Ricardo Gomes é genro do Teixeira? Roberto Verdão, nos comentários, foi quem nos contou. E ele ainda trouxe o link de um blog da Mídia Palestrina (Bianco, Rosso e Verdão) que relata a seguinte pergunta feita por M. Neves a Leco: “A filha do Ricardo Teixeira que é da comissão de escolha dos estádios é esposa do Ricardo Gomes. Isso tem alguma coisa a ver com a contratação dele como técnico já que vcs estão correndo o risco de não ter Morumbi escolhido?”
Adendo: Segundo PVC a informação acima é mentira. Ficam as nosssas desculpas aos leitores por termos ajudado a divulgar o boato e o espanto com como a imprensinha é tosqueira ao apurar o factual (fazem onda primeiro, checam durante). Falha nossa, deveríamos estar escaldados.
A casa está caindo!
Salários atrasados no São Paulo!
postado por Benjamin Back
Os problemas no São Paulo não se resumem apenas a má campanha do time esse ano e também não acabam com a demissão do seu treinador.
Por mais que seus dirigentes tentem abafar a crise e esconder os problemas, o que é normal, o Tricolor também sofre das mesmas dificuldades que os outros clubes.
É fato que a estrutura do São Paulo é muito boa, o CT é maravilhoso, porém, o futebol anda um tanto quanto abandonado.
A grande preocupação dos seus dirigentes e principalmente de Juvenal Juvêncio tem sido o fato de o Morumbi receber a abertura da Copa do Mundo de 2014.
E por mais que ninguém imagine que tais problemas podem acontecer no São Paulo, porém eles também existem:
Que o diga o próprio Muricy Ramalho que há dois meses não recebe seus salários!
E não é só ele, alguns jogadores também estão com a mesma dificuldade, inclusive Rogério Ceni.
Pois é, por fora o São Paulo brilha, mas por dentro a coisa não anda as mil maravilhas.
Detalhe, no 3VV, Vicente acrescenta a seguinte nota:
Confirmei essas informações com outras fontes. O treinador não recebe há dois meses e somente verá sua indenização pela demissão a longo-longo prazo.
E mais: quem teria derrubado Muricy Ramalho foi nada mais nada menos que o goleiro Rogério Ceni.
PS.(por mim): Precisa dizer mais alguma coisa? Naturalmente que não. O tempo continuará mostrando revelando a verdade. Aquela que já sabemos e conhecemos desde 1935…
Sobre esse lance “entre parentes” não é novidade pelos lados do Jd.Leonor, afinal em 1992/1993 sabemos como o SP levou duas Libertadores não é? O presidente bambi era genro do presidente da Conmebol, e aí os simpatizantes bambis cantavam felizes no panetone: “Pimenta ladrão, SP campeão”.
Sem mais.
Rafael,
Ótima análise, falta mesmo um técnico em campo. Acredito que o Edmilson foi contratado pra isso, mas infelizmente se machucou. Além do Diego Souza, que parece mesmo não ter cabeça pra isso, o Pierre poderia ter assumido este papel.
Ainda sobre o Edmilson, semanas atrás ele esteve no Arena Sportv(lá no globo.com ainda deve ter os vídeos) e deixou os comentárias de lá embasbacados com muitas de suas declarações sobre o futebol Brasil x Europa e revoltados quando afirmou que os melhores times brasileiros brigariam pelo 4 lugar no Campeonato Espanhol.
Começamos a dizer adeus ao título da Libertadores-09 já no 2º semestre de 2008… uma pena. Tinhamos tudo pra ter um timaço, em termos de jogadores e entrosamento, pra brigar pra valer pelo Bi. Foi o Flamengo de PipoCaio Jr e o esforço/comprometimento dos atuais jogadores nos deram uma sobrevida.
Sobre o Ricardo Gomes ser genro do Ricardo Texeira, já confirmaram e desmentiram N vezes a história desde que o Milton Neves jogou a notícia pra cima ontem a tarde…
Abrax,
FC
Fantástico, penso igual.
Leitura obrigatória.
Também acho que o cara para isso é o Edmilson.
Tivemos um azar danado com a contusão dele.
Mas me parece ser o que mais se aproxima dessa condição de orientação e liderança.
abs
O cara certo pra fazer isso, é o Edmílson.
Foi contratado pra isso. Uma pena mesmo que tenha se machucado, mas semana que vem ele já passar a treinar de novo com o grupo.
Sobre a esposa do Ricardo Gomes, é mentira.
O PVC foi checar isso. Ele tá casado faz 24 anos com a mesma mulher, que ele conheceu ainda na escola. Não tem nada a ver com a filha do Ricardo Teixeira.
Realmente falta isso no Palmeiras, principalmente nas horas em que alguns jogadores começam a se esconder. O Pierre tem o perfil, mas acho que ainda não inspira nos outros essa imponência. Talvez quando ele ganhar algum título mais importante ou se manter no clube por mais alguns anos.
E o Diego, foi o que falaram aí, precisaria ter mais controle emocional para o “cargo”. Acho que não é a dele, e gosto do jeito que ele é, passional. E discordo quando diz que se tornou ídolo pelos motivos errados. Ele já vinha se destacando e ganhando a confiança da torcida antes de fazer o que fez contra o Santos. E aquela rasteira, como o Barneschi disse, foi uma rasteira não no Domingos, mas sim em todos aqueles que querem fazer do futebol um esporte de maricas.
O Sergio Correa acabou de falar na ESPN que temos que ponderar a punição de um mês para o bandeirinha que anulou o gol do Obina, afinal o goleiro do Atletico/PR, que falhou no gol do mesmo Obina, deveria ser punido na mesma proporção.
Se alguém entender a lógica, por favor me explique.
Abs.
Isaac, a lógica é que contra o Palmeiras VALE TUDO! À favor do Palmeiras TUDO é “analisável”, “interpretativo”, “suspeito”, “erro de arbitragem”, e claro, “favorecimento”.
Ou seja, contra PODE TUDO, à favor NADA PODE.
E esse comportamenrto da impren$inha tem nome: FILHADAPUTAGEM, CANALHICE, entre outros.
Bom, a falta desse líder pode ser compensada com a saída do Luxemburgo. Porque com ele treinando o time só há espaço para puxa-sacos e leva-e-traz comandando o time.
A falta de iniciativa dos jogadores do time atual do Palmeiras passa também pela origem dos jogadores.
Eles vieram do Vitória, Coritiba, Atlético Paranaense, Figueirense, Mirassol, Guará, Goiás, etc.
O ambiente e o nível de exigência nesses times é infinitamente mais ameno do que no Palmeiras.
Enquanto jogaram contra adversários meia-boca (ou menos), puderam tranquilamente praticar seu futebol.
Quando a coisa apertou em clássicos, decisões e jogos da Libertadores, ficou patente a imaturidade de quase todos, e muitos deram aquela sumidinha básica. Liderança, então, nem pensar. Impossível liderar quando vc não controla sequer a própria ansiedade.
Já o Obina, independentemente da condição técnica, veio do Flamengo, onde a pressão é semelhante à do Palmeiras.
Assim, ele parece mais à vontade e está acostumado com o barulho.
Não tem obviamente o perfil de líder, mas já é um contraponto ao grupo de escoteiros que montamos pra encarar o primeiro semestre.
“Sem gols no fim, Palmeiras “brigaria” na rabeira”
http://esportes.terra.com.br/interna/0,,OI3839607-EI2013,00.html
MUITO interessante a reportagem. Que visao do reporter…!!!
Como colaboracao ao portal, sugiro outras matérias:
“Sem marcar os gols que marcou, SPFW estaria em últïmo”.
“Se perder todos os jogos restantes, Corinthians volta para a Segundona”
Que tal?
O negócio foi assim: Um ouvinte mandou uma mensagem e o Milton leu. Essa mensagem falava a história de ser genro. Aí ele falou que era necessário checar. Isso foi na hora do almoço. Após isso ele começou a dizer como se fosse verdade. Eu, como ouvinte, esperando as transmissões achei que já tivessem checado e era verdade. E, nessa, muitos embarcaram. Saudações “rivales”…
“Palmeiras só venceu os jogos que não perdeu nem empatou”.
“Palmeiras só venceu os jogos em que marcou mais gols que os adversários”
“Palmeiras só faz gols quando está em campo”
“Se não fossem os quinze times que estão atrás dele, Palmeiras estaria na lanterna”
Sugestões pra mídia mané.
Muito bom o texto, realmente nos falta um líder. Acho que dentro dos caras que temos no time, o Pierre seria o cara.
Newton, gostaria de sugerir a seguinte matéria:
“Sem os gols marcados em impedimento, o time do Jardim Leonor estaria em último”.
Sobre o fato de não ser verdadeira a notícia do parentesco do Ricardo Gomes com Ricardo Teixeira, não é verdadeiro mas é verossímil.
Ninguém estranhou isso e todos ligaram os pontos do que isso implicaria, o que demonstra muito bem o caráter daquela instituição.
E eu não sabia que existe um comitê para votação da escolha dos estádios para a Copa. Seria interessante que aparecesse a lista de quem participa desta comissão e quais as ligações com eventuais interessados em sediar os jogos.
E nada sobre a crise do SPFW na imprensa?
Finalmente se ligaram pra que serve:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u586771.shtml
Dispensa maiores comentários.
O comportamento da imprensa ultrapassou todos os limites.
Acostumaram-se com as criticas e passaram a adotar a postura de menosprezá-las.
Não se preocupam mais em justificar, explicar, apenas desqualificam quem os critica.
Não se importam mais, fazem o que querem, da mesma forma que alguns políticos se comportam em relação às denuncias de corrupção.
Por mais que se prove a parcialidade, dizem sempre a mesma coisa: Isso é reclamação de torcedor, todos reclamam.
“Nós somos profissionais e não devemos nos influenciar por essas críticas”.
Em alguns casos, ainda assumem a posição de vítimas, de injustiçados.
Mesmo em situações tão óbvias como as citadas no comentário 11 (Isaac), diriam que não houve segunda intenção e que se exagera na avaliação.
É mesmo, Marco.
Acho que a imprensa esportiva está passando por uma crise moral, de princípios.
Há uns poucos anos atrás, um jornalista teria vergonha de publicar reportagens tão parciais. E não sob pena do ridículo, mas sim por autocrítica moral.
Hoje, temos torcedores travestidos de jornalistas. Escrachados. Hipócritas de pseudo-retórica.
Ainda bem que o OV voltou para podermos denunciá-los.
Abs.
Vocês são ridículos!
Que tal aprovarem todos os comentários que leitores mandam?
Patético quanto cair numa informação do Milton Neves.
Depois ainda criticam o ‘JK’…
tsc tsc tsc…
Vão jogar amendoim no Muricy agora???
Felipe, nossa diferença com o Jk é q a gente admite qdo erra
Alguém sabe como está aquela história do escritor de livro que era funcionário de cabide?
Qual é a verdade dos fatos?